O que fazer na Dinamarca: Roteiro Completo e Dicas de Turismo
🌅 Dicas de Turismo de Copenhague - Dinamarca
Por Beto Marques - Atualizado em Janeiro de 2026
Destaques de Copenhague
Sobre a Dinamarca: O Coração da Escandinávia
A Dinamarca é um pequeno reino nórdico que serve como porta de entrada para a Escandinávia, mundialmente reconhecido por sua altíssima qualidade de vida e por frequentemente liderar os rankings de "país mais feliz do mundo".
Terra de contrastes fascinantes, o destino mistura a rica herança dos Vikings e castelos dignos de contos de fadas com uma arquitetura moderna e design de ponta.
Embora sua capital, Copenhague, seja o centro das atenções com o Porto de Nyhavn e os famosos Jardins do Tivoli, o país vai muito além.
A Dinamarca é o berço da LEGO (em Billund), possui litorais com paisagens que mostram a força da natureza, com contrastes fortes, falésias e cidades históricas como Odense e Aarhus.
Para o turista, a experiência dinamarquesa é marcada pela segurança, pela facilidade de transporte e pelo conceito cultural de Hygge, é a arte de criar intimidade, aconchego e aproveitar as coisas boas da vida, algo que você sentirá em cada café e rua deste país encantador.
Estes são os temas abordados neste post sobre a Dinamarca:
EES e ETIAS: Taxa de Entrada Europa
Qual a melhor época para viajar a Copenhague?
Principais Cidades para Visitar na Dinamarca
Principais Pontos Turísticos da Dinamarca
Castelo de Kronborg
Castelo Frederiksborg
Sugestão de Roteiro: O Melhor da Dinamarca
Como se locomover em Copenhague
Gastronomia na Dinamarca
Transfers e Tours em Copenhague
Como chegar em Copenhague saindo do Brasil
O melhor lugar para se hospedar em Copenhague
Assista vídeo: O que fazer em Copenhague - Dinamarca
EES e ETIAS: Taxa de Entrada Europa
1. O que é o EES? (Gratuito)
O EES (Entry/Exit System) é o novo sistema de segurança nas fronteiras.
O que faz: Substitui o carimbo manual no passaporte. Ao chegar à Europa, você registra digitalmente seu rosto e impressões digitais em quiosques automáticos. Ele controla quem entra, quem sai e se a pessoa excedeu o tempo permitido (90 dias).
Tem taxa? Não. O EES é apenas um procedimento moderno de fiscalização.
Quando começa? O sistema já iniciou sua implementação gradual em outubro de 2025 e deve estar totalmente operante em todas as fronteiras até abril/maio de 2026.
2. A taxa de entrada (ETIAS)
O ETIAS (Sistema Europeu de Informação e Autorização de Viagem) é uma autorização de viagem (semelhante ao ESTA dos EUA) que brasileiros precisarão solicitar online antes de viajar.
Valor: Custará € 7,00 (euros) para pessoas entre 18 e 70 anos.
Quando começa a cobrança? A previsão atual é para o final de 2026 (provavelmente no último trimestre).
Qual a melhor época para viajar a Copenhague?
A melhor época para viajar a Copenhague é durante a primavera e o verão, entre os meses de maio a setembro.
Nessa época, a cidade ganha vida com dias mais longos e temperaturas agradáveis, ideais para explorar suas ruas charmosas, parques exuberantes e atividades ao ar livre.
Em junho, acontece o famoso Festival de Roskilde, um dos maiores festivais de música da Europa, que atrai visitantes de todo o mundo.
No verão, os jardins de Tivoli, um dos parques de diversões mais antigos do mundo, estão em pleno funcionamento, oferecendo uma experiência mágica.
Se prefere evitar muitos turistas e ainda desfrutar de um clima ameno, o início do outono, em setembro, também é uma excelente escolha, com belas cores do outono e um ambiente um pouco mais tranquilo.
