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O que fazer na Islândia: Roteiro Completo

O que fazer na Islândia: Roteiro Completo

🌅 Dicas de Turismo da Islândia

Por Beto Marques - Atualizado em Abril de 2026

Escandinávia

Destaques da Islândia

Free tour por Reykjavík
Tour pelo Golden Circle para cruzeiros

Islândia

A Islândia é uma nação insular nórdica definida por sua paisagem dramática, onde o fogo e o gelo coexistem de forma espetacular. Localizada no Atlântico Norte, logo abaixo do Círculo Polar Ártico, é um dos países com a menor densidade demográfica do mundo.


Embora a Islândia tenha tido laços políticos muito estreitos com a Dinamarca por séculos, hoje ela é uma nação soberana e totalmente independente:


Domínio Dinamarquês: A Islândia passou para o controle da Dinamarca no final do século XIV. Durante muito tempo, foi tratada quase como uma colônia ou província.


Reino Independente: Em 1918, a Islândia tornou-se um Estado soberano, mas ainda unido à Dinamarca sob o mesmo rei (o Rei Cristiano X). Era uma união pessoal, semelhante ao que ocorre hoje entre o Reino Unido e o Canadá.


República (1944): Durante a Segunda Guerra Mundial, enquanto a Dinamarca estava ocupada pela Alemanha, a Islândia decidiu cortar os últimos laços. Em 17 de junho de 1944, após um plebiscito, o país declarou-se oficialmente uma República independente.


Natureza e Geologia

Conhecida como a Terra do Fogo e do Gelo, a Islândia abriga alguns dos maiores glaciares da Europa e alguns dos vulcões mais ativos do mundo. Sua geologia é única devido à sua localização sobre a Dorsal Mesoatlântica, o que resulta em:

Fontes Termais e Geysers: A energia geotérmica aquece as casas e permite banhos em lagoas famosas, como a Blue Lagoon da Islândia.

Cachoeiras Majestosas: Como a Skógafoss e a Gullfoss.

Campos de Lava: Paisagens lunares que cobrem grande parte do território.


Clima e Fenômenos

O clima é subártico, mas temperado pela Corrente do Golfo, o que impede que os invernos sejam tão rigorosos quanto se imagina.

Aurora Boreal: Visível entre setembro e abril, atraindo turistas do mundo todo.

Sol da Meia-Noite: Durante o verão, o sol quase não se põe, proporcionando 24 horas de claridade.


Sociedade e Cultura

A capital, Reykjavík, concentra a maior parte da população e é o centro cultural do país, famosa por sua vida noturna vibrante e cena artística.

Herança Viking: A língua islandesa permaneceu quase inalterada por séculos, permitindo que os habitantes leiam sagas medievais originais.

Qualidade de Vida: O país lidera consistentemente rankings mundiais de segurança, igualdade de gênero e felicidade.

Curiosidade: A Islândia não possui exército próprio e é considerada um dos países mais pacíficos do mundo, além de ser quase totalmente abastecida por energias renováveis.



Castelos de Kronborg e Frederiksborg na Dinamarca

O que fazer na Noruega - Oslo - Bergen

O que fazer na Dinamarca

O que fazer em Helsinque - Finlândia

O que fazer em Estocolmo - Suécia


Estes são os temas abordados neste post sobre a Islândia:

Qual a melhor época para viajar a Islândia?

Principais Atrações da Islândia

Gastronomia na Islândia

Onde comer barato na Islândia

Como se locomover na Islândia

Roteiro na Islândia

Como chegar na Islândia saindo do Brasil

Transfers e Tours em Reykjavik

O melhor lugar para se hospedar em Reykjavik

Assista vídeo: Dicas de Turismo na Islândia - Atrações de Reykjavik


Qual a melhor época para viajar a Islândia?

A melhor época para visitar a Islândia é durante o verão, de junho a agosto, os dias são longos, com sol quase 24 horas, permitindo explorar a natureza exuberante, cachoeiras, e trilhas com mais facilidade.

Essa é a época ideal para percorrer a famosa Ring Road e visitar locais icônicos como a Lagoa Azul e o Parque Nacional Thingvellir.

