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Interior da Basílica São João de Latrão: Catedral do Papa em Roma

Interior da Basílica São João de Latrão: Catedral do Papa em Roma

🌅 Dicas sobre a Basílica São João de Latrão - Roma

Por Beto Marques - Atualizado em Fevereiro de 2026

Europa Central Itália

Visita guiada pelo Vaticano e Capela Sistina
Visita guiada pela Basílica de São Pedro

A História da Arquibasílica de São João de Latrão

Fachada da Arquibasílica de São João de Latrão

Conhecida como a Mãe e Cabeça de todas as igrejas de Roma e do Mundo, a Arquibasílica de São João de Latrão possui uma importância histórica e espiritual que supera até mesmo a Basílica de São Pedro no Vaticano.

1. Origens e a Doação de Constantino

No início do século IV, o terreno pertencia à família Laterani (daí o nome Latrão). Após a conversão do Imperador Constantino e o Édito de Milão em 313 d.C., que deu liberdade de culto aos cristãos, o imperador doou a propriedade ao Papa Silvestre I.

Foi a primeira basílica cristã a ser construída no mundo, servindo como a residência oficial dos papas por cerca de mil anos, até o período do Papado de Avignon no século XIV.


2. Sobrevivência a Desastres

A história da basílica é marcada por uma resiliência impressionante. Ela sobreviveu a:

Saques: Foi alvo de invasões de vândalos e visigodos.

Terremotos: Um grande abalo em 896 d.C. quase destruiu a estrutura original.

Incêndios: Dois grandes incêndios no século XIV devastaram o complexo, o que acabou motivando a mudança definitiva da sede papal para o Vaticano após o retorno de Avignon.


3. A Reconstrução Barroca

A aparência que vemos hoje é fruto de uma grande renovação iniciada no século XVII. O Papa Inocêncio X contratou o renomado arquiteto Francesco Borromini para modernizar o interior.

Borromini preservou a estrutura da nave antiga, mas a "revestiu" com o esplendor do estilo Barroco.

A fachada monumental, com as gigantescas estátuas de santos e doutores da igreja, foi finalizada mais tarde, em 1735, por Alessandro Galilei.


4. Importância Jurídica e Religiosa

Embora o Papa more no Vaticano, São João de Latrão continua sendo a sua Catedral. É lá que se encontra a Cátedra (a cadeira do bispo), simbolizando a autoridade do Papa como Bispo de Roma.

O complexo também abriga a Escada Santa (Scala Sancta), que a tradição diz ter sido trazida de Jerusalém por Santa Helena, e o Batistério de Latrão, que serviu de modelo para quase todos os batistérios da cristandade.

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Qual a melhor época para viajar a Roma?

A melhor época para viajar a Roma, para muitos turistas são a primavera, abril a junho, e o outono, setembro a outubro.

Durante esses períodos, o clima é mais ameno, com temperaturas agradáveis que permitem longos passeios ao ar livre sem o incômodo do calor extremo do verão.

Essas estações tendem a ser menos lotadas do que o pico do verão, proporcionando uma experiência mais tranquila nos pontos turísticos, como o Coliseu e o Vaticano.

É também uma época em que a cidade ganha vida com eventos culturais e a beleza das flores primaveris ou das folhas outonais.

Se a intenção é evitar multidões e aproveitar tarifas mais baixas, o inverno também pode ser uma boa opção, embora o clima seja mais fresco e alguns dias possam ser chuvosos.

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Seguro Viagem: É obrigatório para entrar no Espaço Schengen (cobertura mínima de 30 mil euros)

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Idioma - Italiano

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O que ver no Interior da Basílica São João de Latrão

Nave Central da Basílica São João de Latrão

O interior da Arquibasílica de São João de Latrão é um espetáculo de grandiosidade, unindo a estrutura da basílica paleocristã original com o brilho do Barroco romano.

1. As Estátuas Gigantescas dos Apóstolos

O elemento que mais chama a atenção na nave central são os 12 nichos projetados por Borromini. Cada nicho abriga uma estátua colossal (com cerca de 4,5 metros de altura) de um dos Apóstolos.

Destaque: Elas foram esculpidas pelos melhores artistas do final do século XVII e início do XVIII. Note o dinamismo das vestes e as expressões dramáticas, típicas do auge do Barroco.

Gaiola Dourada com relíquias de São Pedro e São João
Gaiola Dourada com relíquias de São Pedro e São João

2. O Baldaquino Gótico e as Relíquias

No altar-mor, encontra-se um magnífico baldaquino dourado do século XIV. O que o torna extraordinário não é apenas sua arquitetura, mas o que ele guarda:

As Relíquias: Na parte superior, atrás de grades douradas, estão os bustos de prata que contêm o que a tradição indica serem as cabeças de São Pedro e São Paulo.

O Altar Papal: Somente o Papa (ou alguém com autorização especial) pode celebrar missa neste altar, que contém fragmentos de uma mesa de madeira que teria sido usada pelo próprio São Pedro.

