O que fazer em Milão: Roteiro Completo, Dicas e Principais Atrações
🌅 Dicas de Turismo de Milão - Itália
Por Beto Marques - Atualizado em Janeiro de 2026
Destaques de Milão
Milão: Capital Mundial da Moda e do Design
Milão é a metrópole mais cosmopolita da Itália, onde a elegância clássica caminha de mãos dadas com a inovação frenética. Diferente de Roma (que é um museu a céu aberto) ou Veneza (romântica e histórica), Milão é o motor econômico do país: uma cidade vibrante, focada em negócios, moda e design.
1. A Capital Mundial da Moda e do Design
Milão dita tendências globais. É a casa de grifes lendárias como Prada, Armani e Versace.
Quadrilátero da Moda: O bairro mais chique da cidade (formado pelas ruas Via Montenapoleone, Via della Spiga, Via Manzoni e Corso Venezia e arredores) é onde o luxo atinge seu ápice. Mesmo que você não compre nada, as vitrines são verdadeiras obras de arte.
Design: Em abril, a cidade se transforma durante a Semana de Design (Salone del Mobile), tornando-se o centro mundial da criatividade.
2. O Centro Histórico e Imponente
Apesar de moderna, Milão guarda tesouros inestimáveis:
Duomo de Milão: O símbolo máximo da cidade. Uma catedral gótica colossal feita de mármore branco-rosa, com milhares de estátuas e agulhas apontando para o céu. Subir ao terraço e caminhar entre as gárgulas é um passeio obrigatório.
Galleria Vittorio Emanuele II: Logo ao lado do Duomo, é uma das galerias comerciais mais antigas e luxuosas do mundo, famosa por seu teto de vidro e ferro e pelo piso de mosaicos.
A Última Ceia: Escondida na igreja Santa Maria delle Grazie, está a pintura mural original de Leonardo da Vinci, uma das obras mais protegidas e famosas da história.
3. A Vida Noturna e o "Aperitivo"
Milão inventou e aperfeiçoou a cultura do Aperitivo (happy hour).
Navigli: O bairro dos canais (projetados em parte por Da Vinci). Ao entardecer, as margens dos canais se enchem de gente jovem sentada em mesas ao ar livre, bebendo Spritz e comendo petiscos enquanto o sol se põe na água.
Brera: O bairro artístico e boêmio, com ruas de paralelepípedos, galerias de arte (como a Pinacoteca de Brera) e cafés charmosos que parecem cenários de filme.
4. A Milão do Futuro
Diferente de outras cidades italianas que pararam no tempo, Milão cresce para o alto.
A região de Porta Nuova exibe arranha-céus futuristas, como a Unicredit Tower e o premiado Bosco Verticale (um prédio residencial coberto por uma floresta vertical de árvores e plantas), simbolizando a nova face sustentável e rica da cidade.
Estes são os temas abordados neste post sobre Milão:
EES e ETIAS: Taxa de Entrada Europa
Qual a melhor época para viajar a Milão?
Principais Pontos Turísticos de Milão
A Última Ceia de Leonardo da Vinci
Museus Imperdíveis de Milão
Bérgamo: A Cidade de Duas Faces
Como ir Milão para Bérgamo de trem
Roteiro de 02 dias em Milão
Como usar o transporte público no Roteiro de 02 dias em Milão
Onde Comer Barato em Milão: Clássicos e Econômicos
Compras em Milão: Do Luxo ao Acessível
Transfers e Tours de Milão
Como chegar em Milão - Itália
Compras em Milão: Do Luxo ao Acessível
O melhor lugar para se hospedar em Milão
Assista vídeo: Atrações de Milão: Bérgamo - Lombardia - Itália
EES e ETIAS: Taxa de Entrada Europa
1. O que é o EES? (Gratuito)
O EES (Entry/Exit System) é o novo sistema de segurança nas fronteiras.
O que faz: Substitui o carimbo manual no passaporte. Ao chegar à Europa, você registra digitalmente seu rosto e impressões digitais em quiosques automáticos. Ele controla quem entra, quem sai e se a pessoa excedeu o tempo permitido (90 dias).
Tem taxa? Não. O EES é apenas um procedimento moderno de fiscalização.
Quando começa? O sistema já iniciou sua implementação gradual em outubro de 2025 e deve estar totalmente operante em todas as fronteiras até abril/maio de 2026.
