O que fazer em Marrakech - Marrocos: Roteiro Completo e Melhores Tours
🌅 Dicas de Turismo de Marrakech - Marrocos
Por Beto Marques - Atualizado em Fevereiro de 2026
Destaques de Marrakech
Marrakech
Planejar uma viagem para Marrakech, no Marrocos, é mergulhar em um universo de cores, sabores exóticos e uma cultura fascinante. Conhecida como a "Cidade Vermelha", Marrakech oferece desde o agito histórico da Medina e da Praça Jemaa el-Fna até o luxo dos palácios e a serenidade do Deserto do Saara.
Neste guia completo, você encontrará um roteiro detalhado com o que fazer, onde se hospedar com segurança e como reservar os melhores tours com guias que falam português. Se você busca dicas práticas sobre voos, moeda e as atrações imperdíveis do Marrocos, este post foi feito para você.
As principais atrações são: Medina de Marrakech, Praça de Jemaa el-Fna, Palácio da Bahia, Mesquita de Koutoubia, Madrassa Ben Yousef, Curtume de Tanneries, Comidas Típicas, as Montanhas Atlas e ao Deserto do Sahara.
Recomendamos reservar antecipadamente os Tours, Transfers, Ingressos e Excursões em Marrakech de forma planejada. Os Tours são com guias ou audioguias em português e a facilidade na forma de pagamento em Pix ou no cartão de crédito em parcelas pelo público brasileiro. O número de visitantes é limitado e outro fator importante, visitar os pontos turísticos sem entrar nas enormes filas das bilheterias.
Estes são os temas abordados neste post sobre Marrakech:
Qual a melhor época para viajar ao Marrocos?
O que visitar em Marrakech: Atrações Imperdíveis
Montanhas Atlas e Deserto do Saara
Roteiro de Marrakech ao Saara
Dicas de Segurança em Marrakech
Gastronomia em Marrakech
Como chegar em Marrakech saindo do Brasil
Transfers e Tours em Marrakech
O melhor lugar para se hospedar em Marrakech
Assista vídeo: Dicas de Turismo de Marrakech no Marrocos
Qual a melhor época para viajar ao Marrocos?
A melhor época para viajar ao Marrocos é durante a primavera, de março a maio, ou no outono, de setembro a novembro.
Nessas estações, o clima é mais ameno e agradável, o que torna mais fácil explorar tanto as cidades históricas quanto as paisagens deslumbrantes do deserto e das montanhas.
Durante a primavera, você encontrará flores desabrochando e uma atmosfera vibrante nas medinas.
No outono, as temperaturas são igualmente confortáveis, e as multidões de turistas são menores em comparação com o verão.
Evitar o verão, especialmente em regiões desérticas como o Saara, é aconselhável devido às temperaturas extremamente altas.
Visto - não precisa de visto
Moeda - Dirham Marroquino
Idioma - Árabe, Amazigh e o Francês
Fuso horário - quatro horas a frente do horário de Brasília
O que fazer em Rabat - Marrocos
Como Visitar o Deserto do Saara saindo de Marrakech
O que visitar em Marrakech: Atrações Imperdíveis
A Medina e os Souks: O Centro Vibrante de Marrakech
Explorar a Medina de Marrakech, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, é como fazer uma viagem no tempo. Este centro histórico cercado por muralhas milenares abriga um labirinto de ruelas onde a vida acontece em um ritmo pulsante e autêntico.
Caminhar pelos Souks (os tradicionais mercados árabes) é a experiência definitiva para os sentidos.
Cada setor da Medina é dedicado a um tipo de especialidade, criando um mosaico de cores e aromas:
Souk Semmarine: O principal e mais amplo, onde você encontra de tudo um pouco, de roupas a pastelaria marroquina.
Artesanato Vivo: Você verá artesãos trabalhando o cobre, tingindo tecidos e esculpindo madeira exatamente como faziam seus antepassados.
O Reino das Especiarias: Prepare-se para o aroma inconfundível do cominho, açafrão e das misturas de Ras el Hanout que perfumam o ar.
A Arte de Negociar: Nos Souks, o "pechinchar" não é apenas comum, é esperado. É o lugar perfeito para adquirir tapetes berberes, luminárias árabes, cerâmicas e artigos de couro legítimo.