Visto - brasileiros não precisam de visto até 90 dias
Seguro Viagem: É obrigatório para entrar no Espaço Schengen (cobertura mínima de 30 mil euros)
Moeda - Coroa Dinamarquesa
Idioma - Dinamarquês
Fuso horário - quatro horas à frente do horário de Brasília
Castelos de Kronborg e Frederiksborg na Dinamarca
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Recomendamos o Free tour por Copenhague. Os Tours são com guias ou audioguias em português e a facilidade na forma de pagamento em Pix ou no cartão de crédito em parcelas pelo público brasileiro com tours da Civitatis. O número de visitantes é limitado e outro fator importante, visitar os pontos turísticos sem entrar nas enormes filas das bilheterias.
Principais Cidades para Visitar na Dinamarca
Copenhague: Onde a História Encontra o Design Moderno
Copenhague é a vibrante capital da Dinamarca e uma das cidades mais felizes e acolhedoras do mundo. O destino é uma mistura perfeita entre o charme histórico de uma monarquia antiga e a inovação do design escandinavo moderno.
Famosa por ser a capital mundial das bicicletas, Copenhague convida o turista a desacelerar. O cenário é dominado pelo icônico Porto de Nyhavn, com suas casas coloridas do século XVII e barcos de madeira, que servem de cartão-postal para a cidade.
Além da beleza visual, a capital abriga atrações imperdíveis como os mágicos Jardins do Tivoli (um dos parques de diversões mais antigos do mundo), a famosa estátua da Pequena Sereia e os imponentes Palácios da Família Real, como Palácio de Amalienborg.
É uma cidade limpa, segura e sofisticada, onde a gastronomia de ponta e a cultura do Hygge (que já explicamos no início do post), transformam qualquer passeio em uma experiência inesquecível.
Aarhus: Cultura e História
Aarhus é a segunda maior cidade da Dinamarca. Localizada na Península da Jutlândia, ela possui uma energia jovem e vibrante graças à sua grande população universitária, mas sem perder o charme histórico.
O grande destaque é o ARoS Art Museum, famoso por sua passarela circular de vidro colorido que oferece uma vista panorâmica de toda a região em cores do arco-íris.
Para os amantes de história, o museu a céu aberto Den Gamle By (A Cidade Velha) é uma viagem no tempo obrigatória, recriando a vida urbana dinamarquesa dos séculos passados com casas originais remontadas tijolo por tijolo.
Odense: A Terra Natal dos Contos de Fadas
Odense está localizada na ilha de Fyn, a apenas uma hora e meia de trem de Copenhague. Odense é uma parada obrigatória para os sonhadores.
A cidade é mundialmente famosa por ser o local de nascimento de Hans Christian Andersen, o autor de clássicos como "A Pequena Sereia" e "O Patinho Feio".
O centro histórico é repleto de ruas de paralelepípedos e casas coloridas preservadas que parecem ter saído de um livro de histórias. A principal atração é o moderno Museu Hans Christian Andersen, que explora a vida e a obra do escritor de forma interativa.
É um destino tranquilo, encantador e perfeito para quem busca conhecer a alma poética da Dinamarca.
Billund e Legoland: O Berço da Magia LEGO
Billund é famosa por ser o local de nascimento do brinquedo mais famoso do mundo: o LEGO.
Conhecida como a "Capital das Crianças", é aqui que fica a original Legoland Billund Resort, o primeiro parque da franquia, inaugurado em 1968.
O centro do parque é a Miniland, uma área impressionante onde monumentos mundiais e paisagens dinamarquesas foram recriados usando mais de 20 milhões de peças de LEGO.
Billund abriga a moderna LEGO House (a "Casa do Bloco"). Diferente da Legoland, este é um centro de experiência interativo e uma obra-prima da arquitetura, onde visitantes de todas as idades podem mergulhar na história da marca e criar suas próprias construções.
Billund é uma parada fácil e obrigatória, especialmente para quem viaja com família.
Como chegar em Billund: É possível voar direto para Billund ou pegar um trem saindo de Copenhague (aprox. 3 horas de viagem).
Em Billund está o segundo maior aeroporto da Dinamarca, o Aeroporto de Billund (BLL).
Principais Pontos Turísticos da Dinamarca
Jardins do Tivoli (Tivoli Gardens)
Localizado no centro de Copenhague, o Tivoli é muito mais do que um parque de diversões; é um tesouro histórico e cultural. Inaugurado em 1843, é o segundo parque de diversões mais antigo do mundo em funcionamento e serviu de grande inspiração para Walt Disney criar a Disneyland.