No inverno, de novembro a fevereiro, embora os dias sejam curtos e o frio intenso, é a temporada perfeita para ver a aurora boreal, um espetáculo de luzes que transforma o céu em um show de cores. E destacando as atividades como explorar cavernas de gelo e praticar esportes de inverno.

Visto - não precisa de visto

Moeda - Coroa Islandesa

Idioma - Islandês

Fuso horário - três horas à frente do horário de Brasília


Principais Atrações da Islândia


Reykjavik

Reykjavik é a capital da Islândia

Reykjavik é a capital mais setentrional do mundo e o coração pulsante da Islândia. Embora seja pequena em comparação com outras capitais europeias, ela transborda criatividade, cores vibrantes e uma atmosfera que mistura o aconchego de uma vila com a sofisticação de uma metrópole moderna.


Cultura e Arquitetura

A cidade é famosa por suas casas coloridas com telhados de zinco e sua cena artística efervescente.

Hallgrímskirkja: Esta igreja icônica, cuja arquitetura foi inspirada nas colunas de basalto da natureza islandesa, domina o horizonte e oferece uma vista panorâmica de 360° da cidade.

Harpa Concert Hall: Um centro de concertos e conferências com uma fachada de vidro geométrica que reflete as cores do céu e do mar.

Arte de Rua: Caminhar pelo centro é como visitar uma galeria ao ar livre, com murais gigantes e esculturas (como o Sun Voyager) espalhados por toda parte.


Reykjavík é uma das cidades mais limpas e seguras do mundo, funcionando quase totalmente com energia geotérmica.

Piscinas Termais: Mais do que lazer, as piscinas públicas aquecidas (como a Laugardalslaug) são o ponto de encontro social dos moradores, que se reúnem lá para conversar, mesmo no inverno rigoroso.

Gastronomia: A cidade oferece desde o famoso cachorro-quente de carne de cordeiro (Bæjarins Beztu Pylsur) até restaurantes de alta gastronomia que focam em ingredientes locais frescos, como frutos do mar e o típico skyr.


Porta de Entrada para a Natureza

Observação de Baleias: Barcos partem diariamente do Porto Velho para avistar baleias e golfinhos.

Proximidade com o Golden Circle: A cidade serve como a base perfeita para explorar o Parque Nacional Þingvellir, a cachoeira Gullfoss e os geysers, todos a uma curta distância de carro.

Dica: A vida noturna de Reykjavík (conhecida como Rúntur) é lendária, especialmente nos fins de semana, quando os bares da rua Laugavegur ficam lotados até o amanhecer.

Free tour por Reykjavík

A Lagoa Azul - Blue Lagoon na Islândia

A Lagoa Azul - Blue Lagoon na Islândia

A Blue Lagoon - Lagoa Azul na Islândia é uma das atrações mais icônicas da Islândia, famosa por suas águas de um azul leitoso e propriedades terapêuticas. Localizada em um campo de lava na Península de Reykjanes, ela combina perfeitamente beleza natural com engenharia humana.


Origem e Composição

Diferente do que muitos pensam, a Blue Lagoon não é uma formação puramente natural. Ela é um spa geotérmico alimentado pela água excedente da usina de energia de Svartsengi.

Água Geotérmica: A água é extraída de 2.000 metros abaixo da terra, onde a água do mar e a água doce se combinam em temperaturas e pressões extremas.

Renovação Constante: A água da lagoa é completamente renovada a cada 48 horas, garantindo pureza sem a necessidade de produtos químicos agressivos como o cloro.

Temperatura: Mantém-se morna e agradável, entre 37°C e 39°C, independentemente da temperatura externa (mesmo sob neve).


O Segredo do Azul e do Branco

A cor e os benefícios da lagoa vêm de uma combinação única de três ingredientes ativos:

Sílica: É o componente principal. Reflete a luz solar de um jeito que cria o tom azul vívido. No fundo da lagoa, a sílica forma uma lama branca que os visitantes usam como máscara facial.

Algas: Espécies raras de algas que crescem apenas nesse ecossistema ajudam na produção de colágeno da pele.

Minerais: A alta concentração de sais minerais é conhecida por aliviar diversas condições de pele, como a psoríase.


Sustentabilidade e Design

O complexo foi construído com foco na harmonia com a paisagem vulcânica ao redor. A arquitetura utiliza as próprias rochas de lava preta para criar um contraste visual dramático com o azul da água e o vapor branco que sobe da superfície. Além disso, todo o spa opera com energia renovável proveniente da atividade geotérmica da região.