Teto da da Basílica São João de Latrão

3. O Teto Renascentista e o Piso Cosmatesco

Olhe para cima e para baixo para ver o contraste de épocas:

Teto: Um deslumbrante teto de caixotões dourados iniciado por Michelangelo e concluído por seus sucessores. Exibe os brasões de papas que financiaram a obra.

Piso: O chão é um exemplo belíssimo do estilo Cosmatesco, um mosaico complexo de mármores coloridos e formas geométricas que parece um tapete de pedra.

4. A Abside e o Mosaico Dourado

Ao fundo da igreja, a abside contém um mosaico colossal que brilha intensamente. Embora tenha sido restaurado no século XIX, ele preserva o design medieval original que mostra a face de Cristo surgindo entre as nuvens, cercado por anjos, Maria e santos.

Túmulo do Papa Leão XIII na Basílica São João de Latrão

5. O Túmulo do Papa Leão XIII

Diferente da maioria dos papas modernos que estão enterrados na Basílica de São Pedro, Papa Leão XIII escolheu Latrão como seu local de repouso eterno. Seu monumento funerário é uma obra imponente situada acima de uma das portas laterais.

Dica: Não deixe de visitar o Claustro (Chiostro). É um refúgio de silêncio com colunas de mármore retorcidas e incrustadas de mosaicos que datam do século XIII — um dos lugares mais bonitos e preservados de Roma.


Palácio de Latrão

Palácio de Latrão em Roma

O Palácio de Latrão (Palazzo Lateranense) é um edifício carregado de história, tendo servido como a residência oficial dos Papas por cerca de mil anos, muito antes de o Vaticano se tornar o centro administrativo da Igreja Católica.

O Palácio de Latrão foi a "Primeira Casa" dos Papas: O terreno foi doado pelo Imperador Constantino ao Papa Milcíades no século IV. Desde então, até o período do Cativeiro de Avignon" (século XIV), foi a sede principal do papado.

O edifício que vemos hoje não é a estrutura medieval original, que foi amplamente destruída por incêndios. A reconstrução encomendada pelo Papa Sisto V em 1586. O arquiteto Domenico Fontana projetou uma estrutura imponente, inspirada na arquitetura do Palazzo Farnese.

O Tratado de Latrão: Um dos eventos mais importantes da história moderna ocorreu entre suas paredes: em 1929, foram assinados ali os Acordos de Latrão entre a Santa Sé e o governo italiano de Mussolini. Esse tratado reconheceu a soberania da Cidade do Vaticano como um Estado independente.

Status Extraterritorial: Embora esteja localizado geograficamente no centro de Roma, o palácio pertence à Santa Sé e goza de direitos de extraterritorialidade, funcionando como uma extensão do Estado do Vaticano.

Atualmente, o Palácio abriga departamentos do Vicariato de Roma e o Museu Histórico Papal. Ao visitá-lo, você pode explorar:

Apartamentos Pontifícios: Salas ricamente decoradas com afrescos que narram episódios bíblicos e a história da Igreja.

A Sala da Conciliação: O local exato onde o tratado de 1929 foi assinado.

O palácio é fisicamente ligado à Basílica de São João de Latrão, a "Mãe e Cabeça de todas as igrejas do mundo".

Curiosidade: Quando os Papas retornaram de Avignon para Roma em 1377, encontraram o Palácio de Latrão em condições tão precárias que decidiram se mudar para o Vaticano, que era mais fortificado e seguro na época.

Ingresso do Palácio de Latrão com audioguia
Visita guiada pela Galeria Doria Pamphilj

A Escada Santa e o Batistério

Escada Santa

Em frente a Basílica de São João de Latrão está a Escada Santa (Scala Santa) é um dos principais locais de peregrinação do mundo católico.

A Tradição: Segundo a tradição cristã, estes seriam os 28 degraus de mármore que levavam ao pretório de Pôncio Pilatos em Jerusalém, os mesmos que Jesus teria subido durante o seu julgamento.

A Relíquia: Diz-se que a escada foi trazida de Jerusalém para Roma por Santa Helena, mãe do imperador Constantino, no século IV.

O Ritual: Hoje, os degraus estão protegidos por tábuas de madeira para evitar o desgaste. Os fiéis costumam subir a escada exclusivamente de joelhos como ato de penitência e oração.

Sancta Sanctorum (Santo dos Santos): No topo da escada fica a capela privada dos antigos Papas, considerada um dos lugares mais sagrados de Roma.


O Batistério de Latrão (Battistero Lateranense)

Batistério de Latrão

Considerado o protótipo de todos os batistérios cristãos, este edifício é uma joia da arquitetura paleocristã.

Foi fundado pelo Imperador Constantino por volta do ano 315 d.C., embora a estrutura atual tenha passado por reformas significativas no século V, sob o Papa Sisto III.

Forma Octogonal: O edifício possui uma planta octogonal, um design que se tornou o padrão para batistérios em toda a Europa. O número oito simboliza o "oitavo dia" — a ressurreição e a nova vida através do batismo.

Interior: O centro é dominado por uma grande bacia de basalto verde, cercada por colunas de pórfiro. As capelas laterais são ricamente decoradas com mosaicos bizantinos e portas de bronze que emitem um som musical ao serem abertas.

