Coliseu de Roma e a Arena dos Gladiadores - Guia Completo
🌅 Conheça o Coliseu e a Arena dos Gladiadores - Roma
Por Beto Marques - Atualizado em Janeiro de 2026
Destaques de Roma
A História do Coliseu
Neste post vamos conhecer o Coliseu e a Arena dos Gladiadores, no centro histórico de Roma.
O Coliseu , originalmente batizado de Anfiteatro Flávio, é muito mais do que um cartão-postal; é o maior símbolo da engenharia e do poder do Império Romano. Sua construção começou no ano 72 d.C. sob o comando do Imperador Vespasiano e foi inaugurada de forma grandiosa por seu filho, Tito, em 80 d.C., com jogos que duraram 100 dias ininterruptos.
Projetado para comportar entre 50.000 e 80.000 espectadores, o Coliseu era o principal palco da política do "Pão e Circo". Era ali que o imperador controlava e entretinha a população com espetáculos que variavam desde caçadas de animais exóticos e execuções até as famosas lutas de gladiadores.
Uma curiosidade que muitos visitantes desconhecem é a origem do nome. A estrutura passou a ser chamada de Coliseu apenas na Idade Média, não por causa de seu tamanho, mas devido a uma estátua colossal do Imperador Nero (o Colosso) que ficava ao lado do anfiteatro.
Embora terremotos e saques de pedras tenham danificado a estrutura ao longo dos séculos, o Coliseu permanece de pé como uma das 7 Maravilhas do Mundo Moderno. Mas, para entender a verdadeira alma deste lugar, é preciso olhar para o seu centro: a Arena do Gladiador, o palco onde o destino de homens e feras era decidido.
Estes são os temas abordados neste post sobre o Coliseu:
A História do Coliseu
EES e ETIAS: Taxa de Entrada Europa
Vale a pena visitar a Arena do Coliseu?
Sangue e Espetáculo: Como eram as Lutas de Gladiadores?
O Hipogeu: Os Segredos do Subterrâneo do Coliseu
Como chegar em Roma saindo do Brasil
Qual a melhor época para viajar a Roma?
Transfers e Tours em Roma
O melhor lugar para se hospedar em Roma
Assista vídeo: Conheça o Coliseu e a Arena dos Gladiadores - Roma
EES e ETIAS: Taxa de Entrada Europa
1. O que é o EES? (Gratuito)
O EES (Entry/Exit System) é o novo sistema de segurança nas fronteiras.
O que faz: Substitui o carimbo manual no passaporte. Ao chegar à Europa, você registra digitalmente seu rosto e impressões digitais em quiosques automáticos. Ele controla quem entra, quem sai e se a pessoa excedeu o tempo permitido (90 dias).
Tem taxa? Não. O EES é apenas um procedimento moderno de fiscalização.
Quando começa? O sistema já iniciou sua implementação gradual em outubro de 2025 e deve estar totalmente operante em todas as fronteiras até abril/maio de 2026.
2. A taxa de entrada (ETIAS)
O ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) é uma autorização de viagem (semelhante ao ESTA dos EUA) que brasileiros precisarão solicitar online antes de viajar.
Valor: Custará € 7,00 (euros) para pessoas entre 18 e 70 anos.
Quando começa a cobrança? A previsão atual é para o final de 2026 (provavelmente no último trimestre).
Vale a pena visitar a Arena do Coliseu?
Sim, vale totalmente a pena visitar a Arena do Coliseu. A grande diferença é a imersão: a visita guiada à Arena permite que você caminhe pelo piso reconstruído exatamente onde as batalhas aconteciam, oferecendo uma visão privilegiada dos hipogeus (subterrâneos) e uma experiência muito mais exclusiva.
A Perspectiva do Gladiador: Ao pisar na plataforma de madeira (Arena), você tem a visão 360º que os gladiadores tinham ao entrar no combate. É uma sensação impossível de ter nas áreas comuns. Olhar para cima e ver a imensidão das arquibancadas dá a real dimensão da grandiosidade do monumento.
A visita guiada do Coliseu é o mais vendida em Roma, o que significa corredores lotados e dificuldade para tirar fotos limpas. Como o acesso à Arena é restrito a grupos menores e horários específicos, você tem mais espaço e tranquilidade para conseguir aquele ângulo perfeito sem centenas de pessoas ao fundo.
Visão Detalhada do Subterrâneo: Do centro da Arena, você consegue olhar para baixo e ver com clareza o labirinto de corredores e celas (o hipogeu) onde animais e gladiadores aguardavam antes de subir ao palco através dos elevadores manuais. É uma aula de história ao vivo.
Dica: A visita guiada sem filas ao Coliseu de Roma e a Arena dos Gladiadores é o ganho em experiência, conforto e qualidade para tirar fotos e torna a visita da Arena a melhor opção de custo-benefício para quem visita Roma pela primeira vez.
Recomendamos fazer o Free tour por Roma para visitar o centro histórico de Roma. Os Tours são com guias ou audioguias em português e a facilidade na forma de pagamento em Pix ou no cartão de crédito em parcelas pelo público brasileiro. O número de visitantes é limitado e outro fator importante, visitar os pontos turísticos sem entrar nas enormes filas das bilheterias.