O parque é famoso por sua mistura encantadora de arquitetura exótica, jardins exuberantes e brinquedos nostálgicos.
A Atmosfera de Conto de Fadas: O parque possui uma estética antiga e preservada, com pagodes orientais, palácios de vidro e lagos tranquilos.
Atrações Variadas: Oferece desde a Rutschebanen (uma das montanhas-russas de madeira mais antigas do mundo, construída em 1914) até torres de queda livre e brinquedos modernos de alta adrenalina.
Magia Noturna: Ao anoitecer, o Tivoli se transforma com milhares de luzes coloridas e lanternas, criando um ambiente romântico e mágico.
Cultura e Gastronomia: O local abriga concertos de música clássica e pop, teatros de pantomima e uma vasta seleção de restaurantes, desde lanches rápidos até alta gastronomia dinamarquesa.
Curiosidade: O parque muda completamente conforme a estação. Durante o Halloween e o Natal, o Tivoli recebe decorações temáticas impressionantes que atraem visitantes de todo o mundo.
Canal de Nyhavn (Porto Novo)
O O Canal de Nyhavn foi escavado em 1671, a mando do Rei Christian V, para permitir o acesso de barcos mercantes ao local.
Ao redor do Canal de Nyhavn, os ricos mercadores instalaram-se dando início a Era de Ouro de Copenhague.
Hoje o novo porto do Canal de Nyhavn transformou-se em uma das áreas mais elegantes e turísticas da cidade.
As Casas Coloridas: O lado norte do canal (o lado ensolarado) é alinhado por casas históricas pintadas em cores vivas, construídas com madeira, tijolos e gesso. A casa mais antiga é a de número 9, datada de 1681.
Repleto de restaurantes, bares de jazz e cafés com mesas ao ar livre, é o lugar perfeito para sentar, beber uma cerveja local e observar o movimento, especialmente no verão.
O canal funciona como um museu portuário a céu aberto, com diversos navios de madeira antigos restaurados ancorados ao longo do cais.
Ponto de Partida: É daqui que sai a maioria dos passeios de barco pelos canais, uma das melhores formas de ver a cidade, a Ópera e a estátua da Pequena Sereia.
O famoso escritor de contos de fadas Hans Christian Andersen viveu no Nyhavn por muitos anos. Ele morou nas casas de número 18, 20 e 67, onde escreveu algumas de suas histórias mais famosas.
Estátua da Pequena Sereia (The Little Mermaid)
A estátua da Pequena Sereia (Den Lille Havfrue) está localizada no calçadão de Langelinie. Esta escultura de bronze atrai milhões de visitantes todos os anos, que vêm admirar sua expressão melancólica voltada para o mar.
Inaugurada em 1913, ela foi um presente do cervejeiro Carl Jacobsen (fundador da Carlsberg) à cidade, após ele ter se encantado com um balé baseado no conto de fadas de Hans Christian Andersen.
A estátua tem apenas 1,25 metro de altura e pesa cerca de 175 kg, o que reforça sua imagem de fragilidade e delicadeza.
O escultor Edvard Eriksen teve um desafio inusitado. A bailarina Ellen Price (a estrela do balé que inspirou a obra) concordou em modelar apenas para o rosto, recusando-se a posar nua. O corpo, então, foi modelado na esposa do escultor, Eline Eriksen.
Histórico de Resistência: A estátua é uma sobrevivente. Ao longo das décadas, ela foi alvo de diversos vandalismos políticos e artísticos: já foi decapitada duas vezes (1964 e 1998), teve um braço serrado e foi coberta de tinta várias vezes. Sempre restaurada, ela permanece firme em sua rocha.
Palácio Amalienborg
O Palácio Amalienborg é o centro da monarquia na Dinamarca e a residência oficial de inverno da Família Real. Diferente de muitos palácios europeus que são um único edifício imenso cercado por portões, Amalienborg é um complexo arquitetônico surpreendente e acessível.
Localizado perto da orla, ele é considerado uma das maiores obras da arquitetura rococó dinamarquesa.
