O que fazer na Martinica: Roteiro Completo, Praias e Dicas de Fort-de-France
🌅 Dicas de Turismo da Ilha da Martinica
Por Beto Marques - Atualizado em Janeiro de 2026
Onde fica a Ilha da Martinica
A Ilha da Martinica é um departamento ultramarino da França, no Caribe. A Ilha da Martinica está entre o Atlântico norte e o mar do Caribe, ao norte de Trinidad e Tobago, ao noroeste de Dominica e ao sul de Santa Lúcia. Está a aproximadamente 450 km a nordeste da costa da América do Sul.
Sua capital é Fort-de-France, onde se encontra o Porto Marítimo de Cruzeiros e o Aeroporto Internacional de Fort-de-France - FDF.
Qual a melhor época para viajar a Ilha da Martinica?
A melhor época para viajar a Ilha da Martinica é durante a estação seca, que vai de dezembro a abril.
Neste período, o clima está mais ameno e as chuvas são menos frequentes, oferecendo dias ensolarados ideais para explorar as belas praias, trilhas e atrações culturais da ilha.
Durante esses meses, a Martinica tem várias festividades, como o Carnaval, que ocorre geralmente em fevereiro ou março, proporcionando aos visitantes a oportunidade de vivenciar a rica cultura e tradição local.
No entanto, é importante lembrar que esta também é a alta temporada turística, então planejar com antecedência é aconselhável para garantir melhores preços e disponibilidade nos alojamentos.
Visto - brasileiro não precisa de visto para visitar a Ilha da Martinica
Moeda - Euro
Idioma - Francês
Fuso horário - uma hora atrás do horário de Brasília
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Como chegar na Martinica saindo do Brasil
1. Via Guiana Francesa (Belém) - A Rota Regional que eu recomendo
Esta é uma excelente opção para quem está no Norte do Brasil ou quer evitar ir até a Europa/EUA.
Como funciona: A Azul opera voos de Belém (BEL) para Caiena (CAY). De Caiena, a Air France opera voos curtos para a Martinica.
Atenção: A frequência dos voos Belém-Caiena varia e não é diária. É preciso casar bem as datas.
Companhias: Azul (até Caiena) + Air France (até Fort-de-France).
2. Via Panamá
Voo de várias capitais do Brasil com a Copa Airlines com conexão na Cidade do Panamá, outra conexão para Santo Domingo, na República Dominicana. De Santo Domingo voo direto da Air Caraïbes para Aeroporto Internacional de Fort-de-France - FDF, na Martinica.
3. Via França (Paris)
Embora pareça contramão geográfica (ir até a Europa para voltar ao Caribe), esta é frequentemente a opção com maior disponibilidade de voos.
Como funciona: Você voa do Brasil (GRU ou GIG) para Paris.
O Detalhe Importante: A maioria dos voos do Brasil chega no aeroporto Charles de Gaulle (CDG), mas a maioria dos voos para o Caribe sai do aeroporto de Orly (ORY).
Você precisará trocar de aeroporto (existe ônibus direto), o que exige um tempo de conexão longo (pelo menos 4 horas).
Companhias: Air France, LATAM (até Paris). De Paris para Martinica: Air France, Corsair, Air Caraïbes.
4. Via Estados Unidos (Miami) - A Rota Mais Rápida
Se você possui visto americano, esta costuma ser a rota mais rápida.
Como funciona: Voa-se do Brasil para Miami (MIA). De lá, a American Airlines tem voos diretos para Fort-de-France (FDF).
Requisito: Necessário Visto Americano válido, mesmo que seja apenas para conexão.
Companhias: American Airlines, LATAM (até Miami).
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Melhores Praias da Martinica
Dentre as atrações da Ilha Martinica estão o Forte de Saint Louis, Biblioteca Schoelcher, Praia Grande Anse des Salines - considerada a mais linda da ilha, a Península de Caravelle, a Praia de Grande Anse d' Arlet, o Vulcão Mont-Pelée, Tour pela Martinica, Passeio de barco até Robert's Bay com licores, a Destilaria de Rum em Saint-Pierre.