2. A taxa de entrada (ETIAS)
O ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) é uma autorização de viagem (semelhante ao ESTA dos EUA) que brasileiros precisarão solicitar online antes de viajar.
Valor: Custará € 7,00 (euros) para pessoas entre 18 e 70 anos.
Quando começa a cobrança? A previsão atual é para o final de 2026 (provavelmente no último trimestre).
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Qual a melhor época para viajar a Milão?
1. O Equilíbrio Perfeito (Primavera e Outono)
Quando: Abril a Junho / Setembro e Outubro.
Por que ir: As temperaturas são agradáveis (média de 15°C a 25°C), perfeitas para caminhar pela cidade sem suar excessivamente ou congelar. A cidade fica vibrante, os parques (como o Sempione) ficam lindos e os aperitivos ao ar livre são muito convidativos.
Atenção: Em abril, acontece o Salão do Móvel (Design Week). A cidade fica incrível e cheia de eventos, mas os preços dos hotéis disparam. Se não for seu foco, evite essa semana específica.
2. Para quem ama Moda e Agito
Quando: Fevereiro/Março e Setembro/Outubro.
O que acontece: É a época da Semana de Moda de Milão. A cidade vira uma passarela a céu aberto, cheia de celebridades e festas exclusivas.
O custo: A hospedagem fica caríssima e é difícil conseguir reservas em restaurantes badalados de última hora.
3. Para fazer Compras (Liquidações)
Se o seu foco é renovar o guarda-roupa com grifes italianas, mire nas épocas de Saldi (liquidações oficiais):
Inverno: Começam no início de janeiro e vão até fevereiro.
Verão: Começam no início de julho e vão até agosto.
Dica: Os descontos são reais e podem chegar a 50-70%.
4. Quando evitar (ou ir sabendo dos riscos)
Agosto: É o auge do verão e das férias escolares italianas (Ferragosto). A cidade fica extremamente quente, úmida e, curiosamente, "vazia" de locais, pois muitos milaneses viajam para a praia. Muitas lojas pequenas e restaurantes tradicionais fecham para férias.
Novembro a Janeiro: Faz bastante frio, chove mais e os dias são curtos (escurece antes das 17h). Porém, em Dezembro, a decoração de Natal na Galeria Vittorio Emanuele e no Duomo é mágica, compensando o frio.
Visto - brasileiro não precisa de visto para visitar a Itália
Moeda - Euro
Idioma - Italiano
Fuso horário - quatro horas a frente do horário de Brasília
Principais Pontos Turísticos de Milão
O Duomo de Milão: A Obra-Prima do Gótico Italiano
A Catedral de Milão (ou Duomo di Milano) não é apenas uma igreja; é o símbolo máximo da cidade e uma das estruturas góticas mais impressionantes do mundo. Dedicada a Santa Maria Nascente, esta imponente catedral de mármore branco domina a praça central de Milão e deixa qualquer visitante sem fôlego com seus detalhes minuciosos.
1. Uma Construção de Séculos
A construção do Duomo começou em 1386, sob o comando de Gian Galeazzo Visconti, mas só foi considerada "finalizada" no século XX (embora a última porta tenha sido inaugurada em 1965). Foram quase 600 anos de construção.
Diferente da maioria das igrejas italianas construídas em tijolo, o Duomo foi feito com o mármore de Candoglia, uma pedra branca com tons rosados, trazida de canais (os Navigli) especialmente criados para o transporte até o centro da cidade.
2. A Fachada e a Madonnina
O estilo arquitetônico predominante é o Gótico Flamejante (ou Gótico Internacional), caracterizado pela abundância de pontas e decoração vertical.
O exterior é decorado com 135 agulhas (pináculos) e mais de 3.400 estátuas, incluindo gárgulas e figuras bíblicas.
No ponto mais alto, a 108 metros de altura, brilha a famosa Madonnina, uma estátua dourada da Virgem Maria que protege a cidade. Durante muito tempo, por lei, nenhum prédio em Milão podia ser mais alto que a Madonnina.
3. O Interior: Grandiosidade e Luz
Ao entrar, a dimensão da catedral impressiona. É a maior igreja da Itália (a Basílica de São Pedro fica no Vaticano) e a quinta maior do mundo.
O teto é sustentado por 52 colunas gigantescas, representando as semanas do ano.
Os vitrais do Duomo são monumentais e contam histórias do Antigo e Novo Testamento. A luz que filtra através deles cria uma atmosfera mística no interior escuro da nave.