Principais Destaques:
Quatro Palácios em Um: O complexo é formado por quatro palácios externamente idênticos que circundam uma praça octogonal. No centro, destaca-se a estátua equestre do Rei Frederico V.
A Troca da Guarda: É a atração mais popular do local. Diariamente, ao meio-dia, a Guarda Real Dinamarquesa (Den Kongelige Livgarde), com seus uniformes clássicos e altos chapéus de pele de urso, realiza a cerimônia de troca de turno. A marcha começa no Castelo de Rosenborg e termina no Palácio Amalienborg.
Museu Real: Enquanto dois dos palácios são residências privadas (um para o Monarca e outro para o Príncipe Herdeiro), o Palácio de Cristiano VIII abriga o Museu de Amalienborg, onde visitantes podem ver aposentos reais preservados e conhecer a história da dinastia Glücksburg.
Do centro da praça do palácio, você tem uma vista direta e alinhada para a monumental Igreja de Mármore (Marmorkirken) de um lado e para a Ópera de Copenhague do outro, do outro lado da água.
Curiosidade (A Dica da Bandeira): Como saber se o Rei está em casa? Basta olhar para o mastro do telhado do palácio residencial. Se a bandeira com o brasão real estiver hasteada, significa que o monarca está presente no palácio naquele momento.
Castelo de Kronborg (Castelo de Hamlet)
Localizado na cidade de Helsingør (a cerca de 45 minutos de trem de Copenhague), o Castelo de Kronborg (Elsinore) é o castelo mais famoso da Dinamarca. Ele é Patrimônio Mundial da UNESCO e guarda a entrada do Mar Báltico, posicionado estrategicamente no ponto mais estreito entre a Dinamarca e a Suécia.
Mundialmente, ele é conhecido como Elsinore, o cenário da famosa tragédia Hamlet, de William Shakespeare.
Principais Destaques:
Conexão com Shakespeare: Embora o dramaturgo inglês nunca tenha visitado o local, a fama da vida na corte de Kronborg (conhecida por festas e banquetes luxuosos no século XVI) chegou aos seus ouvidos. Hoje, o castelo respira a peça: no verão, atores encenam cenas de Hamlet pelos corredores e pátios, interagindo com os turistas.
O Gigante Adormecido: Nos porões escuros e úmidos do castelo (as casamatas), encontra-se a estátua de Holger Danske (Holger, o Dinamarquês). A lenda diz que este herói mítico está apenas dormindo e que acordará para salvar a Dinamarca se o país correr grande perigo.
Salão de Baile: O castelo abriga um dos maiores salões de baile do norte da Europa. Em sua época de ouro, o Rei Frederico II dava banquetes lendários aqui para ostentar poder e riqueza, financiados pelas taxas cobradas dos navios que passavam pelo estreito.
Vista para a Suécia: Do terraço dos canhões, a vista é impressionante. A Suécia está tão perto (apenas 4 km de distância) que é possível ver a cidade de Helsingborg a olho nu do outro lado da água.
Castelo Frederiksborg (Frederiksborg Slot)
Localizado em Hillerød (norte de Copenhague), o Castelo Frederiksborg é uma obra-prima incomparável do Renascimento nórdico. Construído pelo Rei Christian IV no início do século XVII, ele foi projetado para ostentar poder e riqueza, sendo frequentemente chamado de o Versalhes da Dinamarca devido à sua grandiosidade e jardins elaborados.
Diferente do Castelo de Kronborg (que era uma fortaleza militar), o Castelo de Frederiksborg foi feito para ser uma residência de prazer e celebração.
Principais Destaques:
Cenário de Cinema: O castelo foi construído sobre três ilhotas no meio de um pequeno lago (o Slotssøen). A vista do castelo refletido na água ao pôr do sol é uma das imagens mais fotogênicas do país.
Museu de História Nacional: Desde 1878, o castelo abriga o maior museu de história cultural da Dinamarca. Seus salões imensos estão repletos de retratos, móveis de época e arte que contam 500 anos de história dinamarquesa.