Grande Anse des Salines(Sainte-Anne): A mais famosa
A Praia Grande Anse des Salines tem 02 km de extensão e é a praia mais conhecida e bonita da Martinica, localizada no sul da ilha. Praia de areia branca e fina e os coqueiros debruçados sobre as águas calmas e de um azul brilhante.
A praia está dividida em três partes: Grande Anse des Salines, a maior e mais conhecida, Petite Anse des Salines a oeste e Grande Terre des Salines a leste.
Dica: Evite ir nos finais de semana se quiser paz, pois os locais lotam a praia.
Anse Dufour e Anse Noire: As tartarugas marinhas
São praias vizinhas separadas por poucos metros, mas uma tem areia dourada, Anse Dufour e a outra areia preta vulcânica, Anse Noire. Ótimo para fotos de contraste.
Anse Couleuvre: No extremo norte
A Praia Anse Couleuvre é uma praia de areia preta, selvagem, cercada por selva.
Dica: É necessário fazer uma pequena trilha para chegar. Ótimo para o público aventureiro.
Grande Anse d'Arlet
A Praia de Grande Anse d'Arlet não é apenas uma praia; é a imagem icônica que define o turismo na Martinica. Localizada na encantadora vila de Les Anses-d'Arlet, na costa sudoeste da ilha, esta praia combina beleza natural, charme cultural e uma biodiversidade marinha acessível.
Ao chegar, a primeira coisa que captura o olhar é a simetria perfeita entre o longo píer de madeira que avança sobre o mar e a Igreja de Saint-Henri ao fundo. A igreja, com sua arquitetura colonial e torre sineira, está alinhada exatamente com o pontão, criando uma perspectiva única que é, sem dúvida, a fotografia mais famosa da ilha.
A Praia de Grande Anse d'Arlet é mundialmente conhecida pela facilidade de avistar vida marinha.
Tartarugas Marinhas: A poucos metros da areia, nas áreas de ervas marinhas (o "capim" do fundo do mar), é extremamente comum nadar ao lado de tartarugas verdes e tartarugas-de-pente. Elas estão acostumadas com a presença humana, mas é essencial manter a distância e não tocá-las.
Recifes: Perto das rochas (especialmente na ponta direita da praia, conhecida como Pointe du Bout), há uma grande variedade de peixes coloridos, estrelas-do-mar e corais.
Anse Pointe-Marin
A praia Anse Pointe-Marin está na entrada da cidade de Sainte-Anne. Está no sudoeste da Ilha da Martinica.
A praia é muito popular e famosa por suas águas calmas, claras e rasas, ideais para famílias e crianças, com areia fina, sombra de coqueiros e fácil acesso a bares e esportes aquáticos, embora possa ter bastante gente, especialmente nos fins de semana, e algumas áreas exijam atenção para insetos ao pôr do sol.
Vários clubes oferecem aluguel de equipamentos para esportes aquáticos e passeios de mergulho.
Natureza e Aventura da Martinica
Jardin de Balata
O Jardin de Balata está localizado a apenas 10 km da capital Fort-de-France, na "Route de la Trace", o Jardin de Balata (Jardim de Balata) não é apenas um parque, é uma imersão sensorial na biodiversidade do Caribe.
Criado pelo paisagista e horticultor Jean-Philippe Thoze em 1982, o jardim é organizado em torno da antiga casa de sua avó, transformando uma propriedade familiar em um dos jardins botânicos mais belos do mundo.
Vulcão Mont-Pelée: Montagne Pelée
O Vulcão Mont-Pelée (ou Monte Pelado) é um vulcão ativo localizado no extremo norte da Martinica. Com 1.397 metros de altitude, é o ponto mais alto da ilha e uma presença imponente que moldou não apenas a geografia, mas a identidade cultural do povo martinicano. Recentemente, em 2023, foi inscrito na lista de Patrimônio Mundial da UNESCO, reconhecido por sua biodiversidade e importância geológica.