Estátua de São Bartolomeu: Uma das peças mais curiosas e famosas no interior é a estátua de São Bartolomeu Esfolado (de Marco d'Agrate). O santo carrega o que parece ser um manto sobre os ombros, mas, ao olhar de perto, percebe-se que é a sua própria pele (referência ao seu martírio).
4. Os Terraços (A Melhor Vista de Milão)
A visita ao Duomo não está completa sem subir aos Terraços (Terrazze). É possível subir de elevador ou escada.
Caminhando no Telhado: Você caminha literalmente sobre o telhado da catedral, entre os arcobotantes e pináculos de mármore.
De lá de cima, tem-se uma vista panorâmica da Praça do Duomo e do horizonte moderno de Milão. Em dias claros, é possível avistar até os Alpes Suíços ao fundo.
5. Área Arqueológica
Abaixo do adro da catedral, é possível visitar a área arqueológica onde estão as ruínas do Battistero di San Giovanni alle Fonti (onde Santo Agostinho foi batizado por Santo Ambrósio em 387 d.C.) e da antiga Basílica de Santa Tecla, igrejas que existiam no local antes da construção do atual Duomo.
Galeria Vittorio Emanuelle II
A Galeria Vittorio Emanuelle II é o seu centro de elegância e vida social. Conectando a Piazza del Duomo à Piazza della Scala, esta passagem coberta não é apenas um shopping de luxo, mas um dos marcos arquitetônicos mais importantes da Itália. A galeria está à esquerda da Catedral de Milão.
A Galeria Vittorio Emanuelle II foi inaugurada em 1867, e batizada em homenagem ao primeiro rei da Itália unificada, a Galeria é um exemplo magnífico da arquitetura de ferro e vidro do século XIX.
Compras de Luxo e Gastronomia Histórica
A Galeria abriga algumas das lojas e restaurantes mais antigos e prestigiados de Milão.
Moda: Aqui você encontra a loja original da Prada, aberta em 1913, além de outras grifes como Gucci e Louis Vuitton.
Gastronomia:
Camparino in Galleria: O bar histórico onde o Campari se tornou um ícone. Parada obrigatória para um drink.
Pasticceria Marchesi: Uma das confeitarias mais chiques da cidade, famosa por seus doces e pelo interior verde-menta elegante.
Ristorante Savini: Um dos restaurantes mais exclusivos de Milão, frequentado historicamente por compositores como Verdi e Puccini.
Castelo Sforzesco: O Coração Histórico e Cultural de Milão
O Castelo Sforzesco (Castello Sforzesco) é uma das fortificações mais famosas da Europa e um testemunho vivo do poder e da turbulência histórica de Milão. O castelo está atrás da Catedral de Milão, este gigante de tijolos vermelhos transformou-se de uma cidadela militar temida em um dos maiores complexos de museus da cidade.
A história do castelo está ligada às duas famílias que governaram Milão durante o Renascimento: os Visconti e os Sforza.
Foi originalmente construído no século XIV pela família Visconti como uma fortaleza defensiva.
Após ser destruído pelo povo, foi reconstruído em 1450 por Francesco Sforza, um mercenário que se tornou Duque de Milão. Ele transformou a ruína em uma residência ducal magnífica para sua corte.
O castelo quase foi demolido por Napoleão Bonaparte, que via nele um símbolo de tirania, mas felizmente sobreviveu e foi restaurado no início do século XX.
Durante o governo de Ludovico il Moro (um Sforza), o castelo viveu seu auge artístico. Leonardo da Vinci viveu e trabalhou aqui como engenheiro e artista da corte.
Sala delle Asse: Uma das salas do castelo contém afrescos pintados pelo próprio Leonardo. Ele pintou o teto para parecer uma pérgola de amoreiras entrelaçadas, criando uma ilusão de ótica de estar ao ar livre. É um dos poucos vestígios da pintura mural de Leonardo da Vinci em Milão além da A Última Ceia.
A Última Obra de Michelangelo: Pietà Rondanini está no Castelo Sforzesco:
O maior tesouro guardado dentro dos Museus do Castelo é a Pietà Rondanini. Esta é a última escultura de Michelangelo, na qual ele trabalhou até poucos dias antes de morrer, aos 89 anos. Diferente da Pietà do Vaticano (que é polida e perfeita), a Pietà Rondanini é inacabada, rústica e carrega uma emoção crua e moderna. Ela fica em uma sala exclusiva, o antigo Hospital Espanhol dentro do castelo, criando um momento de contemplação único.