A Capela Real: Esta é uma das poucas partes da estrutura original que sobreviveu a um incêndio devastador em 1859. É um local sagrado onde, durante séculos, os monarcas dinamarqueses foram coroados (ungidos). As paredes são decoradas com centenas de brasões de cavaleiros das ordens reais.
Jardins Barrocos: O parque do castelo é imenso e possui um jardim barroco perfeitamente simétrico, com cascatas e monogramas reais desenhados em cercas vivas, ideal para caminhadas longas.
Curiosidade: O castelo que vemos hoje só existe graças à cerveja. Após o grande incêndio de 1859, a família real não tinha fundos para reconstruí-lo. Quem pagou a conta da restauração e fundou o museu foi J.C. Jacobsen, o fundador da cervejaria Carlsberg, como um presente à nação.
Vídeo - Castelo de Frederiksborg na Dinamarca
Sugestão de Roteiro: O Melhor da Dinamarca
Dia 1: Os Cartões-Postais (O Centro Histórico)
Foque na região do porto e na orla para se ambientar.
Manhã: Comece em Nyhavn. Tire fotos das casas coloridas e faça um Passeio de Barco pelos canais (1 hora) para ver a cidade da água.
Tarde: Caminhe até o Palácio de Amalienborg (tente ver a troca da guarda ao meio-dia). Visite a Igreja de Mármore logo em frente. Siga caminhando pela orla até o Kastellet para encontrar a Pequena Sereia.
Noite: Jante no centro e caminhe pela Strøget (a maior rua de pedestres do mundo).
Dia 2: Realeza e Magia (Cultura e Diversão)
Um dia dedicado à história da coroa e ao lazer.
Manhã: Visite o Castelo de Rosenborg (no centro da cidade) para ver as Joias da Coroa e passear pelos Jardins do Rei. Suba a Rundetårn (Torre Redonda) para uma vista panorâmica.
Tarde/Noite: Dedique o restante do dia aos Jardins do Tivoli. Vá no final da tarde para aproveitar o parque à luz do dia e fique até a noite para vê-lo todo iluminado e jantar em um dos seus restaurantes.
Dia 3: O Lado Alternativo e Panorâmico
Explore bairros com vibrações diferentes.
Manhã: Vá ao bairro de Christianshavn. Suba na torre em espiral da Igreja de Nosso Salvador (Vor Frelsers Kirke) para a melhor vista da cidade.
Tarde: Explore a Cidade Livre de Christiania, uma comunidade independente e única.
Noite: Jante no Meatpacking District (Kødbyen), uma antiga área industrial transformada no local mais "cool" da cidade para bares e restaurantes.
Dia 4: Bate-volta aos Castelos do Norte (North Zealand)
Use o trem para sair da cidade e ver os gigantes históricos (requer um dia inteiro).
Manhã: Pegue o trem para Hillerød e visite o Castelo de Frederiksborg (o "Versalhes Dinamarquês") e seus jardins barrocos.
Tarde: Pegue o trem local para Helsingør e visite o Castelo de Kronborg (o castelo de Hamlet). Explore o centro histórico da cidadezinha de Helsingør.
Volta: Retorne de trem para Copenhague no fim do dia.
Dia 5: Arte Moderna ou Um Pulo na Suécia
Para fechar a viagem, escolha uma destas opções:
Opção A (Arte): Pegue o trem para o Museu Louisiana de Arte Moderna. Fica à beira-mar, tem uma arquitetura incrível e é considerado um dos melhores do mundo.
Opção B (País vizinho): Pegue o trem e atravesse a ponte Øresund até Malmö, na Suécia. A viagem dura apenas 35 minutos e você pode conhecer outro país em uma tarde.
Como se locomover em Copenhague
Aqui está um guia prático sobre como se locomover em Copenhague. O sistema é extremamente eficiente, pontual e totalmente integrado.
Visão Geral: Um Sistema Integrado
A regra em Copenhague é a integração. O mesmo bilhete serve para Metrô, Trem (S-tog), Ônibus e Barco-ônibus (Havnebus). Você compra o bilhete por "Zonas" e tempo, não por meio de transporte.
1. Principais Meios de Transporte
Metrô (Metro): Moderno e funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana. É a forma mais rápida de ir do Aeroporto ao centro (15 minutos). As linhas M3 (Cityringen) e M4 conectam as principais áreas turísticas.
