O que fazer em Tanger e Fez: Roteiro e Guia Completo
🌅 Dicas de Turismo de Tânger e Fez - Marrocos
Destaques de Tânger e Fez
Tânger e Fez
O Marrocos é um daqueles destinos que parecem ter sido pintados à mão, e o contraste entre Tânger e Fez é a prova viva disso. Enquanto Tânger olha para o futuro e para o mar, Fez guarda as chaves do passado medieval do país.
Tanger é onde o Mediterrâneo Encontra o Atlântico
A Caverna de Hércules: Um dos pontos mais icônicos, onde a abertura da rocha para o mar tem o formato exato do mapa da África.
O Kasbah: Localizado no ponto mais alto da cidade, oferece vistas deslumbrantes do Estreito de Gibraltar. Em dias limpos, você consegue ver a Espanha!
Vida Noturna e Cafés: Diferente de outras cidades marroquinas, Tanger tem uma cultura de cafés e bares mais aberta e relaxada.
Fez é a alma espiritual e cultural do Marrocos. A medina de Fez el-Bali é a maior zona urbana sem carros do mundo e Patrimônio Mundial da UNESCO.
Curtumes (Chouara Tannery): O cartão-postal da cidade. Ver o tingimento manual do couro em poços coloridos é uma experiência sensorial única (prepare o olfato!).
Madrasa Bou Inania: Uma obra-prima da arquitetura islâmica, com azulejos (zellige) e entalhes em madeira de cedro de tirar o fôlego.
A Medina de Fez com mais de 9.000 ruelas, é a principal atração.
Transporte: O trem de alta velocidade (Al Boraq) conecta Tânger a Casablanca e Rabat, mas para chegar em Fez, o trem comum ou os ônibus da CTM são ótimas opções.
Estes são os temas abordados neste post sobre Tânger e Fez:
Qual a melhor época para viajar ao Marrocos?
Estreito de Gibraltar
Como atravessar da Espanha para o Marrocos
Principais Atrações de Tânger
Principais Atrações de Fez
Excursão Volubilis, Moulay Idriss e Meknes
Roteiro das Cidades Imperiais do Marrocos
Como chegar em Tânger saindo do Brasil
Transfers e Tours em Tânger
Transfers e Tours em Fez
O melhor lugar para se hospedar em Tânger
Dicas de segurança para hospedar na Medina no Marrocos
Assista vídeo: O que fazer em Tânger e Fez - Marrocos
Qual a melhor época para viajar ao Marrocos?
A melhor época para viajar ao Marrocos é durante a primavera, de março a maio, ou no outono, de setembro a novembro.
Nessas estações, o clima é mais ameno e agradável, o que torna mais fácil explorar tanto as cidades históricas quanto as paisagens deslumbrantes do deserto e das montanhas.
Durante a primavera, você encontrará flores desabrochando e uma atmosfera vibrante nas medinas.
No outono, as temperaturas são igualmente confortáveis, e as multidões de turistas são menores em comparação com o verão.
Evitar o verão, especialmente em regiões desérticas como o Saara, é aconselhável devido às temperaturas extremamente altas.
Visto - não precisa de visto
Moeda - Dirham Marroquino
Idioma - Árabe, Amazigh e o Francês
Fuso horário - quatro horas a frente do horário de Brasília
O que fazer em Rabat - Marrocos
O que fazer em Marrakech - Marrocos
Como Visitar o Deserto do Saara saindo de Marrakech
Estreito de Gibraltar
O Estreito de Gibraltar é muito mais do que um braço de mar; é um dos pontos geográficos mais estratégicos e fascinantes do planeta. Ele marca a separação exata entre o continente europeu (Espanha e o território britânico de Gibraltar) e o africano (Marrocos).
Com apenas 14 quilômetros de largura em seu ponto mais estreito, o Estreito de Gibraltar é o único canal natural que conecta o Oceano Atlântico ao Mar Mediterrâneo. Para quem visita Tanger, no norte do Marrocos, é uma experiência surreal olhar para o horizonte e conseguir enxergar as montanhas da costa espanhola nitidamente em dias claros.