Sangue e Espetáculo: Como eram as Lutas de Gladiadores?
Diferente do que vemos em muitos filmes de Hollywood, as lutas de gladiadores não eram apenas massacres desordenados; eram espetáculos altamente organizados, com árbitros, regras rígidas e até música ao vivo para aumentar a tensão.
Para quem estava na plateia (ou onde hoje pisamos na Arena), o evento era uma mistura de esporte radical com teatro. O dia geralmente começava com caçadas de animais (a venatio) pela manhã, execuções ao meio-dia e, finalmente, o ponto alto: o combate entre gladiadores à tarde.
Os Gladiadores: Celebridades da Antiguidade
A maioria dos lutadores eram escravos, prisioneiros de guerra ou condenados. Porém, existiam os homens livres que se voluntariavam em busca de fama e fortuna. Um gladiador vitorioso era tratado como uma verdadeira "estrela do rock" da época, ganhando prêmios em dinheiro e a adoração do público feminino.
Pela manhã, acontecia as lutas de criminosos e caçadas aos animais selvagens. Na parte da tarde, lutas dos gladiadores, com a presença da Família Imperial, Senadores Romanos e a Elite Romana.
Eles eram divididos em categorias para equilibrar a luta. Os mais famosos eram:
Retiarius: Lutava apenas com uma rede, um tridente e um punhal. Era rápido, mas não tinha armadura.
Secutor: O "perseguidor", equipado com escudo pesado, espada curta e um capacete liso e redondo (para não prender na rede do Retiarius).
Murmillo: Conhecido pelo capacete com crista de peixe, escudo grande e espada, lembrando um soldado romano.
A Luta terminava sempre em morte?
Essa é uma das maiores curiosidades. Não necessariamente. Treinar um gladiador era extremamente caro e demorado. Os donos das escolas de gladiadores (os lanistas) não queriam perder seus investimentos à toa.
Muitas lutas terminavam quando um oponente se rendia (levantando um dedo) ou quando o árbitro interrompia o combate. A morte acontecia, sim, mas era reservada para momentos especiais ou quando o lutador derrotado não demonstrava bravura suficiente. A decisão final cabia ao organizador dos jogos (muitas vezes o Imperador), que ouvia o clamor da multidão para decidir entre a missio (misericórdia/vida) ou a morte.
O Hipogeu: Os Segredos do Subterrâneo do Coliseu
O subterrâneo era composto por dois andares de túneis, corredores e celas. Enquanto lá em cima a plateia vibrava, lá embaixo o ambiente era caótico, escuro e barulhento, repleto de cheiro de feras selvagens e tensão.
A Engenharia dos "Efeitos Especiais"
O grande diferencial do Coliseu não era apenas o combate, mas a surpresa. O Hipogeu abrigava um complexo sistema de elevadores manuais operados por centenas de escravos através de cabos e roldanas.
O Elemento Surpresa: Imagine a cena. De repente, o chão da arena se abria e leões, tigres ou gladiadores "brotavam" do nada, subindo do subterrâneo para a superfície em segundos.
Os Animais: As feras ficavam enjauladas no subsolo e eram conduzidas por corredores estreitos até esses elevadores. Estima-se que milhares de animais exóticos, trazidos da África e da Ásia, passaram por esses túneis.
Visitar o subterrâneo hoje é caminhar pelos mesmos corredores onde os gladiadores aguardavam seus momentos finais e entender a complexidade logística que fazia o Coliseu ser o maior espetáculo da Terra.
Como chegar no Coliseu de Roma
1. A opção mais prática: Metrô
O metrô é a forma mais fácil e direta de chegar, pois a estação fica exatamente em frente à entrada do monumento.
Linha: Pegue a Linha B (Azul).
Estação de descida: Desça na estação "Colosseo". Ao sair da estação, você já dará de cara com o monumento.
Vindo da Estação Termini (Central): Pegue a Linha B (direção Laurentina). São apenas 2 estações (Cavour → Colosseo), levando cerca de 5 minutos.
2. Chegando dos Aeroportos
Do Aeroporto Fiumicino (FCO): Pegue o trem expresso Leonardo Express até a estação Termini (aprox. 32 min). De lá, pegue o metrô Linha B.
Do Aeroporto Ciampino (CIA): Pegue um ônibus shuttle (como Terravision ou SitBus) até a estação Termini. De lá, siga com o metrô Linha B.
3. Ônibus e Bonde ou VLT (Tram)
Se preferir ver a cidade enquanto se desloca, diversas linhas param na praça do Coliseu:
Bonde (Tram): Linha 3.
Ônibus: Linhas 75, 81, 673, 175, 204.
Como chegar em Roma saindo do Brasil
A principal porta de entrada para quem viaja do Brasil para a Itália é o Aeroporto Internacional Leonardo da Vinci (Fiumicino – FCO), o maior de Roma.
Voos Diretos: A maneira mais rápida é saindo do Aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo. Atualmente, companhias como a ITA Airways e a LATAM oferecem voos diretos para Roma, com duração média de 11 a 12 horas.