É impossível falar do Mont-Pelée sem mencionar o evento que o tornou mundialmente famoso. Em 8 de maio de 1902, uma erupção catastrófica (nuvem ardente) desceu a encosta a centenas de quilômetros por hora, destruindo completamente a cidade de Saint-Pierre — na época conhecida como a "Pequena Paris das Antilhas" — em questão de minutos.
O Impacto: Cerca de 30.000 pessoas morreram instantaneamente. A tragédia deixou apenas alguns sobreviventes lendários, como Louis-Auguste Cyparis, que sobreviveu protegido pelas grossas paredes de sua cela na prisão.
Hoje: O vulcão é monitorado 24 horas por dia por um observatório moderno, sendo considerado seguro para visitação, embora permaneça ativo.
Dica: Para os amantes de aventura, escalar o Mont-Pelée é a atividade número um na Martinica. A subida exige preparo físico. Se o tempo estiver nublado (o que é comum), a vista some. Recomende checar a previsão antes de ir.
La Baignoire de Joséphine
La Baignoire de Joséphine ocalizada na costa atlântica da ilha, entre as ilhotas de Le François, ela não é uma praia no sentido tradicional, mas sim um "fonds blancs" (fundo branco) — um banco de areia em alto mar protegido por recifes de corais. A Lenda: Diz-se que a Imperatriz Joséphine de Beauharnais, esposa de Napoleão Bonaparte e nascida na Martinica, adorava se banhar ali.
Geralmente acessado por passeios de catamarã saindo de Le François.
História e Cultura (Fort-de-France e Arredores)
Biblioteca Schoelcher: Uma Joia Arquitetônica em Fort-de-France
No coração da capital da Martinica, de frente para o parque La Savane, ergue-se um edifício que parece ter saído de um livro de contos de fadas. A Biblioteca Schoelcher é um monumento histórico que desafia a lógica arquitetônica caribenha com sua exuberância de cores, mosaicos e estruturas metálicas. É, sem dúvida, o prédio mais fotografado em Fort-de-France.
Na Exposição Universal de 1889: O edifício foi projetado pelo arquiteto Henri Picq e construído em Paris para a famosa Exposição Universal (a mesma que inaugurou a Torre Eiffel).
Desmontagem e Envio: Após a feira, o prédio foi desmontado peça por peça, colocado em navios e transportado através do Oceano Atlântico até Fort-de-France, onde foi remontado meticulosamente, sendo inaugurado em 1893.
Catedral de Saint-Louis
Localizada no centro de Fort-de-France, Catedral de Saint-Louis se destaca por sua estrutura leve e metálica, projetada para resistir a terremotos e furacões. Antes do prédio atual (inaugurado em 1895), seis igrejas anteriores no mesmo local foram destruídas por incêndios, furacões ou terremotos.
O arquiteto Pierre-Henri Picq (o mesmo da Biblioteca Schoelcher) desenhou um edifício pré-fabricado na França com vigas de ferro, capaz de balançar sem quebrar durante terremotos e resistir ao fogo. É, essencialmente, uma "irmã arquitetônica" da Torre Eiffel.
Ruínas de Saint-Pierre
Saint-Pierre foi a antiga capital de Martinica e foi destruída pela erupção do Vulcão Pelée em 1902. É conhecida como a "Pompeia do Caribe".
Hoje, Saint-Pierre é uma Cidade de Arte e História, onde a vida moderna convive lado a lado com os esqueletos de pedra do passado.
1. O Calabouço de Cyparis (Le Cachot de Cyparis)
Louis-Auguste Cyparis era um prisioneiro local, encarcerado por uma briga de bar. Sua cela, pequena, sem janelas e com paredes de pedra extremamente grossas, acabou salvando sua vida.
Quando a nuvem ardente do vulcão (gás e cinzas a mais de 1000°C) varreu a cidade, matando 30.000 pessoas instantaneamente, Cyparis foi um dos únicos três sobreviventes. Ele foi encontrado dias depois, gravemente queimado, mas vivo.
2. As Ruínas do Teatro (Le Théâtre)
Antes da erupção, o teatro de Saint-Pierre era o símbolo máximo da riqueza e sofisticação da cidade.