Como atravessar da Espanha para o Marrocos
Existem duas formas principais de fazer essa jornada: pelo mar (ferry) ou pelo ar (avião). A escolha depende do seu orçamento e de qual cidade marroquina você quer visitar primeiro.
1. Travessia de Ferry (Balsa)
Esta é a forma mais tradicional e cênica. Cruzar o Estreito de Gibraltar de barco permite que você veja a costa da África se aproximando.
Rota Algeciras – Tânger Med: É a rota mais frequente e barata. O trajeto leva cerca de 1h30.
O porto de Tânger Med fica a cerca de 45 km do centro de Tânger, sendo necessário pegar um ônibus ou táxi ao chegar.
Rota Tarifa – Tânger Ville: Esta é a favorita dos turistas. O ferry sai da charmosa cidade de Tarifa e desembarca direto no porto de Tânger Ville, que fica no coração da cidade, ao lado da Medina. O trajeto é rápido (cerca de 1 hora).
Principais Companhias: FRS, Balearia e Trasmediterránea.
Dica Extra: Se você enjoa em barcos, prefira os ferries maiores (que saem de Algeciras), pois balançam menos que os catamarãs rápidos de Tarifa.
2. De Avião
Se o seu destino final for Fez, Marraquexe ou Casablanca, voar pode economizar muito tempo.
Companhias Low Cost: A Ryanair e a Air Arabia operam voos muito baratos saindo de cidades como Madrid, Barcelona, Sevilha e Málaga.
Destinos: Você encontra voos diretos para Tânger, Fez e Nador partindo de vários pontos da Espanha por preços que, muitas vezes, são menores que a passagem do ferry.
Principais Atrações de Tânger
A Caverna de Hércules
Localizada a cerca de 14 km de Tânger, a Caverna de Hércules é um dos destinos mais fascinantes e misteriosos do Marrocos. Misturando mitologia, história e uma beleza natural impressionante, ela é paragem obrigatória para quem visita o norte do país.
A Caverna de Hércules é uma cavidade natural esculpida pela força das águas onde o Oceano Atlântico encontra o Mar Mediterrâneo. O que torna este lugar verdadeiramente único é a sua abertura voltada para o mar: devido à erosão milenar, a fenda possui um formato que lembra perfeitamente o mapa da África (invertido), rendendo fotos espetaculares.
Segundo a mitologia grega, foi nesta caverna que o herói Hércules descansou após separar a Europa da África, criando o Estreito de Gibraltar, como parte de seus 12 trabalhos. Além das lendas, o local também tem valor arqueológico, tendo sido utilizado desde o período Neolítico para a fabricação de rodas de moinho, o que explica as marcas circulares nas paredes de pedra.
O contraste entre a escuridão da gruta e o azul intenso do oceano entrando pela fenda é um dos cenários mais bonitos do Marrocos.
Fica próxima ao Cabo Spartel, o ponto onde as águas do Atlântico e do Mediterrâneo se misturam.
Kasbah de Tânger
A Kasbah é uma cidadela fortificada cercada por muralhas altas e localizado no ponto mais alto da região para garantir uma visão privilegiada.
A Kasbah de Tânger é um dos elementos mais icônicos da arquitetura e da história do Marrocos .
Labirintos de Pedras: Diferente da Medina (que é o centro comercial), a Kasbah costuma ser um pouco mais residencial e silenciosa, com ruelas estreitas, paredes caiadas de branco e portas ricamente decoradas.
Por estarem sempre em locais elevados, as Kasbahs oferecem as melhores vistas das cidades. A Kasbah de Tânger, por exemplo, proporciona um visual inesquecível do Estreito de Gibraltar e da costa espanhola.
Você notará torres de vigilância, portões monumentais e muros espessos feitos de argila ou pedra, que mantêm o interior fresco mesmo sob o sol forte do Marrocos.
Dica: Ao visitar a Kasbah de Tânger, não deixe de ir ao Museu da Kasbah (localizado no antigo Palácio do Sultão). É o lugar perfeito para entender a transição cultural entre a África e a Europa através de mosaicos romanos e artefatos locais.
Principais Atrações de Fez
Curtume Chouara: O Espetáculo de Cores e Tradição de Fez
Localizado no centro da Medina Fez el-Bali, o Chouara Tannery é o maior e mais antigo curtume da cidade, datado do século XI. Ele é famoso por seus inúmeros poços de pedra repletos de tintas coloridas que, vistos do alto, parecem uma gigantesca paleta de aquarelas.