Hoje, no seu interior abriga o Musei Civici (Museus Cívicos): Museu de Arte Antiga com om esculturas medievais e renascentistas, a Pinacoteca com obras de mestres como Mantegna, Ticiano e Canaletto, o Museu de Instrumentos Musicais com uma das maiores coleções da Europa e o Museu Egípcio, uma seção dedicada a artefatos do Egito antigo.
A Última Ceia de Leonardo da Vinci
A Igreja Santa Maria delle Grazie foi construída em 1463 por ordem do Duque Francisco Sforza como convento dominicano.
A Última Ceia de Leonardo da Vinci é uma das obras-primas mais icônicas de Leonardo da Vinci, localizada no refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie em Milão. Pintada entre 1495 e 1498, esta pintura mural captura o momento bíblico da última refeição de Jesus com seus discípulos, pouco antes de sua traição por Judas Iscariotes. Da Vinci empregou uma técnica experimental e inovadora para a época, utilizando têmpera e óleo sobre gesso seco, em vez da tradicional pintura a fresco.
Teatro Scala de Milão (La Scala)
Inaugurado em 1778, o Teatro Scala de Milão foi construído por determinação da Imperatriz Maria Teresa da Áustria.
O teatro está localizado próximo à Galeria Vittorio Emanuele II, ele é um marco cultural indispensável para amantes da música, do ballet e da história.
Projetado pelo arquiteto Giuseppe Piermarini em estilo neoclássico, o teatro substituiu o antigo Teatro Ducale, que havia sido destruído por um incêndio. Embora sua fachada externa seja elegante e sóbria, o interior é deslumbrante, famoso por sua opulência com veludo vermelho, ornamentos em folha de ouro e um lustre de cristal imponente.
O auditório em formato de ferradura é conhecido por sua acústica perfeita. O palco do La Scala já recebeu as estreias de muitas das óperas mais famosas da história, como Otello e Nabucco de Verdi, Madame Buterfly de Giacomo Puccini e performances de lendas como Maria Callas e Luciano Pavarotti.
A ópera O Guarani do brasileiro Antônio Carlos Gomes, foi apresentada no Teatro Scala de Milão, tornando esta ópera famosa no mundo inteiro.
A Prima: A temporada de ópera tradicionalmente começa no dia 7 de dezembro, dia de Santo Ambrósio (padroeiro de Milão), sendo um dos eventos sociais e culturais mais exclusivos da Itália.
Museu Teatrale alla Scala: Anexo ao teatro, existe um museu fascinante que exibe figurinos históricos, instrumentos musicais e bustos de compositores. A visita ao museu geralmente permite uma visão dos camarotes para o salão principal (se não houver ensaios em andamento).
Museus Imperdíveis de Milão
1. Pinacoteca de Brera
É a galeria de arte mais importante da cidade, situada no elegante bairro de Brera. O acervo é focado em pintura italiana e abriga obras-primas absolutas da história da arte.
O que não perder: "O Beijo" de Francesco Hayez (ícone do romantismo italiano), "O Casamento da Virgem" de Rafael e o "Cristo Morto" de Mantegna.
2. Cenacolo Vinciano (A Última Ceia)
Localizado no refeitório do Convento de Santa Maria delle Grazie, este não é um museu tradicional, mas abriga uma das pinturas mais famosas do mundo.
O que não perder: O mural "A Última Ceia" de Leonardo da Vinci.
Atenção: Os ingressos se esgotam com meses de antecedência; a reserva é obrigatória.
3. Museus do Castelo Sforzesco
Dentro da imponente fortaleza medieval, existem vários pequenos museus (Arte Antiga, Instrumentos Musicais, Egípcio).
O que não perder: A "Pietà Rondanini", a última escultura inacabada de Michelangelo, carregada de emoção e modernidade.
4. Pinacoteca Ambrosiana
Uma das bibliotecas e galerias mais antigas do mundo, fundada no século XVII. É um tesouro para quem gosta de história e esboços.
O que não perder: O< strong>"Cesto de Frutas" de Caravaggio, o "Retrato de um Músico" de Da Vinci e o esboço preparatório original da "Escola de Atenas" de Rafael. Também guarda o Codex Atlanticus, a maior coleção de desenhos e notas de Leonardo da Vinci.