Dica: Perder-se na Medina faz parte do passeio! A cada esquina, você descobrirá um novo pátio escondido ou um terraço com vista para os telhados da cidade. É o lugar ideal para sentir a verdadeira alma do Marrocos.
Praça Jemaa el-Fna
A Praça Jemaa el-Fna é o epicentro cultural de Marrakech e um dos lugares mais fascinantes do mundo. Considerada "Obra-Prima do Patrimônio Oral e Imaterial da Humanidade" pela UNESCO, ela é um espaço que se transforma completamente do dia para a noite.
Durante o dia: A praça é ampla e movimentada, repleta de vendedores de suco de laranja fresco (imperdível!), encantadores de serpentes, adestradores de macacos e vendedores de especiarias e cestarias.
Ao entardecer: É o momento mágico. O pôr do sol visto de um dos vários terraços panorâmicos ao redor da praça é uma das experiências mais marcantes da viagem.
À noite: A praça vira um gigantesco restaurante ao ar livre. Centenas de barracas de comida típica montam suas mesas e o ar fica tomado pelo perfume dos grelhados e do chá de hortelã. É onde a energia explode com músicos gnawa, acrobatas, contadores de histórias e videntes, mantendo viva uma tradição secular.
Dica: Para uma experiência completa, aproveite a gastronomia local nas barracas numeradas, mas sempre escolha as mais movimentadas pelos próprios marroquinos. É o lugar perfeito para sentir o pulsar da "Cidade Vermelha" e observar o contraste entre o caos organizado e a cultura local.
Mesquita Koutoubia
A Mesquita Koutoubia é o monumento mais famoso e o ponto de referência visual de Marrakech. Com seu imponente minarete de 77 metros de altura, ela domina o horizonte da cidade, já que nenhuma outra construção pode ser mais alta que ela por lei.
Construída no século XII, a Mesquita Koutoubia é considerada uma das obras-primas da arquitetura almôada e serviu de modelo para a Giralda de Sevilha e para o Minarete de Hassan em Rabat.
Observe os detalhes em pedras rosadas, os arcos trabalhados e os azulejos decorativos no topo do minarete, que mudam de cor conforme a luz do dia.
O nome deriva de al-Koutoubiyyin (bibliotecários), pois antigamente a mesquita era cercada por vendedores de manuscritos e livros.
Os Jardins da Koutoubia são um refúgio de paz com rosas, laranjeiras e palmeiras. É o local perfeito para descansar entre um passeio e outro e garantir fotos espetaculares do minarete.
Dica: Lembre-se que, assim como na maioria das mesquitas no Marrocos, a entrada no interior é restrita a muçulmanos. No entanto, caminhar pelos seus belos jardins externos e apreciar a chamada para a oração (Adhan) ecoando pela praça é uma experiência emocionante e obrigatória para qualquer viajante.
Palácio da Bahia e Madrassa Ben Youssef
O Palácio da Bahia foi construído no final do século XIX, este palácio foi projetado para ser o maior e mais luxuoso de sua época. O nome "Bahia" significa "brilho" ou "beleza".
O grande pátio central, com seu piso de mármore e azulejos coloridos, é um dos lugares mais fotografados de Marrakech.
Teto de madeira de cedro pintado à mão e janelas de vitrais que criam jogos de luz incríveis nos salões do harém.
Jardins Internos: O conceito de "palácio-jardim" é levado a sério aqui, com laranjeiras e jasmins que perfumam todo o percurso.
A Madrassa Ben Youssef foi antigamente a maior escola islâmica do Norte da África, a Madrassa é hoje um dos monumentos mais impressionantes do Marrocos. Fundada no século XIV e reconstruída no século XVI, ela é um exemplo perfeito da arquitetura merínida.
Pátio Central: Um espelho d'água cercado por paredes totalmente decoradas com zellige (mosaicos de cerâmica), estuque esculpido e caligrafia árabe.
Você pode visitar os pequenos quartos onde os estudantes viviam, oferecendo um contraste interessante entre a simplicidade da vida estudantil e a riqueza do pátio comum.
Cada detalhe aqui foi pensado para refletir harmonia e espiritualidade, sendo um paraíso para os amantes de arquitetura e fotografia.
Dica: Como esses são os pontos mais procurados pelos turistas, recomendo chegar bem cedo, logo na abertura, para apreciar os detalhes com calma e garantir as melhores fotos sem as multidões.