Trem Suburbano (S-tog): Identificados por um grande "S" vermelho nas estações. São trens mais robustos que conectam o centro aos bairros mais distantes e subúrbios. Você usará este trem para ir aos castelos fora da cidade.
Ônibus: Os ônibus da linha "A" (ex: 1A, 2A) funcionam o dia todo com alta frequência (a cada 3-7 minutos).
Barco-ônibus (Havnebus): São os barcos amarelos e azuis (linhas 991 e 992). Eles cruzam o canal principal e custam o mesmo que um ônibus comum. É uma forma barata de fazer um "mini cruzeiro" e ver a Ópera e a Biblioteca Real da água.
2. Entendendo as Zonas e Bilhetes
Copenhague é dividida em zonas coloridas no mapa.
Zonas 1-4 (City Pass Small): Cobre todo o centro da cidade (incluindo Tivoli, Nyhavn, Pequena Sereia) e o trajeto até o Aeroporto.
Todas as Zonas (City Pass Large): Cobre a capital + toda a região da Zelândia do Norte. Você precisará desta cobertura para o "Dia 4" do roteiro (Castelos de Kronborg e Frederiksborg).
App "DOT Tickets": A forma mais fácil de comprar bilhetes avulsos ou City Pass no seu celular.
Máquinas na Estação: Aceitam cartões de crédito.
Atenção: Não há catracas nas estações de metrô ou trem. O sistema é baseado na confiança, mas há fiscais frequentes. A multa por não ter bilhete válido é pesada (cerca de 750 DKK ou mais).
3. A Capital Mundial da Bicicleta
Copenhague foi feita para bicicletas. Existem mais bikes do que carros!
Como Alugar: A maneira mais fácil para turistas é usar aplicativos como Donkey Republic. Você localiza a bike no mapa do app, destrava com o bluetooth do celular e paga pelo tempo de uso.
Os dinamarqueses levam o ciclismo a sério e pedalam rápido (é o meio de transporte deles para o trabalho).
Sempre mantenha-se à direita na ciclovia.
Se for parar, levante a mão para sinalizar.
Nunca ande na calçada de pedestres.
Use as luzes da bicicleta à noite (obrigatório).
4. Caminhada
Copenhague é plana e compacta. Se você estiver hospedado na região central (Indre By), provavelmente fará quase tudo a pé. Do Tivoli até Nyhavn, por exemplo, é uma caminhada agradável de cerca de 20 minutos passando pela rua de compras Strøget.
Gastronomia na Dinamarca
A culinária dinamarquesa passou por uma transformação radical nas últimas décadas. O que antes era uma cozinha de subsistência baseada em batatas e carne de porco transformou-se em um dos cenários gastronômicos mais aclamados do mundo, sem perder o carinho pelos pratos clássicos.
1. A Base Tradicional: Simplicidade e Sabor
A cozinha clássica dinamarquesa é rica, substanciosa e feita para enfrentar o clima frio.
Smørrebrød: É o prato nacional mais famoso. Trata-se de um "sanduíche aberto" montado sobre uma fatia densa de pão de centeio (Rugbrød), coberto com uma variedade artística de ingredientes, como arenque em conserva, rosbife, ovos, camarões e remoulade.
Carne de Porco: Os dinamarqueses amam carne suína. O Stegt flæsk (barriga de porco frita servida com molho de salsa e batatas) é frequentemente eleito o prato favorito da nação.
Peixes e Conservas: Devido à geografia costeira, o arenque (Sild) — marinado, curado ou ao curry — é onipresente, especialmente em almoços festivos.
2. A Nova Cozinha Nórdica (Det Nye Nordiske Køkken)
A partir dos anos 2000, a Dinamarca colocou-se no mapa mundial da alta gastronomia, impulsionada pelo restaurante Noma (várias vezes eleito o melhor do mundo) e pelo chef René Redzepi.
Filosofia: Foco total em ingredientes locais, sazonais e sustentáveis.
Inovação: Uso de técnicas de fermentação e ingredientes forrageados (colhidos na natureza), como musgos, espinheiro-marítimo, cogumelos selvagens e algas.