Inspirado no teatro de Bordeaux, na França, tinha capacidade para 800 pessoas e recebia companhias de ópera da Europa.
Hoje, restam a impressionante escadaria dupla de entrada, partes do piso e as fundações das paredes. Caminhar por ali é imaginar os fantasmas da elite martinicana que frequentava o local, vestida com a última moda de Paris.
Destaque: A estátua branca de uma mulher na entrada, que sobreviveu à destruição (embora tenha sido restaurada), adiciona um toque poético ao local.
3. A Igreja do Forte (L'Église du Fort)
As ruínas desta igreja são visivelmente impactantes. Localizada perto da beira-mar, ela foi quase totalmente arrasada.
Restam apenas partes das paredes e do altar, que hoje estão integradas a uma construção mais recente, criando um contraste visual entre o "antes e o depois". É um local de silêncio e respeito.
4. Memorial da Catástrofe de 1902 (Musée Frank A. Perret)
Para entender o que você está vendo nas ruas, a visita a este museu é obrigatória.
Recentemente renovado, o museu exibe objetos deformados pelo calor intenso da erupção: sinos de igreja derretidos, garrafas de vidro fundidas em formas estranhas, relógios parados na hora exata da tragédia e fotografias da cidade antes e logo após o desastre. É uma experiência emocionante que dá dimensão humana à catástrofe geológica.
5. O Cemitério Marinho (Naufrágios)
A destruição de Saint-Pierre não se limitou à terra. A baía da cidade é um cemitério subaquático. Vários navios que estavam ancorados no porto pegaram fogo e afundaram durante a erupção.
Rota do Rum (Turismo Gastronômico)
O rum da Martinica é o único com selo AOC (Denominação de Origem Controlada). Visitar uma destilaria é obrigatório.
Habitation Clément
A Habitation Clément é a mais famosa. Mistura destilaria antiga, jardim botânico e galeria de arte. Foi onde Bush e Mitterrand se encontraram nos anos 90.
Distillerie J.M
A Distillerie J.M - Fica no norte, encravada na selva, muito pitoresca.
O que comer na Martinica
Acras de Morue: Bolinhos de bacalhau (entrada onipresente).
Poulet Boucané: Frango defumado com cana-de-açúcar (comum em barracas de rua).
Colombo de Poulet: Frango ao curry (influência indiana na ilha).
Ti' Punch: O drink nacional (rum agrícola, limão e xarope de cana).
Sugestão de Roteiro: 7 Dias na Ilha da Martinica
Este roteiro foi desenhado para quem aluga carro (o que é altamente recomendado na ilha).
Dia 1: Chegada e o Coração da Capital
Manhã/Tarde: Chegada no Aeroporto Aimé Césaire (FDF). Retirada do carro alugado.
Passeio: Vá direto para o centro de Fort-de-France.
Visite a Biblioteca Schoelcher (arquitetura incrível) e a Catedral de Saint-Louis.
Caminhe pelo parque La Savane.
Noite: Jantar em um dos restaurantes perto da Marina de l'Etang Z'Abricots ou no centro.
Dia 2: O Sul Clássico e o Cartão-Postal
Manhã: Vá cedo para Les Salines (Sainte-Anne), a praia mais bonita da ilha. Águas calmas e areia branca.
Tarde: Visite a vila de Sainte-Anne para comprar artesanato e almoçar.
Fim de tarde: Pare na Savane des Pétrifications (uma paisagem quase desértica, contraste total com o resto da ilha) para uma caminhada curta e pôr do sol.
Dia 3: Tartarugas e a Igreja Famosa
Manhã: Anse Dufour e Anse Noire.
Dica: Chegue antes das 9h para nadar com tartarugas marinhas em Anse Dufour (leve snorkel!).
Tarde: Siga para Les Anses-d'Arlet.
Foto Obrigatória: O píer que leva direto à igreja da vila. É a foto mais famosa da Martinica no Instagram.
Extra: Se der tempo, pare no mirante do Rocher du Diamant (Pedra do Diamante).