Os Curtumes (Tanneries): Uma Tradição Milenar
Visitar os Curtumes de Marrakech é testemunhar um processo que praticamente não mudou desde a fundação da cidade, há quase mil anos. Localizados na região nordeste da Medina, é aqui que as peles de animais (camelo, cabra, ovelha e vaca) são tratadas e tingidas de forma artesanal para dar origem aos famosos artigos de couro marroquinos.
Você verá dezenas de tanques de pedra repletos de corantes naturais, onde os trabalhadores mergulham as peles em um trabalho manual exaustivo e impressionante.
O processo utiliza ingredientes naturais, como o açafrão para o amarelo, a papoula para o vermelho e o índigo para o azul, criando um visual único e rústico.
Prepare-se para o odor forte! O tratamento do couro utiliza amônia natural, o que torna o cheiro bem intenso. Por isso, é comum os guias oferecerem um ramo de hortelã para você colocar junto ao nariz durante a visita.
Dica: A melhor forma de observar os curtumes é através dos terraços das lojas de couro que cercam a área. Lá do alto, você tem uma visão panorâmica de todo o processo e pode tirar fotos incríveis. É uma visita crua e autêntica, fundamental para entender a base do artesanato que você vê nos souks.
Jardim Majorelle: O Oásis Azul de Marrakech
O Jardim Majorelle é um refúgio de paz e frescor, oferecendo um contraste fascinante com a agitação da Medina. Criado pelo pintor francês Jacques Majorelle em 1923 e mais tarde resgatado e restaurado pelo famoso estilista Yves Saint Laurent e seu parceiro Pierre Bergé, o jardim é uma verdadeira obra de arte viva.
A cor vibrante e intensa que cobre as estruturas do jardim é o grande destaque. Esse tom de azul cobalto único cria um contraste deslumbrante com o verde das plantas e o amarelo das janelas.
O jardim abriga uma coleção impressionante de plantas dos cinco continentes, com destaque para as enormes variedades de cactos, palmeiras e bambus.
Memorial Yves Saint Laurent: O local abriga um memorial dedicado ao estilista, cujas cinzas foram espalhadas no jardim de rosas do complexo. Além disso, ao lado do jardim, você pode visitar o Museu Yves Saint Laurent e o Museu Berbere, que possui um acervo incrível de joias e vestimentas tradicionais.
Dica: Este é um dos passeios mais disputados de Marrakech. Os ingressos agora são vendidos exclusivamente online e com hora marcada. Recomendo comprar com antecedência para não perder a viagem! É o lugar perfeito para quem busca fotos incríveis e um momento de tranquilidade em meio à natureza.
Montanhas Atlas e Deserto do Saara
As Montanhas Atlas são uma imensa cadeia montanhosa que se estende por cerca de 2.500 quilômetros através do Marrocos, Argélia e Tunísia.
Elas funcionam como uma barreira natural entre o Mar Mediterrâneo/Oceano Atlântico e o Deserto do Saara.
Ponto Mais Alto: O Monte Toubkal, no Marrocos, atingindo $4.167$ metros de altitude.
Papel Climático: Elas retêm a umidade que vem do oceano, criando áreas férteis e verdes em suas encostas voltadas para o norte, enquanto o lado oposto permanece seco.
Cultura: É o lar ancestral do povo Berbere (Amazigh), que mantém tradições milenares em aldeias encravadas nas rochas.
Dica: A cidade de Ouarzazate está à 193 km de Marrakech e é conhecida como A Porta do Deserto
Assista vídeo - Como visitar o Deserto de Sahara no Marrocos
Excursões e Tours em Ouarzazate
Recomendamos a Excursão privada saindo de Ouarzazate, visitando a Garganta de Todra, o oásis de Fint e a Kasbah Ait Benhaddou.
O Deserto de Zagora faz parte do Deserto do Saara.
O Deserto de Zagora é uma seção específica do Saara localizada no sudeste de Marrocos. É importante entender que o Saara é um deserto colossal que atravessa 11 países, e cada região recebe nomes locais ou é identificada por suas formações arenosas específicas.
Zagora é frequentemente chamada de porta de entrada para o Saara, porque é uma das últimas cidades estruturadas antes de se entrar nas áreas mais áridas e remotas.
O Deserto de Merzouga faz parte do Deserto do Saara
O Merzouga é o destino mais famoso do Saara marroquino por causa do Erg Chebbi. Enquanto "Merzouga" é o nome da pequena vila que serve de base, o "Erg Chebbi" é o mar de dunas gigantes.