Dica de Viagem: Por ser o destino turístico mais popular da Islândia, as reservas devem ser feitas com semanas (ou meses) de antecedência. É o lugar perfeito para relaxar após o voo, já que fica a apenas 20 minutos do Aeroporto de Keflavík.

Ingresso da Lagoa Azul
Excursão à Lagoa Azul

Golden Circle na Islândia

Círculo Dourado da Islândia

O Golden Circle na Islândia ou o Círculo Dourado da Islândia é a rota turística mais famosa da Islândia, combinando geologia fascinante, história viking e paisagens de tirar o fôlego. Localizado no sudoeste do país, o circuito percorre aproximadamente 300 km a partir da capital, Reykjavík.

Destaques: Parque Nacional Þingvellir (Thingvellir), Placas tectônicas de Silfra, Área Geotérmica de Geysir e Cachoeira Gullfoss.


Parque Nacional Þingvellir (Thingvellir)

Este é um local de importância dupla: histórica e geológica.

História: Foi aqui que o Alþingi, o parlamento mais antigo do mundo ainda em funcionamento, foi fundado no ano 930.

Geologia: É um dos poucos lugares na Terra onde você pode caminhar entre as placas tectônicas da América do Norte e da Eurásia, que se afastam lentamente, criando fendas visíveis no solo.


Placas tectônicas de Silfra

Placas tectônicas de Silfra na Islândia

As Placas Tectônicas de Silfra são uma fenda, localizada no Parque Nacional de Thingvellir, na Islândia, é um dos lugares mais extraordinários do planeta para a geologia. Ela é a manifestação visível da separação entre duas grandes massas de terra.

Silfra é uma fissura tectônica situada diretamente sobre a Dorsal Mesoatlântica. É o ponto exato onde as placas tectônicas Norte-Americana e Euroasiática se afastam.

Divergência: As placas não estão colidindo, mas sim se distanciando a uma taxa de aproximadamente 2 cm por ano.

Geografia Única: É um dos poucos lugares na Terra onde essa divisão ocorre em terra firme (ou em águas rasas e acessíveis), permitindo que mergulhadores e praticantes de snorkel toquem em ambos os continentes praticamente ao mesmo tempo.


Por que a água é tão clara?

Além do interesse geológico, Silfra é famosa pela visibilidade subaquática que ultrapassa os 100 metros. Isso ocorre por dois motivos principais:

Filtragem Natural: A água provém do derretimento do glaciar Langjökull. Ela viaja através de rochas porosas de lava subterrânea por 30 a 100 anos antes de emergir na fenda.

Pureza: Esse processo de filtragem remove todas as impurezas, deixando a água extremamente pura e fria (mantendo-se entre 2°C e 4°C o ano todo).

Silfra não é apenas uma "rachadura", mas parte de um vale de fenda (rift valley) muito maior. A atividade tectônica nessa região é responsável pela formação da própria Islândia, que é essencialmente um "ponto quente" vulcânico sentado em cima dessa divisão entre placas.


Curiosidade: Devido aos constantes terremotos (geralmente imperceptíveis) provocados pelo movimento das placas, a topografia de Silfra muda ligeiramente ao longo dos anos, com novas pedras caindo ou a fenda se alargando sutilmente.

Rota do Golden Circle
Círculo Dourado + Snorkel em Silfra

Área Geotérmica de Geysir

Gêiser Strokkur

Localizada no vale de Haukadalur, esta área é um espetáculo de águas termais e lama fervente.

Strokkur: Embora o famoso Geysir (que deu nome a todos os outros) esteja adormecido, seu vizinho, o Strokkur, é extremamente ativo. Ele entra em erupção a cada 5 a 10 minutos, lançando uma coluna de água fervente que atinge entre 15 e 30 metros de altura.


Cachoeira Gullfoss

Conhecida como a "Cachoeira Dourada", é uma das quedas d'água mais icônicas da Europa.

A água do rio Hvítá despenca em dois níveis em um cânion profundo, criando uma névoa constante que, sob a luz do sol, frequentemente gera arco-íris espetaculares.


Por que a Golden Circle é tão popular?