5. Museu do Duomo
Situado no Palácio Real, ao lado da catedral, ele conta a história da construção do Duomo através dos séculos.
O que não perder: As estátuas originais que foram retiradas da fachada para preservação, vitrais antigos e o Tesouro do Duomo.
6. Museu Nacional de Ciência e Tecnologia Leonardo da Vinci
O maior museu do gênero na Itália. É excelente para famílias e curiosos sobre engenharia.
O que não perder: A galeria com modelos de madeira das máquinas projetadas por Leonardo da Vinci, além de um submarino real e locomotivas a vapor.
7. Fondazione Prada (Bônus Contemporâneo)
Para quem busca algo moderno, este complexo arquitetônico desenhado por OMA/Rem Koolhaas é um centro de arte contemporânea imperdível.
Destaque: Além das exposições, vale visitar o Bar Luce, projetado pelo cineasta Wes Anderson (diretor de O Grande Hotel Budapeste).
Bérgamo: A Cidade de Duas Faces
Bergamo está localizada na região da Lombardia, a cerca de 50 km de Milão, Bérgamo é uma cidade fascinante dividida em dois "mundos" distintos, conectados por um charmoso funicular (bondinho):
1. Città Alta (Cidade Alta) é o centro histórico e medieval, cercado por imponentes Muralhas Venezianas (Patrimônio Mundial da UNESCO). É a parte mais turística e pitoresca.
Piazza Vecchia: Considerada por Le Corbusier como "a praça mais bonita da Europa", é o centro da vida social, onde fica o Palazzo della Ragione.
Basílica de Santa Maria Maggiore: Embora o exterior seja românico e sóbrio, seu interior é uma explosão de barroco com tapeçarias e afrescos impressionantes.
Vistas Panorâmicas: Do topo da Torre Campanone ou do castelo de San Vigilio (acessível por um segundo funicular ainda mais alto), tem-se uma vista incrível da planície lombarda.
2. Città Bassa (Cidade Baixa) é a parte moderna, elegante e vibrante da cidade.
Possui avenidas largas para compras e passeios, como o calçadão Sentierone.
Abriga a Accademia Carrara, um dos museus de arte mais importantes da Itália, com obras de Botticelli, Rafael e Ticiano.
Dica Cultural: Bérgamo é a terra natal do famoso compositor de ópera Gaetano Donizetti. Na culinária, não deixe de provar a Polenta e Osei, que aqui não é o prato salgado, mas sim um doce amarelo feito de pão de ló, creme e maçapão, imitando a polenta com um passarinho de chocolate no topo.
Por que visitar? É o bate-volta perfeito saindo de Milão, combinando história, arte e uma atmosfera romântica sem a multidão excessiva de outras capitais turísticas.
Como ir Milão para Bérgamo de trem
Ir de Milão para Bérgamo de trem é, sem dúvida, a opção mais prática, rápida e econômica. É um trajeto muito comum para quem faz "bate e volta".
1. Escolha a Estação de Partida
Você tem duas opções principais em Milão. Ambas levam a Bérgamo, então escolha a que estiver mais perto do seu hotel:
Milano Centrale: A estação principal. É a opção mais comum para turistas. Os trens partem geralmente a cada hora.
Milano Porta Garibaldi: Uma estação secundária importante. Muitas vezes os trens daqui são um pouco mais vazios nos horários de pico.
2. Informações do Trem
Operadora: Trenord (trem regional).
Duração da viagem: Entre 48 minutos e 1 hora.
Preço: Custa aproximadamente € 6,00 (o trecho).
Frequência: Há trens saindo praticamente a cada hora (e até a cada 30 min nos horários de pico).
3. Como Comprar
Na hora: Você pode comprar nos totens de autoatendimento (máquinas vermelhas da Trenitalia ou verdes da Trenord) espalhados pela estação. Elas têm opção de idioma em português ou espanhol/inglês.
Online: Pelo site ou aplicativo da Trenitalia ou Trenord. É prático porque você não precisa validar o bilhete físico (basta mostrar o QR Code no celular).
Dica Importante: A Validação
Se você comprar o bilhete físico na máquina, você tem que validá-lo antes de entrar no trem.
Procure pelas pequenas máquinas verdes ou amarelas nas plataformas.
Insira o bilhete para que ele seja carimbado com a data e hora.