Em Merzouga, as dunas de areia são extremamente altas, chegando a atingir 150 metros de altura. Elas possuem uma cor alaranjada intensa que muda de tom conforme a posição do sol.
É a parte do Saara onde as dunas "encostam" na civilização. Você pode estar em um hotel com piscina na vila de Merzouga e, a poucos metros de distância, já pisar na areia do deserto.
A região ao redor de Merzouga abriga vários oásis onde a agricultura ainda é praticada pelos locais através de sistemas de irrigação ancestrais.
Roteiro de Marrakech ao Saara
A viagem leva cerca de 8 a 10 horas de estrada, mas a maioria dos viajantes a divide em 2 ou 3 dias para aproveitar as paradas estratégicas.
1. Travessia do Tizi n'Tichka
Para sair de Marrakech e chegar ao deserto, você deve cruzar o passo de montanha Tizi n'Tichka, o ponto mais alto da rodovia no Norte da África (2.260 metros).
O que ver: Curvas sinuosas com vistas panorâmicas das vilas berberes que parecem camufladas na cor da terra.
2. Ouarzazate e Ait Ben Haddou
Logo após descer as montanhas, a paisagem muda de verde para tons de ocre e vermelho.
Ait Ben Haddou: Uma cidade fortificada (ksar) de argila, protegida pela UNESCO. Você a reconhecerá de filmes como Gladiador e da série Game of Thrones.
Ouarzazate: Conhecida como a "Porta do Deserto" e o centro da indústria cinematográfica marroquina.
3. O Vale do Dadès e Gargantas do Todra
Antes de tocar a areia, a rota passa por vales profundos e cânions de calcário.
Gargantas do Todra: Paredões de rocha que chegam a 300 metros de altura, onde o espaço entre as paredes é de apenas 10 metros em alguns pontos.
Dicas de Segurança em Marrakech
Marrakech é, no geral, uma cidade segura para turistas, mas como qualquer grande destino turístico mundial, possui particularidades que exigem atenção. O segredo para uma boa experiência na "Cidade Vermelha" é o equilíbrio entre a curiosidade e a cautela.
Aqui estão as principais dicas de segurança para o público brasileiro:
1. Atenção aos "Guias Espontâneos"
Essa é a situação mais comum na Medina (centro histórico). Pessoas, muitas vezes jovens, podem se oferecer para te mostrar o caminho de um ponto turístico ou dizer que "aquela rua está fechada".
A dica: Se você aceitar a ajuda, eles certamente cobrarão uma gorjeta ao final. Se estiver perdido, prefira pedir informações dentro de lojas ou em hotéis. O uso de mapas offline (como o Google Maps ou Maps.me) é essencial.
2. O Assédio Comercial na Medina
Os vendedores de Marrakech são famosos pela persistência. Eles podem ser bastante insistentes para que você entre nas lojas.
A dica: Um "No, thank you" (ou "Non, merci") firme e educado, mantendo o passo, costuma ser suficiente.
Evite demonstrar excessivo interesse em algo que você não pretende comprar, para não prolongar a abordagem.
3. Cuidados na Praça Jemaa el-Fna
A praça central é mágica, mas é onde se concentram os pequenos golpes:
Animais: Evite tirar fotos com macacos ou aceitar que coloquem cobras no seu pescoço. Eles cobrarão (caro) pela foto e, muitas vezes, as condições de tratamento desses animais são questionáveis.
Henna: Mulheres podem segurar sua mão e começar a fazer uma tatuagem de henna sem o seu consentimento. Se não quiser, retire a mão rapidamente e diga não.
Furtos: Como em qualquer lugar com multidões, mantenha bolsas e mochilas à frente do corpo e evite deixar o celular no bolso de trás.
4. Transporte e Táxis
Os táxis em Marrakech nem sempre querem usar o taxímetro com turistas.
A dica: Antes de entrar no carro, negocie o valor final da corrida. Se o motorista se recusar a usar o taxímetro ou a fixar um preço justo, procure outro. À noite, é comum os preços subirem ligeiramente.
5. Respeito à Cultura Local
O Marrocos é um país muçulmano e a vestimenta é uma forma de respeito.