Visitar esse local é como fazer uma viagem direta à Idade Média, já que o processo de tratamento do couro permanece praticamente inalterado há quase mil anos.
As peles são mergulhadas em misturas que levam calcário e até excrementos de pombo (que contêm amônia) para amaciar o couro.
O processo utiliza ingredientes naturais, como o açafrão para o amarelo, a papoula para o vermelho e o índigo para o azul e o verde da hortelã, criando um visual único e rústico.
Prepare-se para o odor forte! O odor no local é muito forte devido ao processo químico natural. Ao entrar nas lojas que dão vista para os curtumes, os funcionários geralmente entregam um ramo de hortelã para você colocar no nariz e amenizar o cheiro.
A melhor forma de observar (e fotografar) o curtume é subindo nos terraços das lojas de couro que cercam a área. A entrada é gratuita, mas espera-se que você dê uma pequena gorjeta ao guia ou dê uma olhada nos produtos da loja.
A Medina de Fez
A Medina de Fez, conhecida como Fez el-Bali, não é apenas o centro histórico da cidade; é um mergulho profundo em um Marrocos que parece ter parado no tempo. Considerada a maior zona urbana do mundo onde não circulam carros, ela é um Patrimônio Mundial da UNESCO que desafia os sentidos e a noção de direção de qualquer viajante.
Medina de Fez: O Maior Labirinto Medieval do Mundo
Entrar na Medina de Fez é como atravessar um portal para o século IX. Composta por mais de 9.000 ruelas estreitas e sinuosas, a medina é um organismo vivo onde o comércio, a religião e a vida cotidiana se misturam de forma caótica e fascinante.
O Que Torna a Medina de Fez Única?
Um Mundo Sem Carros: Devido à largura das ruas (algumas tão estreitas que mal passa uma pessoa), o transporte de mercadorias ainda é feito por burros e mulas. Você ouvirá frequentemente o grito de "Balak!" (Cuidado!), um sinal para encostar na parede e dar passagem aos animais.
Divisão por Ofícios: A medina é organizada por setores. Há a rua dos carpinteiros, a área dos ferreiros, o setor dos tecidos e, claro, os famosos curtumes. O som do martelar do metal e o perfume das especiarias criam uma atmosfera única.
Tesouros Escondidos: Por trás de paredes simples e portas humildes, escondem-se palácios luxuosos, mesquitas imponentes e as famosas Madrasas (escolas corânicas), como a Al-Attarine e a Bou Inania, ricas em mosaicos e entalhes em madeira.
A Porta de Entrada: Comece sua visita pela Bab Boujloud (a Porta Azul). É o ponto de referência mais famoso e o lugar ideal para tomar um chá de hortelã observando o movimento.
É impossível não se perder em Fez. A dica é: se precisar de direções, peça ajuda a lojistas dentro de suas lojas, e não a pessoas que te abordam na rua oferecendo guia.
Contrate um Guia: Pelo menos no primeiro dia, um guia oficial é essencial para entender a história e encontrar os pontos principais sem estresse.
Excursão Ruínas de Volubilis, Moulay Idriss e Meknès
Localizada perto da cidade de Meknès, Volubilis foi uma importante cidade romana, fundada originalmente no século III a.C. por comunidades berberes e cartaginesas, antes de se tornar a capital administrativa da província da Mauritânia Tingitana.
O sítio é mundialmente famoso por seus mosaicos no chão, que permanecem em suas localizações originais. Eles retratam cenas da mitologia grega, como os trabalhos de Hércules e o banho de Diana.
Caminhando pelas ruínas, é possível ver o Arco de Caracala, a Basílica, o Capitólio e o Fórum, que demonstram a grandiosidade da engenharia romana.
A cidade era um grande centro agrícola, e ainda hoje é possível observar as ruínas de antigos lagares (prensas de azeite), que era a base da economia local na época.
Diferente de muitas cidades romanas que foram abandonadas após a queda do império, Volubilis continuou habitada por séculos, servindo inclusive como o primeiro assentamento de Idris I, o fundador da primeira dinastia real do Marrocos, antes de a capital ser transferida para Fez.