Acessibilidade: Pode ser percorrido em um único dia (cerca de 6 a 8 horas).

Cenários: Oferece uma introdução perfeita à natureza dramática da Islândia sem exigir veículos 4x4.


Extras: No caminho, é comum encontrar cavalos islandeses dóceis e outras paradas interessantes, como a cratera vulcânica de Kerið.é a rota turística mais famosa da Islândia, combinando geologia fascinante, história viking e paisagens de tirar o fôlego.


A Costa Sul e as Praias de Areia Preta

Geleira de Vatnajokull na Islândia

A Costa Sul da Islândia é, para muitos viajantes, o trecho mais cinematográfico do país. É onde a força da natureza se manifesta em contrastes dramáticos: geleiras imensas de um lado e o oceano revolto do outro, tudo conectado por campos de lava e montanhas imponentes.


1. As Praias de Areia Preta: Reynisfjara

A joia da Costa Sul é Reynisfjara, localizada perto da vila de Vík. Diferente das praias tropicais, aqui a areia é composta por basalto negro puro, resultado da atividade vulcânica milenar.

Colunas de Basalto: A praia é famosa por suas formações geométricas de basalto (Gardar) que parecem esculpidas à mão, mas são totalmente naturais.

Reynisdrangar: No mar, surgem enormes formações rochosas pontiagudas que, segundo as lendas locais, são trolls que foram petrificados pela luz do sol.


Aviso de Segurança: É fundamental alertar seu público sobre as "Sneaker Waves" (ondas sorrateiras). Elas surgem de repente e com uma força violenta, sendo extremamente perigosas para quem chega muito perto da linha da água.


2. Cachoeiras Majestosas

O caminho pela Costa Sul é pontuado por quedas d’água que são cartões-postais do mundo todo:

Seljalandsfoss: Famosa por permitir que os visitantes caminhem por trás da cortina de água, oferecendo um ângulo de 360 graus único (prepare a capa de chuva para a câmera!).

Skógafoss: Uma das maiores e mais perfeitas em termos de simetria. Em dias de sol, o arco-íris é quase garantido devido ao volume de spray d'água.


3. Geleiras e a Lagoa de Gelo

Seguindo para o leste, a paisagem muda para o domínio do gelo:

Vatnajökull: A maior geleira da Europa domina o horizonte.

Jökulsárlón: Uma lagoa glacial onde icebergs azulados se soltam da geleira e flutuam em direção ao mar.

Diamond Beach: Logo ao lado da lagoa, os pedaços de gelo polidos pelo mar repousam sobre a areia preta, brilhando como diamantes sob a luz do sol — um cenário indispensável para fotografia e vídeos.

Costa sul e cachoeiras da Islândia

Aurora Boreal na Islândia

Aurora Boreal na Islândia

A Aurora Boreal na Islândia ou Luzes do Norte, é um dos fenômenos naturais mais mágicos do planeta, e a Islândia é considerada um dos melhores lugares do mundo para testemunhá-la devido à sua localização próxima ao Círculo Polar Ártico.


Aqui está o que você precisa saber sobre esse espetáculo na Terra do Gelo e do Fogo:

O que causa o fenômeno?

Cientificamente, a aurora ocorre quando partículas carregadas de vento solar colidem com o campo magnético da Terra. Ao entrarem em contato com os gases da nossa atmosfera, essas partículas liberam energia na forma de luz.

Cores: O verde é a cor mais comum, mas dependendo da altitude e do tipo de gás (oxigênio ou nitrogênio), as luzes podem exibir tons de rosa, roxo, branco ou vermelho.


Quando e onde ver na Islândia?

Para enxergar a Aurora Boreal, você precisa de três condições básicas: escuridão total, céu limpo (sem nuvens) e atividade solar.

A Temporada: Ocorre entre o final de agosto e meados de abril. Durante o verão, o sol da meia-noite impede a visualização, pois o céu nunca fica escuro o suficiente.

Melhores Horários: Geralmente entre as 21h e as 2h da manhã.

Locais Ideais: Embora possa ser vista até em Reykjavík, o ideal é fugir da poluição luminosa das cidades. Locais icônicos incluem:

Lagoa Glaciar Jökulsárlón: Onde as luzes se refletem nos icebergs.

Montanha Kirkjufell: Um cenário clássico para fotógrafos.