A dica: Embora Marrakech seja cosmopolita, usar roupas que cubram ombros e joelhos evita olhares indesejados e demonstra respeito à cultura local, especialmente ao visitar áreas menos turísticas ou mesquitas (onde a entrada de não-muçulmanos é restrita ao pátio externo em quase todas, exceto na de Casablanca).
Gastronomia em Marrakech
Explorar a gastronomia em Marrakech é como mergulhar em um caldeirão de aromas, cores e tradições milenares. A culinária da "Cidade Vermelha" é uma fusão fascinante de influências berberes, árabes e mediterrâneas, onde o equilíbrio entre o doce e o salgado é elevado à categoria de arte.
Os Clássicos Imperdíveis
Tagine: O prato mais emblemático, nomeado após a panela de barro em formato de cone onde é cozido. São cozidos lentos de carne (cordeiro ou frango) com legumes, azeitonas e, frequentemente, frutas secas como ameixas e damascos.
Cuscuz Marroquino: Diferente da versão brasileira, o cuscuz em Marrakech é servido como uma montanha de sêmola de trigo finíssima, cozida no vapor e acompanhada por sete tipos de vegetais e carne.
Pastilla (Bastilla): Uma torta de massa folhada finíssima (warkha), recheada tradicionalmente com pombo ou frango, amêndoas e canela, polvilhada com açúcar de confeiteiro. É o ápice do contraste agridoce.
Tanjia Marrakchia: Este é o prato "da casa". Diferente do tagine, a Tanjia é um pote de barro alto onde a carne de cordeiro e especiarias cozinham por horas nas brasas dos fornos dos hammams (banhos turcos) locais.
O Ritual do Chá e os Doces
O Chá de Hortelã (conhecido como o "whisky marroquino") é a base da hospitalidade. Servido com muita espuma e açúcar, acompanha perfeitamente os doces típicos, como os Cornes de Gazelle (chifres de gazela), feitos com pasta de amêndoas e água de flor de laranjeira.
Atmosfera: Da Praça aos Terraços
Jemaa el-Fna: Ao entardecer, a praça principal se transforma no maior restaurante ao ar livre do mundo. As barracas numeradas servem desde espetinhos (brochettes) até iguarias mais exóticas, como sopa de caracol e cabeça de cordeiro.
Rooftops: Para fugir do caos da Medina, os restaurantes em terraços oferecem uma vista deslumbrante do pôr do sol sobre a Mesquita Koutoubia, servindo uma culinária mais refinada e contemporânea.
Dica: Não deixe de provar o suco de laranja fresco das barracas da praça e o pão marroquino (khobz), que é assado diariamente e serve como o principal "talher" das refeições.
Aqui estão as melhores recomendações divididas por estilo de experiência:
1. Opções Tradicionais (Sabor Autêntico e História)
Estes locais são ideais para quem busca receitas ancestrais e a atmosfera vibrante da Medina.
Chez Lamine Hadj Mustapha: Localizado próximo à praça Jemaa el-Fna, é o lugar mais famoso para provar a Tanjia original. É um local simples, frequentado por moradores e viajantes que buscam a carne cozida lentamente que derrete na boca.
Al Fassia (Gueliz): Este restaurante é único por ser gerido inteiramente por mulheres. É o melhor lugar para provar o Cuscuz e a Pastilla de Frango. O ambiente é elegante, mas focado na culinária marroquina caseira de altíssimo nível.
Naranj: Um restaurante na Medina que oferece uma fusão de sabores marroquinos e levantinos. É excelente para quem quer um ambiente acolhedor, com decoração charmosa e pratos muito bem apresentados, como o Mezze.
Barracas da Jemaa el-Fna (Noite): Para uma experiência sensorial completa, escolha uma das barracas numeradas (a de número 1 ou 14 são muito populares). Foque nos espetinhos de cordeiro e no chá de gengibre.
2. Restaurantes de Luxo (Requinte e Gastronomia Fine Dining)
Perfeitos para um jantar comemorativo, oferecendo ambientes palacianos e serviço impecável.
La Grande Table Marocaine (Royal Mansour): Frequentemente citado como o melhor restaurante marroquino do país. Localizado dentro do hotel de propriedade do Rei, oferece uma reinterpretação sofisticada de pratos clássicos em um ambiente de luxo absoluto.
Le Marocain (La Mamounia): Situado nos jardins do hotel mais icônico de Marrakech. O jantar é acompanhado por música ao vivo (alaúde e cantores) e o menu destaca a elegância da cozinha magrebina. É necessário reserva e traje social.