Dia 4: O Norte Selvagem, Jardim e Vulcão
Manhã: Suba em direção ao norte. Primeira parada: Jardin de Balata. Caminhe pelas passarelas suspensas entre as árvores.
Estrada: Siga pela Route de la Trace (N3), uma estrada cênica no meio da selva tropical.
Tarde: Visite Saint-Pierre (a antiga capital destruída pelo vulcão em 1902). Conheça o museu vulcanológico e as ruínas do teatro.
Opcional: Visita à Distillerie Depaz (aos pés do vulcão Montagne Pelée) para provar rum agrícola.
Dia 5: A Costa Atlântica e os "Fonds Blancs"
Manhã: Dirija até Le François ou Le Robert.
Atividade: Passeio de barco (catamarã ou lancha) para a Baignoire de Joséphine. É uma piscina natural em alto mar onde se bebe o "Batismo do Rum" com água na cintura.
Tarde: Visita à Habitation Clément. É muito mais que uma destilaria; é um museu a céu aberto e galeria de arte.
Dia 6: Natureza na Península da Caravelle
Manhã: Vá para a Presqu'île de la Caravelle.
Atividade: Trilha até as ruínas do Château Dubuc. A vista do oceano Atlântico é espetacular.
Tarde: Relaxe na praia de Tartane, uma vila de pescadores mais rústica e ótima para quem gosta de surf ou mar mais agitado.
Dia 7: Compras e Despedida
Manhã: Grand Marché de Fort-de-France (Mercado das Especiarias). O lugar ideal para comprar baunilha, rum, especiarias ("Bois d'Inde") e tecido madras (xadrez típico).
Tarde: Último mergulho na praia mais próxima do aeroporto (ex: Anse Mitan) e devolução do carro.
Transporte: Para fazer este roteiro de 7 dias na Martinica, alugar um carro é essencial, pois o transporte público não chega às praias mais afastadas como Les Salines.
Melhor Época: Este itinerário pode ser feito o ano todo, mas a melhor época para visitar a Martinica é de dezembro a abril, na estação seca.
Segurança: A Martinica é segura para dirigir? Sim, as estradas são excelentes (padrão francês), mas atenção às curvas na Route de la Trace.
Como se locomover na Ilha da Martinica
1. Carro Alugado (Altamente Recomendado)
Se você quer explorar a ilha de verdade — ir às praias do sul, subir o vulcão ao norte e visitar as destilarias — o carro é praticamente obrigatório. O transporte público na Martinica é focado nos moradores (trabalho/escola) e não atende bem as rotas turísticas.
Estradas: As estradas principais (Nacionais) são excelentes, comparáveis às da França continental (o que é raro no Caribe). As estradas secundárias podem ser sinuosas e estreitas, especialmente nas montanhas.
Trânsito: O grande problema da Martinica são os engarrafamentos (bouchons). A única estrada principal que cruza a ilha passa por Fort-de-France, que trava nos horários de pico (7h-9h e 16h-18h).
Dica: Alugue o carro com antecedência no Aeroporto Aimé Césaire. Opte por um carro com motor um pouco mais potente se for para o norte (muitas subidas íngremes) e automático (para não cansar no trânsito).
2. Barcos "Vedettes Tropicales" (Shuttle Marítimo)
Esta é a maneira mais agradável, rápida e cênica de atravessar a Baía de Fort-de-France, evitando o trânsito pesado da capital.
Rotas Principais: Conectam o centro de Fort-de-France (píer na orla) às áreas turísticas de Les Trois-Îlets (Pointe du Bout, Anse Mitan, Anse à l'Âne).
Vantagem: A viagem leva cerca de 20 minutos, é barata (aprox. 5 a 7 euros ida e volta) e oferece vistas lindas.
Quando usar: Se você estiver hospedado em Trois-Îlets e quiser jantar ou passear na capital, ou vice-versa.
3. Táxis Coletivos ("Taxicos")
Você verá muitas vans (minivans) com uma placa "TC" no topo. Esse é o transporte mais tradicional da ilha.
Como funciona: Eles não têm horários fixos; saem quando enchem. Eles conectam as comunas (cidades) do interior a Fort-de-France.