Moulay Idriss Zerhoun é considerada a cidade mais sagrada do Marrocos e um local de profunda importância espiritual e histórica, situada de forma dramática sobre duas colinas rochosas próximas a Meknès.
A cidade leva o nome de Idris I (Moulay Idriss), um descendente direto do profeta Maomé que fugiu de Bagdá no século VIII. Ele se estabeleceu na região, converteu as tribos berberes locais ao Islã e fundou a Dinastia Idrísida, tornando-se o primeiro governante islâmico do Marrocos.
A cidade fica a apenas 5 km das Ruínas romanas de Volubilis. Inclusive, muitas pedras de Volubilis foram saqueadas séculos atrás para construir os edifícios de Moulay Idriss.
O Mausoléu de Idris I está no centro da cidade e um importante local de peregrinação (moussem). Até 1912, a entrada de não-muçulmanos era proibida na cidade; hoje, visitantes podem entrar, mas o acesso ao interior do mausoléu ainda é restrito aos fiéis.
Moulay Idriss possui o único minarete circular de todo o Marrocos. Ele é decorado com versículos do Alcorão em azulejos verdes brilhantes.
Por não ter o mesmo volume de turistas que Marrakech ou Fez, a cidade mantém um ritmo de vida muito tradicional, com ruelas estreitas, mercados locais e uma vista panorâmica espetacular do vale.
Meknès é a mais modesta e tranquila das quatro Cidades Imperiais, mas carregando uma grandiosidade arquitetônica única que reflete a ambição de seu maior construtor, o sultão Moulay Ismail.
Meknès viveu sua era de ouro no século XVII, quando o sultão a escolheu para ser a capital do império. Ele transformou a cidade em um complexo palaciano cercado por 40 km de muralhas imponentes, com o objetivo de rivalizar com a corte de Luís XIV na França.
Bab el-Mansour é o portão mais bonito de todo o Norte da África. Suas colunas de mármore (saqueadas de Volubilis) e mosaicos detalhados são a entrada triunfal para a Cidade Imperial.
Mausoléu de Moulay Ismail: Um dos raros locais religiosos no Marrocos que permite a entrada de não-muçulmanos. É um exemplo magnífico do artesanato marroquino, com pátios serenos e azulejos zellige impecáveis.
Heri es-Souani (Os Celeiros Reais): Uma estrutura colossal projetada para armazenar grãos e abrigar até 12.000 cavalos do exército do sultão. A engenharia de resfriamento do local era avançada para a época.
A Praça El Hedim é uma versão menor e mais organizada da Jemaa el-Fna de Marrakech, perfeita para observar a vida local, tomar um chá de hortelã e ver o movimento dos mercados.
Roteiro das Cidades Imperiais do Marrocos
Este roteiro é uma sugestão pelas Cidades Imperiais do Marrocos é um mergulho na história, arquitetura e cultura vibrante do país. O trajeto clássico conecta as quatro capitais históricas: Rabat, Meknès, Fez e Marrakech.
Dia 1 e 2: Casablanca e Rabat (A Capital Atual)
Embora Casablanca não seja uma cidade imperial, é a principal porta de entrada.
Casablanca: Visite a monumental Mesquita Hassan II, a única do país aberta a não-muçulmanos.
Rabat (1ª Cidade Imperial): Siga para a capital. Explore a Torre Hassan, o Mausoléu de Mohammed V e a charmosa Kasbah dos Udayas, com suas ruelas azuis e brancas com vista para o Atlântico.
Dia 3: Meknès e as Ruínas de Volubilis
Meknès (2ª Cidade Imperial): Conhecida como a "Versalhes do Marrocos". Destaque para o portão Bab el-Mansour (o mais bonito do Norte da África) e o Mausoléu de Moulay Ismail.
Volubilis: No caminho para Fez, pare para explorar as ruínas romanas e os mosaicos que mencionei anteriormente. É um contraste fascinante com a arquitetura islâmica das cidades.
Dia 4 e 5: Fez (A Alma Espiritual)
Fez abriga a maior e mais complexa área urbana medieval do mundo.