Se esquecer, você corre o risco de pagar uma multa alta, mesmo tendo o bilhete em mãos.
4. Chegando em Bérgamo
A Estação de trem de Bérgamo fica na Città Bassa (Cidade Baixa).
Ao sair da estação, você verá um ponto de ônibus e uma avenida larga à frente.
Para ir à parte turística (Città Alta), você pode pegar o ônibus da linha 1 ali mesmo na frente da estação (que leva até o funicular) ou ir caminhando (cerca de 15-20 min) até a estação do funicular para subir.
Roteiro de 02 dias em Milão
Dia 1: O Coração Histórico e a Moda: O primeiro dia é dedicado aos cartões-postais. Comece explorando o majestoso Duomo di Milano e suba aos seus terraços para uma vista panorâmica. Em seguida, atravesse a luxuosa Galeria Vittorio Emanuele II até chegar ao lendário Teatro alla Scala. Termine a tarde explorando as vitrines do Quadrilátero da Moda.
Dia 2: Arte, História e Vida Noturna: O segundo dia foca na cultura e no estilo de vida milanês. Inicie pelo imponente Castelo Sforzesco e relaxe no Parque Sempione. Se reservado com antecedência, visite a igreja Santa Maria delle Grazie para ver "A Última Ceia" de Da Vinci. Siga para o charmoso bairro de Brera e encerre a viagem com o tradicional aperitivo italiano nos canais de Navigli ao pôr do sol.
Dica Rápida: Milão é uma cidade muito caminhável, mas o metrô é eficiente para conectar o centro à região dos canais (Navigli).
Como usar o transporte público no Roteiro de 02 dias em Milão
Dia 1: Tudo a pé. A logística deste dia é muito simples. O Duomo, a Galeria e o Teatro alla Scala formam um triângulo compacto, sendo vizinhos uns dos outros. Do teatro até ao Quadrilátero da Moda, é uma caminhada curta e agradável de cerca de 10 minutos. Não precisará de transportes públicos, apenas de sapatos confortáveis.
Dia 2: Metro e Caminhada
Início: Chegue ao Castelo Sforzesco de metro - Linha M1 Vermelha, estação Cairoli.
Do Castelo a Santa Maria delle Grazie: É uma caminhada de 10 a 15 minutos.
Para Brera: Pode caminhar (cerca de 15 min) ou apanhar o metro na estação Cadorna (perto da "Última Ceia") até à estação Lanza (Linha M2 Verde).
Para Navigli: Este é o único trajeto longo. Apanhe o metro (Linha M2 Verde) em Lanza ou Cadorna e saia na estação Porta Genova. De lá, estará a poucos passos dos canais.
Dicas Práticas: Em Milão, pode pagar o metro e os transportes de superfície diretamente com o cartão de crédito por aproximação, Apple Pay, Google Pay ou Samsung Pay nas catracas, sem precisar de comprar bilhetes em máquinas.
Você sempre deve usar o mesmo cartão (ou o mesmo dispositivo) para entrar e para sair (no caso do metrô). Se você entrar com o cartão físico e tentar sair com o Apple Pay (mesmo que seja o mesmo cartão cadastrado), o sistema pode cobrar duas passagens ou aplicar uma multa, pois entende como dois viajantes diferentes.
Benefício: O sistema calcula automaticamente a melhor tarifa. Se você fizer várias viagens no mesmo dia, ele cobra até o limite do bilhete diário, nunca ultrapassando esse valor, o que é ótimo para economizar.
Onde Comer Barato em Milão: Clássicos e Econômicos
Ao contrário do que a fama de cidade luxuosa sugere, Milão possui uma cultura de comida de rua e refeições rápidas que são deliciosas e cabem no bolso. O segredo é apostar nos clássicos locais em vez de restaurantes turísticos ao redor do Duomo.
O Rei do Street Food (Panzerotti): Nenhuma lista de economia está completa sem o Luini, localizado ao lado do Duomo. Famoso por seus panzerotti (uma massa frita recheada, parecida com um pastel, mas mais macia), é a parada obrigatória para um lanche rápido e muito barato. Prepare-se para comer em pé, pois é uma instituição local.
Pizza al Trancio (Fatia): Para uma refeição substanciosa, a Pizzeria Spontini é a referência. Eles servem a típica pizza milanesa: massa alta, macia por dentro e crocante por baixo, com muito queijo, vendida por fatia (al trancio). É ideal para um almoço rápido entre passeios.