Onde pegar: Em Fort-de-France, eles saem do terminal em Pointe Simon. Nas outras cidades, geralmente há um ponto central.
O Grande Problema: Eles param de circular cedo (frequentemente às 18h durante a semana e às 13h aos sábados). Não funcionam aos domingos. Por isso, não são confiáveis para turismo noturno ou fins de semana.
4. Ônibus e TCSP (Transporte Público)
TCSP (Transporte Coletivo em Site Próprio): São ônibus modernos articulados (tipo BRT) que conectam o aeroporto ao centro de Fort-de-France em faixas exclusivas. Útil se você chegar sem carro e precisar ir direto ao centro, mas limitado a essa rota.
Rede Mozaïk: São os ônibus urbanos convencionais. Servem bem a capital e arredores, mas são pouco práticos para praias distantes como Les Salines.
5. Táxis Convencionais e Aplicativos
Táxis: Existem, mas são caros e nem sempre fáceis de encontrar na rua (melhor agendar ou pegar em pontos específicos como hotéis e aeroporto).
Aplicativos: O Uber não funciona na Martinica. Existem aplicativos locais (como o CocoApp), mas a frota é menor e o tempo de espera pode ser longo.
O melhor lugar para se hospedar na Ilha da Martinica
1. O Favorito dos Turistas: Les Trois-Îlets
É a região mais estratégica e com melhor infraestrutura. Fica no sul, do outro lado da baía da capital (Fort-de-France).
Por que escolher: É animado, tem muitos restaurantes, cassinos, lojas e uma marina de onde saem a maioria dos passeios de barco. Você pode pegar uma balsa rápida para a capital sem precisar enfrentar o trânsito.
Ideal para: Quem quer agito, conveniência e fazer de tudo um pouco.
Destaque: A área de Pointe du Bout é o centro da ação.
Sugestão de hotel: Hotel Bakoua (clássico com vista incrível) ou Hotel Bambou (estilo bangalô colorido).
2. Para Praias Paradisíacas: Sainte-Anne
Fica no extremo sul da ilha. É aqui que você encontrará aquela imagem clássica do Caribe: areia branca e mar azul-turquesa calmo.
Por que escolher: Abriga a praia mais famosa da ilha, Les Salines. É uma região mais pacata, focada em sol e mar.
Ideal para: Famílias com crianças (mar calmo) e casais que buscam relaxamento total.
Destaque: O Club Med Les Boucaniers fica aqui, sendo uma opção popular de all-inclusive (comida e bebida à vontade).
3. Para Vistas Dramáticas: Le Diamant
Localizado na costa sul, de frente para o famoso rochedo "Rocher du Diamant".
Por que escolher: A paisagem é de tirar o fôlego. A praia é extensa, bonita, mas o mar costuma ser mais agitado (com ondas), o que pode não ser ideal para nadar tranquilamente, mas é ótimo para caminhar e contemplar.
Ideal para: Quem busca um lugar charmoso, fotogênico e um pouco menos "pacote turístico" que Trois-Îlets.
4. Para Natureza e Autenticidade: O Norte (Le Carbet / Saint-Pierre)
Se a sua vibe é ecoturismo, fuja do sul e vá para o norte.
Por que escolher: Aqui as praias têm areia cinza ou preta (vulcânica). É a base para subir o vulcão Montagne Pelée, visitar cachoeiras e destilarias de rum históricas.
Ideal para: Aventureiros, trilheiros e quem quer ver a "Martinica real", longe dos resorts.
5. Para Cultura e Negócios: Fort-de-France - A capital da ilha.
Por que escolher: Arquitetura colonial, mercados de especiarias, bibliotecas e fácil acesso a transporte.
Ideal para: Estadias curtas, viajantes solo ou quem não pretende alugar carro e prefere usar transporte público/balsas. Não é o melhor lugar se o seu foco for passar o dia na areia da praia.
Recomendamos sempre fazer a reserva do hotel com muita antecedência, para conseguir as melhores tarifas e os melhores hotéis.
O que fazer em Fort-de-France - Martinica
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