Praia de Areia Preta (Reynisfjara): Oferece um contraste dramático com as luzes.


Dicas Práticas para o Viajante

Monitore a Previsão: O site oficial de meteorologia da Islândia (Vedur.is) possui um mapa de cobertura de nuvens e um índice de atividade geomagnética (escala KP de 0 a 9).

Paciência e Agasalho: As temperaturas caem drasticamente à noite. Estar bem agasalhado é essencial, pois a espera pode ser longa.

Fotografia: Para capturar as luzes, você precisará de uma câmera com ajuste manual (longa exposição) e, preferencialmente, um tripé para evitar fotos borradas.

Curiosidade: Antigamente, o folclore islandês associava as luzes a diferentes mitos, desde presságios de guerra até o brilho das armaduras das Valquírias. Hoje, elas são o maior ícone do turismo de inverno no país.

Tour da aurora boreal na Islândia

Vulcão Fagradalsfjall

Vulcão Fagradalsfjall na Islândia

Em 2021, o Vulcão Fagradalsfjall teve erupção vulcânica perto de Reykjavik durante seis meses. A erupção do Vulcão Fagradalsfjall foi notável não apenas por sua espetacular exibição de lava, mas também por ser relativamente acessível para visitantes, atraindo turistas e cientistas de todo o mundo.

O Vulcão Fagradalsfjall é parte de um sistema vulcânico maior que inclui várias fissuras, que são comuns na geografia islandesa devido à localização do país sobre a Dorsal Mesoatlântica. A atividade vulcânica na Islândia é um lembrete poderoso das forças geológicas que moldam nosso planeta, e o Vulcão Fagradalsfjall oferece uma oportunidade única de observar esses processos em ação.


Gastronomia na Islândia

Comer na Islândia é uma experiência que vai muito além dos ingredientes; é uma lição de sobrevivência e adaptação ao clima ártico. Se por um lado existem pratos históricos curiosos, por outro, o país se destaca pelo uso de produtos orgânicos cultivados em estufas aquecidas por energia geotérmica.


1. O Famoso Peixe Fresco e Lagostim

Sendo uma nação insular, os frutos do mar são as estrelas. O bacalhau, o salmão e a truta ártica são servidos frescos em quase todos os restaurantes. Não deixe de provar a Humarssúpa (sopa de lagostim), especialmente famosa na vila de Höfn, no sudeste da ilha.


2. O Cordeiro Islandês (Lamb)

Considerado um dos melhores do mundo, o cordeiro na Islândia cresce livremente pelos campos, alimentando-se de ervas e bagas silvestres. O resultado é uma carne macia e de sabor suave. O prato mais tradicional é o Kjötsúpa, uma sopa de cordeiro com vegetais, perfeita para os dias frios.


3. Skyr: O Superalimento Ártico

Frequentemente confundido com iogurte, o Skyr é tecnicamente um queijo fresco cremoso. É rico em proteínas, quase sem gordura e faz parte da dieta local há mais de mil anos. É o lanche ideal para levar nas trilhas e passeios.


4. Bæjarins Beztu Pylsur: O Cachorro-Quente Icônico

Pode parecer estranho ir até a Islândia para comer um hot dog, mas o "Pylsur" é praticamente o prato nacional. Feito com uma mistura de carne bovina, suína e de cordeiro, o segredo está nos acompanhamentos: cebolas crocantes, cebola crua, ketchup, mostarda doce e remoulade. É a opção mais barata e deliciosa para um lanche rápido em Reykjavik.


5. Experiências para os Corajosos

Para os viajantes que buscam histórias para contar, existem as iguarias tradicionais que remontam à era viking, como o Hákarl (tubarão fermentado com cheiro forte) e a carne de baleia ou papagaio-do-mar (puffin). Embora polêmicos, ainda fazem parte da herança cultural em festivais específicos.


Onde comer barato na Islândia

Comer barato na Islândia é um desafio, mas perfeitamente possível com algumas estratégias que os viajantes experientes utilizam. Para o seu público brasileiro, destacar o custo-benefício é essencial.


1. Supermercados: A Opção Mais Barata

A forma número um de economizar é comprar comida nos supermercados de desconto.

Bónus: Facilmente identificado pelo logotipo do porquinho rosa, é o mais barato do país.