Dar Yacout: Uma instituição em Marrakech. O jantar é um banquete de menu fixo servido em um riad deslumbrante. A experiência começa com drinks no terraço e termina com uma sucessão de pratos tradicionais servidos com pompa.
Nobu Marrakech: Para quem deseja uma pausa na comida local, o Nobu oferece gastronomia japonesa de classe mundial com um toque marroquino, em um ambiente moderno e badalado.
3. Rooftops e Pôr do Sol (Visual e Sabor)
Le Jardin (Medina): Um oásis verde dentro do caos da cidade, perfeito para um almoço relaxante cercado por plantas e arquitetura típica.
Nomad: O rooftop mais famoso da Medina. Oferece uma "cozinha marroquina moderna" com vista para as montanhas do Atlas e para a Praça das Especiarias. Excelente para o pôr do sol.
Como chegar em Marrakech saindo do Brasil
Chegar a Marrakech partindo do Brasil exige um pouco de paciência e planejamento, já que não existem voos diretos ligando os dois países no momento. A viagem é feita obrigatoriamente com pelo menos uma conexão, geralmente em hubs europeus ou no norte da África.
1. Principais Portas de Entrada
A forma mais comum de chegar é voando pelas companhias aéreas europeias ou pela estatal marroquina. As conexões mais frequentes partem de São Paulo (GRU) ou Rio de Janeiro (GIG):
Via Casablanca (Royal Air Maroc): Esta costuma ser a opção mais rápida. Você voa de São Paulo para Casablanca e, de lá, faz uma conexão curta (cerca de 45 min de voo) ou segue de trem de alta velocidade (Al Boraq) até Marrakech.
Via Europa (TAP, Iberia, Air France): Muitas pessoas optam por fazer conexão em Lisboa, Madri ou Paris. É uma excelente escolha se você quiser aproveitar o stopover para passar uns dias em solo europeu antes de descer para o Marrocos.
Via Oriente Médio (Emirates ou Qatar): Menos comum devido à distância extra, mas é uma opção para quem busca o luxo dessas companhias e não se importa com um tempo de voo bem maior.
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Casablanca a Marrakech são 243 km .
Transfers e Tours em Marrakech
O melhor lugar para se hospedar em Marrakech
1. A Medina (O Centro Histórico)
Se você quer viver a experiência autêntica de Marrakech, este é o lugar. É onde ficam os famosos Riads (casas tradicionais transformadas em hotéis boutique com pátios internos e terraços).
Vantagens: Você estará a poucos passos dos souks (mercados), da Praça Jemaa el-Fna e dos principais monumentos. A arquitetura dos Riads é única e o atendimento costuma ser muito personalizado.
Para quem é: Viajantes que buscam imersão total, casais em lua de mel e quem gosta de fazer tudo a pé.
Dica: Procure Riads próximos às portas da Medina (como Bab Doukkala ou Bab Laksour) para facilitar o transporte das malas, já que carros não entram em muitas ruelas.
2. Hivernage (Luxo e Tranquilidade)
Localizado logo fora das muralhas da Medina, este é o bairro mais sofisticado da cidade, com avenidas largas e arborizadas.
Vantagens: É onde se encontram os grandes resorts de luxo internacionais (como o famoso La Mamounia) e hotéis cinco estrelas. Oferece piscinas amplas, jardins impecáveis e uma atmosfera muito mais silenciosa e relaxada.
Para quem é: Quem não abre mão de luxo, famílias com crianças que precisam de infraestrutura e viajantes que querem escapar do barulho da Medina ao final do dia.
3. Guéliz (O Lado Moderno)
Construído durante o protetorado francês, Guéliz é o centro comercial moderno de Marrakech.
Vantagens: Aqui você encontrará lojas de grife, cafés de estilo europeu, galerias de arte e uma vida noturna agitada. Os hotéis costumam ser de redes internacionais com preços mais competitivos e padrão executivo.
Para quem é: Viajantes a negócios, jovens que buscam bares e restaurantes modernos ou quem prefere uma estética menos "exótica" e mais funcional. É onde fica o famoso Jardim Majorelle.
Recomendamos sempre fazer a reserva do hotel com muita antecedência, para conseguir as melhores tarifas e os melhores hotéis.
Dicas de Turismo de Marrakech no Marrocos
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