O "Aperitivo" (O Jantar Inteligente): A melhor estratégia para economizar no jantar é o famoso Aperitivo. Entre 18h e 21h, especialmente na região de Navigli, você paga pelo drink (geralmente entre €10 e €15) e tem acesso livre a um buffet de massas, saladas e petiscos, ou recebe uma tábua generosa de frios. É a maneira mais social e econômica de jantar na cidade.
Compras em Milão: Do Luxo ao Acessível
Milão justifica o título de capital da moda oferecendo opções para todos os bolsos, desde vitrines de grifes mundiais até avenidas comerciais intermináveis.
Quadrilátero da Moda (O Sonho): Localizado ao norte do Duomo, é o epicentro do luxo mundial. Ruas como a Via Montenapoleone e a Via della Spiga abrigam as boutiques mais exclusivas (Gucci, Prada, Versace). Mesmo que não vá comprar, o passeio para admirar as vitrines artísticas é obrigatório.
Corso Vittorio Emanuele II (As Populares): É a rua de pedestres que liga o Duomo à praça San Babila. Aqui você encontra as gigantes do fast fashion (Zara, H&M, Mango, Bershka) e a icônica loja de departamentos La Rinascente, que vende marcas de luxo e possui um terraço com vista para a catedral.
Via Torino (Estilo Jovem): Uma rua vibrante que sai da praça do Duomo. É o paraíso para quem busca streetwear, tênis e marcas mais jovens e descoladas a preços acessíveis.
Corso Buenos Aires (Para Comprar de Verdade): Considerada uma das maiores avenidas comerciais da Europa, tem mais de 1km de extensão e mais de 350 lojas. É menos turística que o centro e oferece uma mistura excelente de marcas populares e lojas locais com preços competitivos.
Dica que vale ouro: Serravalle Designer Outlet, que é o maior da Europa e fica próximo a Milão, para quem busca descontos de grif, faça o tour abaixo:
Como chegar em Milão - Itália
A principal porta de saída do Brasil para a Itália é o Aeroporto de Guarulhos (GRU), em São Paulo.
Voo Direto: Esta é a opção mais rápida e cômoda, com duração média de 11 a 12 horas. Atualmente, a LATAM é a principal companhia que opera a rota direta entre São Paulo (GRU) e Milão (Aeroporto de Malpensa).
Voos com Conexão: Para quem sai de outras cidades (como Rio de Janeiro, Brasília ou Recife) ou busca tarifas diferentes, há diversas opções com conexão em outras capitais europeias. As rotas mais comuns são:
TAP: Via Lisboa (frequentemente a opção mais rápida saindo do Nordeste).
ITA Airways: Via Roma (Fiumicino), saindo do Aeroporto de Guarulhos (GRU) em São Paulo e do Aeroporto do Galeão (GIG), no Rio de Janeiro.
Air France/KLM: Via Paris ou Amsterdam.
Lufthansa/Swiss: Via Frankfurt ou Zurique,
Chegada: A grande maioria dos voos internacionais provenientes do Brasil pousa no Aeroporto de Malpensa (MXP), que é o maior da região, situado a cerca de 50 km do centro de Milão.
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O melhor lugar para se hospedar em Milão
A escolha do "melhor" lugar depende do seu objetivo, mas a região do Duomo (Centro Histórico) é universalmente considerada a mais conveniente para turistas de primeira viagem.
Centro Histórico (Duomo): A localização mais nobre. Você estará a passos da Catedral, da Galeria Vittorio Emanuele II e do Teatro Scala. É perfeito para fazer tudo a pé, mas tem as diárias mais altas da cidade.
Brera: O bairro mais charmoso e artístico de Milão. Fica ao norte do Duomo e oferece ruas de paralelepípedos, galerias de arte, cafés elegantes e uma atmosfera boêmia-chique. Ótimo para casais.
Navigli: A escolha ideal para quem busca vida noturna agitada e cenários pitorescos. Famoso pelos seus canais e pela cultura do aperitivo, é uma área vibrante e jovem.
Stazione Centrale (Estação Central): A opção mais estratégica e econômica. Embora menos charmosa à noite, é imbatível na logística se você planeja fazer viagens de bate-volta (como para o Lago de Como, Verona ou Bergamo) ou tem voos cedo, devido à facilidade de transporte.
Atrações de Milão: Bérgamo - Lombardia - Itália
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