Fez el-Bali (Medina): Perca-se no labirinto de 9.000 ruelas. Visite o Curtume Chouara (onde o couro é tingido de forma ancestral) e a Madraça Bou Inania.
Al-Attarine: Admire os detalhes em azulejos zellige e madeira entalhada.
Fez el-Jdid: Conheça as imponentes portas douradas do Palácio Real.
Dia 6: Travessia para o Sul (Opcional: Deserto)
Muitos viajantes aproveitam a descida de Fez para Marrakech para incluir uma noite no deserto de Merzouga. Caso o foco seja apenas as cidades imperiais, o trajeto pode ser feito de trem ou carro através das montanhas do Médio Atlas.
Dia 7 e 8: Marrakech (A Cidade Vermelha)
A mais famosa das cidades imperiais e o coração pulsante do turismo marroquino.
Praça Jemaa el-Fna: O espetáculo começa ao pôr do sol, com contadores de histórias, músicos e comida de rua.
Palácio Bahia e Túmulos Saadianos: Exemplos magníficos da opulência das dinastias passadas.
Jardim Majorelle: Um oásis de azul intenso e plantas exóticas que pertenceu a Yves Saint Laurent.
Como chegar em Tânger saindo do Brasil
Chegar a Tânger, no extremo norte do Marrocos, saindo do Brasil, a viagem exige pelo menos uma conexão, já que não existem voos diretos para essa cidade específica.
1. Via Aérea (A Opção mais Rápida)
A forma mais comum é voar para um grande hub europeu ou para a capital econômica do Marrocos:
Via Casablanca (Marrocos): A Royal Air Maroc opera voos diretos saindo de São Paulo (Guarulhos) para Casablanca. De lá, você pode pegar um voo doméstico curto (cerca de 1 hora) para o Aeroporto de Tânger-Ibn Battouta (TNG) ou utilizar o trem de alta velocidade.
Via Europa: Muitas companhias como TAP (via Lisboa), Iberia (via Madri) ou Air France (via Paris) oferecem conexões para Tânger. Voar via Lisboa ou Madri costuma ser o caminho mais curto geograficamente.
2. Via Trem de Alta Velocidade (Al Boraq)
Se você desembarcar em Casablanca, a melhor experiência é o Al Boraq, o primeiro trem de alta velocidade da África.
O trem conecta Casablanca a Tânger em apenas 2h10min.
É uma opção extremamente confortável, pontual e com paisagens belíssimas da costa marroquina.
3. Via Ferry (A Travessia pelo Estreito de Gibraltar)
Muitos brasileiros optam por combinar uma viagem à Espanha com o Marrocos.
Saída da Espanha: Você pode voar para Madrid ou Sevilha, descer até o sul da Espanha (Algeciras ou Tarifa) e pegar um Ferry para cruzar o Estreito de Gibraltar.
Duração: A travessia de Tarifa para o Porto de Tânger Ville leva cerca de 60 minutos. É uma entrada triunfal, vendo a costa africana surgir no horizonte.
O melhor lugar para se hospedar em Tânger
1. A Medina e o Kasbah (Autenticidade e Charme)
Se você busca uma experiência marroquina raiz, este é o lugar. O Kasbah é a parte mais alta e nobre da antiga fortaleza.
Vantagens: Você estará cercado por história, ruelas fotogênicas e museus. É aqui que ficam os melhores Riads (casas tradicionais transformadas em hotéis de charme).
Estilo de Hospedagem: Riads luxuosos com terraços que oferecem vistas espetaculares para o Estreito de Gibraltar e, em dias limpos, para a costa da Espanha.
Ideal para: Casais em busca de romance e viajantes que querem imersão cultural total.
2. Ville Nouvelle e o Boulevard Pasteur (Conveniência e Conforto)
Esta área foi desenvolvida durante o período do protetorado francês e espanhol, com avenidas largas e arquitetura europeia.
Vantagens: Acesso fácil a bancos, cafés modernos, lojas de grife e à estação de trem de alta velocidade (Al Boraq). É uma zona mais fácil de caminhar sem se perder.
Estilo de Hospedagem: Hotéis de grandes redes internacionais e prédios em estilo Art Déco.
Ideal para: Quem viaja a trabalho ou prefere a estrutura de hotéis convencionais e proximidade com o transporte.