Krónan e Nettó: Excelentes alternativas com preços competitivos e, muitas vezes, uma seleção maior de produtos frescos.

Dica: Compre Skyr (o iogurte local), pães, frios e frutas. Uma refeição comprada no mercado custa entre R$ 30 e R$ 50, enquanto em um restaurante dificilmente sairá por menos de R$ 150.


2. Comida de Rua e Fast Food Local

Bæjarins Beztu Pylsur (Reykjavik): O famoso carrinho de cachorro-quente é a refeição mais icônica e barata da capital. Um "completo" (ein með öllu) custa cerca de ISK 770 (aprox. R$ 30).

Icelandic Street Food: Conhecido pela sopa de cordeiro ou de peixe servida no pão. O diferencial é que eles oferecem refil gratuito da sopa, o que garante que você saia satisfeito gastando cerca de ISK 2.290 (aprox. R$ 90).

Noodle Station: Serve bowls generosos de sopa de macarrão (estilo tailandês) por valores entre ISK 1.900 e 2.300. É reconfortante e barato para os padrões locais.


3. Postos de Gasolina (Nesti e Olís)

Diferente do Brasil, os postos de gasolina na Islândia são verdadeiros centros comunitários com lanchonetes de qualidade.

Você encontra hambúrgueres farto, sanduíches e o "prato do dia" a preços honestos.

Redes como Grill 66 (dentro dos postos) oferecem combos de hambúrguer por cerca de ISK 1.800 a 2.500.


4. Padarias (Bakery)

As padarias como a Brauð & Co ou Sandholt são ótimas para um café da manhã ou almoço rápido. Os famosos rolinhos de canela (cinnamon rolls) ou sanduíches prontos custam entre ISK 700 e 1.500 e são muito superiores aos industrializados.


5. Dicas de Ouro para Economizar:

Água da Torneira: Nunca compre água engarrafada. A água da torneira na Islândia é uma das mais puras do mundo e é gratuita. Leve sua garrafa reutilizável.

Happy Hour: Se quiser beber cerveja, faça-o apenas durante

o Happy Hour (geralmente das 16h às 19h), quando os preços caem quase pela metade. Use aplicativos como o Appy Hour para encontrar os bares em Reykjavik.

Almoço vs. Jantar: Muitos restaurantes oferecem o "Lunch Special" (menu de almoço), que é significativamente mais barato do que o cardápio de jantar para o mesmo prato.


Como se locomover na Islândia

Planejar como se deslocar pela Islândia é o passo mais importante do seu roteiro. A escolha depende diretamente da época do ano e do seu nível de confiança ao dirigir em condições climáticas que podem mudar em minutos.


1. Aluguel de Carro (A Melhor Opção)

Para a maioria dos viajantes, alugar um carro é a forma ideal de explorar a ilha com autonomia.

Carros de Passeio (2WD): Suficientes para percorrer a Ring Road (Estrada 1) e o Círculo Dourado durante o verão.

Veículos 4x4: Obrigatórios se você planeja dirigir pelas F-Roads (estradas de terra nas Terras Altas/Highlands) ou se viajar durante o inverno, quando a neve e o gelo tornam as pistas perigosas.


2. Motorhomes e Campervans

Uma tendência crescente para economizar com hospedagem. As campervans permitem que você durma em acampamentos estruturados ao redor do país, proporcionando uma experiência imersiva na natureza. Importante: Na Islândia, é proibido acampar fora das áreas designadas (campings).


3. Ônibus Turísticos e Excursões

Se você prefere não dirigir, Reykjavik é a base perfeita para contratar day tours. Existem excursões para as principais atrações (Costa Sul, Círculo Dourado, Snæfellsnes) que incluem guia e transporte em ônibus confortáveis ou super-jeeps.


4. Transporte Público (Strætó)

Embora exista um sistema de ônibus que conecta cidades maiores, ele não é recomendado para turismo de lazer, pois as frequências são baixas e os ônibus não param nos pontos turísticos naturais, apenas nas vilas.


5. Dicas Essenciais de Segurança

Acompanhe o Clima: O site vedur.is e o aplicativo SafeTravel são indispensáveis.

Condições das Estradas: Verifique sempre o road.is antes de sair para garantir que o trecho não está fechado por ventos fortes ou neve.