Importância Histórica: Durante séculos, este foi o único batistério de Roma, o que significa que quase todos os cristãos romanos da antiguidade foram batizados ali.

Dica de viagem: Ao visitar a Escada Santa, se você não quiser ou não puder subir de joelhos, existem escadas laterais comuns que permitem chegar ao topo e ver o Sancta Sanctorum sem restrições rituais.


Como chegar na Basílica de São João de Latrão

1. De Metrô (A forma mais rápida)

A estação mais próxima é a San Giovanni.

Linha A (Laranja): Esta é a linha principal que atravessa o centro histórico e a estação Termini. Ao sair da estação San Giovanni, você verá as antigas muralhas romanas e a Porta San Giovanni; a basílica fica a poucos metros de caminhada.

Linha C (Verde): Esta linha também para na estação San Giovanni, conectando-se com a Linha A, sendo útil se você estiver vindo de bairros mais periféricos a leste.


2. De Ônibus

Várias linhas param na Piazza di San Giovanni in Laterano ou em ruas vizinhas. Algumas das mais úteis para turistas são:

Linha 85: Ótima para quem vem da área do Coliseu, Via del Corso ou Termini.

Linha 714: Uma linha rápida que liga a estação Termini diretamente à praça da basílica.

Linhas 16, 51, 81 e 87: Também atendem a região e conectam a basílica a pontos como o Circo Máximo e a Piazza Venezia.


3. De Bonde (Tram)

Linha 3: Este bonde é uma das rotas mais cênicas de Roma. Ele passa pelo Coliseu e pelo bairro de Trastevere, deixando você muito perto da entrada da basílica.


4. A pé

Se você estiver visitando o Coliseu, pode chegar à basílica em uma caminhada de aproximadamente 15 a 20 minutos subindo a Via de San Giovanni in Laterano. É uma rota direta e você passará pela Basílica de São Clemente no caminho.


Como chegar em Roma saindo do Brasil

A principal porta de entrada para quem viaja do Brasil para a Itália é o Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci (Fiumicino – FCO), o maior de Roma.

Voos Diretos: A maneira mais rápida é saindo do Aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo. Atualmente, companhias como a ITA Airways e a LATAM oferecem voos diretos para Roma, com duração média de 11 a 12 horas.

Voos com Conexão: Para quem sai de outras cidades (como Rio de Janeiro, Brasília ou capitais do Nordeste), a opção mais comum é fazer uma conexão em hubs europeus. As rotas mais frequentes são via Lisboa (TAP), Paris (Air France), Madri (Iberia) ou Amsterdã (KLM).

Ao desembarcar em Fiumicino, você estará a aproximadamente 30 km do centro histórico da cidade.

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Transfers e Tours em Roma

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Ônibus - Aeroporto de Fiumicino a Roma

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Trem do Aeroporto de Fiumicino a Roma de alta velocidade de 1ª classe, sem interrupções ou problemas, entre Aeroporto Fiumicino a Estação Termini de Roma em apenas 32 minutos. Embarque ou desembarque do trem facilmente com a estação de trem dentro do aeroporto.

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Ônibus - Aeroporto de Ciampino a Roma

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A duração do trajeto é de 40 minutos, aproximadamente.

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A duração do trajeto é de 40 minutos, aproximadamente.

Aeroporto de Ciampino - Transfers Bus em Roma .


Ônibus - Aeroporto de Fiumicino - Terminal de Cruzeiros

Ônibus do Aeroporto de Fiumicino a Civitavecchia

Ônibus de Civitavecchia a Roma

Ônibus de Civitavecchia ao Aeroporto de Fiumicino

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O melhor lugar para se hospedar em Roma

Centro Storico (Panteão, Piazza Navona, Campo de' Fiori):

Para quem é: Quem vai pela primeira vez e quer fazer tudo a pé.

É o centro pulsante de Roma. Você estará a passos das atrações mais famosas. É charmoso, romântico, mas pode ser mais caro e cheio.


Trastevere:

Para quem é: Amantes de gastronomia e vida noturna.

Boêmio, com ruas de paralelepípedos e heras nas fachadas. À noite, o bairro ganha vida com bares e restaurantes incríveis. Fica do outro lado do rio, mas ainda próximo ao centro.


Monti:

Para quem é: Jovens, casais e quem curte um ambiente "hipster" e artístico.

Fica colado ao Coliseu. É uma mistura perfeita entre o antigo e o moderno, cheio de galerias de arte, brechós e cafés.


Prati (Vaticano):

Para quem é: Famílias e quem busca elegância e tranquilidade.

Ruas largas, compras de luxo e proximidade com a Basílica de São Pedro. É mais organizado e menos caótico que o centro histórico.


Termini / Esquilino / Castro Pretorio:

Para quem é: Quem prioriza mobilidade (trens e metrô) e custo-benefício.

É a região da estação central. Embora algumas partes imediatas da estação sejam agitadas demais, há hotéis "boutique" excelentes e modernos nas ruas adjacentes.

Recomendamos sempre fazer a reserva do hotel com muita antecedência, para conseguir as melhores tarifas e os melhores hotéis.


Interior da Basílica São João de Latrão - Roma

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