3. A Orla Marítima / Corniche (Vista para o Mar e Lazer)
Recentemente revitalizada, a área da marina e da praia é moderna e vibrante.
Vantagens: Ótimo para caminhadas ao final do tarde e próximo a diversos restaurantes de frutos do mar e casas noturnas.
Estilo de Hospedagem: Resorts de luxo e hotéis modernos com piscina e vista frontal para o mar.
Ideal para: Famílias e pessoas que querem um clima de "férias na praia" antes de seguir viagem pelo interior do Marrocos.
Dicas Importantes:
O Riad El Morocco: são hotéis que ocupam palacetes antigos, pois o público brasileiro adora o contraste entre o rústico externo e o luxo interno.
Na Medina os carros não entram em muitas ruas. Se o viajante estiver com malas pesadas, o ideal é escolher um hotel perto de um dos portões da muralha (como o Bab Haha ou Bab Kasbah).
Em Tânger, o "luxo" está na vista. Sempre recomende quartos ou hotéis com terraço voltado para o mar.
Recomendamos sempre fazer a reserva do hotel com muita antecedência, para conseguir as melhores tarifas e os melhores hotéis.
Dicas de segurança para hospedar na Medina no Marrocos
Hospedar-se na Medina de qualquer cidade marroquina (como Fez, Marrakech ou Tânger) é uma experiência inesquecível, mas exige um "jogo de cintura" diferente do turismo tradicional.
1. O Desafio da Chegada (Malas e Guias)
Combine o "Pick-up": Quase todos os Riads oferecem um serviço de busca no ponto onde o táxi para (geralmente nos portões da muralha). Sempre aceite. Alguém do hotel irá te encontrar e guiar pelo labirinto. Tentar achar o Riad sozinho com GPS pela primeira vez é a receita para se perder e atrair falsos guias.
Carrinhos de Carga: Se você estiver com malas pesadas, homens com carrinhos de mão se oferecerão para levá-las. Acerte o preço antes. Geralmente, 20 a 50 Dirhams é o suficiente, dependendo da distância.
2. Lide com os "Falsos Guias"
O "Caminho Fechado": É muito comum jovens abordarem turistas dizendo que a rua está fechada ou que o monumento X não abre hoje. Na maioria das vezes, é mentira para te levar à loja de um parente. Sorria, diga "Non, merci" (ou "La, Shokran") e continue andando com confiança.
Peça Informação nos Lugares Certos: Se estiver perdido, não pergunte a pessoas paradas na rua. Entre em uma loja, farmácia ou restaurante e peça ajuda. O Google Maps funciona, mas nas ruas muito estreitas o sinal de GPS pode saltar; baixe o mapa para uso offline.
3. Circulação Noturna
Iluminação: As ruas principais da Medina costumam ser seguras e movimentadas até tarde. Porém, evite entrar em becos muito escuros ou desertos após as 22h.
Referência Visual: Grave pontos de referência (uma loja específica, uma fonte, um arco) para saber voltar ao seu Riad. Muitos hotéis entregam um cartão com o mapa e o telefone de contato; leve-o sempre com você.
4. Atenção aos Pertences
Bolsas e Mochilas: O Marrocos é um país seguro em relação a crimes violentos, mas furtos (pickpockets) podem ocorrer em áreas muito aglomeradas, como os mercados. Use a mochila para a frente ou bolsas transversais com zíper.
Celular: Evite andar o tempo todo com o celular na mão distraído. Se precisar olhar o mapa, encoste em uma parede ou entre em uma loja.
5. Conectividade é Segurança
Chip Local: Ter internet (4G/5G) é fundamental. Você pode comprar um chip da Maroc Telecom ou Orange logo no aeroporto. Estar conectado permite que você chame um transporte por aplicativo (onde disponível) ou use o tradutor em emergências.
Dica Bônus:
A maioria dos Riads tem uma equipe 24h. Se o viajante se sentir desconfortável para voltar à noite, ele pode ligar para o Riad e pedir para um funcionário ir buscá-lo em um ponto de referência próximo. Esse nível de hospitalidade é muito comum e valorizado no Marrocos.
O que fazer em Tanger e Fez - Marrocos
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