Estrelas Michelin: Copenhague possui uma densidade impressionante de restaurantes estrelados, atraindo turistas gastronômicos de todo o globo.
3. Doçaria e "Hygge"
A comida na Dinamarca está intrinsecamente ligada ao conceito de Hygge (uma sensação de aconchego e bem-estar social).
Wienerbrød: O que o mundo chama de "Danish pastry", na Dinamarca chama-se "Pão de Viena". São massas folhadas amanteigadas, recheadas com creme, geleia ou marzipã.
Bebidas: A cerveja (com gigantes como Carlsberg e Tuborg e muitas microcervejarias) é a bebida padrão. Em ocasiões especiais, bebe-se o Akvavit (aguardente de cereais e especiarias), geralmente acompanhando o arenque.
Transfers e Tours em Copenhague
Como chegar em Copenhague saindo do Brasil
Atualmente, não existem voos diretos do Brasil para o Aeroporto de Copenhague-Kastrup (CPH), na Dinamarca. A rota exige, obrigatoriamente, fazer ao menos uma conexão em algum grande aeroporto europeu.
As principais rotas e companhias aéreas são:
Via Alemanha (Lufthansa): Conexão geralmente em Frankfurt (FRA) ou Munique (MUC). É uma das opções mais frequentes saindo de São Paulo (GRU) ou Rio de Janeiro (GIG).
Via Portugal (TAP): Conexão em Lisboa (LIS). É uma ótima opção por oferecer voos saindo de diversas capitais brasileiras (como Salvador, Recife, Brasília, Belo Horizonte, etc.), não apenas do eixo Rio-SP.
Via França (Air France): Conexão em Paris (CDG).
Via Holanda (KLM): Conexão em Amsterdã (AMS).
Via Reino Unido (British Airways): Conexão em Londres (LHR).
Via Suíça (Swiss): Conexão em Zurique (ZRH).
Duração da Viagem O tempo total de viagem costuma variar entre 14 a 18 horas, dependendo do tempo de espera na conexão escolhida.
Chegada Você desembarcará no Aeroporto de Copenhague-Kastrup (CPH). Ele é extremamente bem localizado e conectado; você pode pegar um metrô ou trem direto de dentro do aeroporto e chegar ao centro da cidade em cerca de 15 minutos.
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O melhor lugar para se hospedar em Copenhague
1. Indre By (Centro Histórico) – A melhor localização
É o centro da cidade. Se você quer fazer tudo a pé e ficar perto dos cartões-postais como o canal de Nyhavn, a rua de compras Strøget e o parque Tivoli, este é o lugar.
Vibe: Turística, charmosa e movimentada.
Ideal para: Quem visita pela primeira vez e quer praticidade.
Preço: Geralmente é a área mais cara.
2. Vesterbrov – A opção descolada e conveniente
Fica logo atrás da Estação Central (o que facilita muito a chegada do aeroporto). Antigamente uma área industrial, hoje abriga o Meatpacking District, cheio de restaurantes e bares modernos.
Vibe: Urbana, jovem e com ótima vida noturna.
Ideal para: Casais jovens e quem gosta de gastronomia e agito.
3. Nørrebro – O bairro "Hipster" e Multicultural
Um pouco mais afastado do centro turístico, mas facilmente acessível de bicicleta ou ônibus. É conhecido por suas lojas vintage, cafés artesanais e diversidade cultural.
Vibe: Alternativa, colorida e vibrante.
Ideal para: Quem busca um ambiente local e preços um pouco mais acessíveis.
4. Østerbro – Tranquilidade e Família
Uma área mais residencial e sofisticada, perto da estátua da Pequena Sereia e de grandes parques.
Vibe: Calma, elegante e segura.
Ideal para: Famílias com crianças ou quem prefere silêncio à noite.
Dica Importante: O transporte público em Copenhague (metrô e ônibus) é impecável. Mesmo que você não fique exatamente no centro, chegar às atrações é muito rápido e fácil.
Recomendamos sempre fazer a reserva do hotel com muita antecedência, para conseguir as melhores tarifas e os melhores hotéis.
O que fazer em Copenhague - Dinamarca
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