Voos com Conexão: Para quem sai de outras cidades (como Rio de Janeiro, Brasília ou capitais do Nordeste), a opção mais comum é fazer uma conexão em hubs europeus. As rotas mais frequentes são via Lisboa (TAP), Paris (Air France), Madri (Iberia) ou Amsterdã (KLM).
Ao desembarcar em Fiumicino, você estará a aproximadamente 30 km do centro histórico da cidade.
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Qual a melhor época para viajar a Roma?
A melhor época para vaijar a Roma, para muitos turistas são a primavera, abril a junho, e o outono, setembro a outubro. Durante esses períodos, o clima é mais ameno, com temperaturas agradáveis que permitem longos passeios ao ar livre sem o incômodo do calor extremo do verão.
Essas estações tendem a ser menos lotadas do que o pico do verão, proporcionando uma experiência mais tranquila nos pontos turísticos, como o Coliseu e o Vaticano.
É também uma época em que a cidade ganha vida com eventos culturais e a beleza das flores primaveris ou das folhas outonais.
Se a intenção é evitar multidões e aproveitar tarifas mais baixas, o inverno também pode ser uma boa opção, embora o clima seja mais fresco e alguns dias possam ser chuvosos.
Visto - não precisa de visto
Moeda - Euro
Idioma - Italiano
Fuso horário - quatro horas â frente do horário de Brasília
Transfers e Tours em Roma
Ônibus - Aeroporto de Fiumicino a Roma
Se você aterrissar no Aeroporto de Fiumicino e quer chegar ao centro de Roma de forma fácil e rápida, este serviço de transporte irá levá-lo a Estação Termini, perto dos principais monumentos. O ônibus Sit Bus Shuttle também é uma opção ideal para voltar ao Aeroporto de Fiumicino no final da sua viagem
A duração do trajeto é de 45 minutos, aproximadamente.
Ônibus do Aeroporto de Fiumicino a Roma
Trem - Aeroporto de Fiumicino a Roma
Trem do Aeroporto de Fiumicino a Roma de alta velocidade de 1ª classe, sem interrupções ou problemas, entre Aeroporto Fiumicino a Estação Termini de Roma em apenas 32 minutos. Embarque ou desembarque do trem facilmente com a estação de trem dentro do aeroporto.
Trem do Aeroporto de Fiumicino a Roma
Ônibus - Aeroporto de Ciampino a Roma
Se você aterrissar no Aeroporto de Ciampino e quer chegar ao centro de Roma de forma fácil e rápida, este serviço de transporte irá levá-lo a Estação Termini, perto dos principais monumentos. O ônibus Sit Bus Shuttle também é uma opção ideal para voltar ao Aeroporto de Ciampino no final da sua viagem
A duração do trajeto é de 40 minutos, aproximadamente.
Se você aterrissar no Aeroporto de Ciampino e quer chegar ao centro de Roma de forma fácil e rápida, este serviço de transporte irá levá-lo a Estação Termini, perto dos principais monumentos. O ônibus Sit Bus Shuttle também é uma opção ideal para voltar ao Aeroporto de Ciampino no final da sua viagem
A duração do trajeto é de 40 minutos, aproximadamente.
Aeroporto de Ciampino - Transfers Bus em Roma .
Ônibus - Aeroporto de Fiumicino - Terminal de Cruzeiros
Ônibus do Aeroporto de Fiumicino a Civitavecchia
Ônibus de Civitavecchia a Roma
Ônibus de Civitavecchia ao Aeroporto de Fiumicino
O melhor lugar para se hospedar em Roma
Centro Storico (Panteão, Piazza Navona, Campo de' Fiori):
Para quem é: Quem vai pela primeira vez e quer fazer tudo a pé.
É o centro pulsante de Roma. Você estará a passos das atrações mais famosas. É charmoso, romântico, mas pode ser mais caro e cheio.
Trastevere:
Para quem é: Amantes de gastronomia e vida noturna.
Boêmio, com ruas de paralelepípedos e heras nas fachadas. À noite, o bairro ganha vida com bares e restaurantes incríveis. Fica do outro lado do rio, mas ainda próximo ao centro.
Monti:
Para quem é: Jovens, casais e quem curte um ambiente "hipster" e artístico.
Fica colado ao Coliseu. É uma mistura perfeita entre o antigo e o moderno, cheio de galerias de arte, brechós e cafés.
Prati (Vaticano):
Para quem é: Famílias e quem busca elegância e tranquilidade.
Ruas largas, compras de luxo e proximidade com a Basílica de São Pedro. É mais organizado e menos caótico que o centro histórico.
Termini / Esquilino / Castro Pretorio:
Para quem é: Quem prioriza mobilidade (trens e metrô) e custo-benefício.
É a região da estação central. Embora algumas partes imediatas da estação sejam agitadas demais, há hotéis "boutique" excelentes e modernos nas ruas adjacentes.
Recomendamos sempre fazer a reserva do hotel com muita antecedência, para conseguir as melhores tarifas e os melhores hotéis.
Conheça o Coliseu e a Arena dos Gladiadores - Roma
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