Combustível: Nunca deixe o tanque baixar da metade. Em áreas remotas, as frentes de combustível podem ser escassas.


Roteiro na Islândia

Para criar um Roteiro eficiente na Islândia, a logística deve considerar o tempo disponível e as condições climáticas. Como o país é circular, a estrutura da viagem costuma seguir a rodovia principal - Route 1 ou Ring Road.

Aqui estão três sugestões de roteiro para diferentes perfis de viagem:


1. Roteiro Curto: O Círculo Dourado e Costa Sul (3 a 5 dias)

Ideal para quem tem pouco tempo ou quer focar nos ícones mais famosos próximos à capital.

Dia 1: Chegada e Blue Lagoon (ou Sky Lagoon).

Dia 2: Círculo Dourado (Parque Nacional Þingvellir, Geysir e a cachoeira Gullfoss).

Dia 3: Costa Sul (Cachoeiras Seljalandsfoss, Skógafoss e a praia de areia preta Reynisfjara).

Dia 4: Vík e Geleiras (Lagoa Glacial Jökulsárlón e Diamond Beach).

Dia 5: Retorno para Reykjavík e exploração da cidade.


2. Roteiro Clássico: A Ring Road Completa (8 a 10 dias)

Este roteiro dá a volta completa na ilha, permitindo ver a mudança drástica de paisagens entre o sul fértil e o norte vulcânico.

Sul: Geleiras e praias de areia preta.

Leste: Fiordes profundos, vilas de pescadores e estradas cênicas.

Norte: Região de Mývatn (campos de lava, cavernas de água termal e a cachoeira Dettifoss — a mais poderosa da Europa) e Akureyri (a capital do norte).

Oeste: Península de Snæfellsnes, conhecida como "Islândia em miniatura" por reunir vulcões, geleiras e falésias em um só lugar.


3. Roteiro de Verão: Terras Altas e Fiordes do Oeste (12+ dias)

Recomendado apenas para os meses de junho a agosto, quando as estradas de terra (F-Roads) são abertas.

Landmannalaugar: Montanhas coloridas e banhos termais naturais no interior da ilha. Requer veículo 4x4 obrigatoriamente.

Westfjords: A parte mais remota e selvagem do país, com falésias repletas de aves (Papagaios-do-Mar) e a impressionante cachoeira Dynjandi.


Logística e Planejamento:

Melhor Época: Entre maio e agosto para dias longos e acesso total às estradas. Entre setembro e abril para caçar a Aurora Boreal (com atenção redobrada à neve).

Transporte: Alugar um carro ou motorhome é a melhor forma de explorar com liberdade. Para o seu público, vale destacar que o transporte público entre as atrações naturais é quase inexistente.

Custo: A Islândia é um dos destinos mais caros do mundo. Dicas de supermercados (como o Bónus) e postos de combustível com conveniência são sempre muito bem aceitas por viajantes brasileiros.


Atenção: Você sabia que a Islândia é um dos poucos países da Europa que não possui ferrovias? Toda a sua estratégia para este destino terá que ser focada em estradas e passeios guiados


Como chegar na Islândia saindo do Brasil

Viajar do Brasil para a Islândia é uma verdadeira jornada rumo ao Círculo Polar Ártico. Como não existem voos diretos, a estratégia principal é dividir a viagem em duas etapas, utilizando os grandes centros europeus como ponte.


1. A Grande Travessia: Brasil para a Europa

O primeiro passo é cruzar o Atlântico saindo, geralmente, de São Paulo (GRU) ou Rio de Janeiro (GIG). As melhores cidades para conexão (onde a oferta de voos para a Islândia é maior) são:

Londres (Reino Unido): Muitas opções de companhias de baixo custo (low cost).

Paris (França): Voos diários e frequentes.

Amsterdã (Países Baixos): Conexão rápida e eficiente.

Frankfurt (Alemanha): Hub central da Lufthansa.

Lisboa/Madrid: Opções comuns para brasileiros, embora o trecho final para a Islândia possa ser um pouco mais longo.


2. O Trecho Final: Europa para Reykjavík

Uma vez em solo europeu, você pegará um voo para o Aeroporto Internacional de Keflavík (KEF), que fica a cerca de 45 minutos da capital, Reykjavík.

Companhias Principais: A Icelandair é a companhia de bandeira e oferece a melhor conectividade. A PLAY é uma opção de baixo custo que opera em várias capitais europeias.

Duração: Partindo de Londres ou Paris, o voo dura aproximadamente 3 horas e 30 minutos.


3. Documentação e Dicas Importantes

Visto: Brasileiros não precisam de visto para turismo (até 90 dias) na Islândia, pois o país faz parte do Espaço Schengen.

Passaporte: Deve ter validade mínima de 6 meses.

Seguro Viagem: É obrigatório para entrar em países do tratado Schengen.


Stopover: Se viajar com a Icelandair, você pode fazer uma parada de alguns dias na Islândia sem custo adicional na passagem antes de seguir para outro destino europeu ou para os EUA.


Dica de Ouro: Se quiser economizar, pesquise o trecho Brasil-Europa separadamente do trecho Europa-Islândia usando companhias como Ryanair ou EasyJet. Apenas fique atento às franquias de bagagem, que costumam ser bem restritas nessas empresas.

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Transfers e Tours em Reykjavik

Transporte entre o Aeroporto Keflavík e Reykjavík

Tours na Reykjavik

Transporte de Reykjavík ao aeroporto de Keflavík
Excursão a Snaefellsnes
Excursão à Sky Lagoon
Tour pelo túnel de lava Raufarhólshellir
Ônibus turístico de Reykjavík
Ingresso do Museu Perlan
Excursão ao lago glacial Jökulsárlón
Ingresso Whales of Iceland

O melhor lugar para se hospedar em Reykjavik

Para quem viaja para a Islândia, escolher a base certa em Reykjavík faz toda a diferença, especialmente porque a cidade é compacta e o custo de transporte pode ser alto.


1. Miðborg (Distrito 101): O Centro da Cidade

Este é o centro histórico e a escolha número um para quem visita a cidade pela primeira vez.

Vantagens: Você estará a poucos passos da rua principal (Laugavegur), da icônica igreja Hallgrímskirkja e do centro de concertos Harpa. É aqui que se concentram os melhores restaurantes, bares e lojas.

Logística: A maioria dos pontos de encontro para tours (como os que levam ao Golden Circle ou para ver a Aurora Boreal) fica nesta região.

Ideal para: Quem quer fazer tudo a pé e aproveitar a vida noturna.


2. Porto Velho (Old Harbour / Grandi)

Uma área que se transformou recentemente e hoje é uma das mais descoladas de Reykjavík.

Vantagens: Atmosfera marítima charmosa, com vista para o oceano e fácil acesso a passeios de observação de baleias. Abriga museus modernos e ótimos restaurantes de frutos do mar.

Ideal para: Viajantes que buscam um ambiente moderno e cultural, mas ainda muito próximo ao centro.


3. Vesturbær: Tranquilidade e Localismo

Localizado a oeste do centro, é um bairro residencial charmoso e mais calmo.

Vantagens: É aqui que fica a piscina pública Vesturbæjarlaug, uma das favoritas dos locais. É uma área mais silenciosa, com cafés aconchegantes e menor fluxo de turistas.

Ideal para: Famílias ou viajantes que preferem uma experiência mais "como um morador local".


4. Hlíðar e Laugardalur: Custo-Benefício

Se você estiver de carro alugado ou quer economizar um pouco nas diárias, estas áreas são excelentes opções.

Hlíðar: Próximo ao museu Perlan e à estação de ônibus BSI, facilitando o transporte para o aeroporto.

Laugardalur: Mais afastado, mas perfeito para famílias, com o maior complexo de piscinas termais da cidade, o jardim botânico e o zoológico de animais do Ártico.


Dicas Úteis:

Estacionamento: Se alugar um carro, verifique se o hotel no centro oferece vaga, pois o estacionamento na rua em Miðborg é pago e concorrido.

Bus Stops: Como ônibus de turismo não entram em certas ruas estreitas do centro, familiarize-se com a "Bus Stop" numerada mais próxima do seu hotel; elas são os pontos oficiais de embarque para passeios.

Recomendamos sempre fazer a reserva do hotel com muita antecedência, para conseguir as melhores tarifas e os melhores hotéis.


Dicas de Turismo na Islândia - Atrações de Reykjavik

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