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O que fazer em Pequim - China: Roteiro Imperdível

O que fazer em Pequim - China: Roteiro Imperdível

🌅 Dicas de Turismo de Pequim - China

Por Beto Marques - Post em Atualização ...

Ásia Extremo Oriente

Destaques de Pequim


China

A China (oficialmente República Popular da China) é uma das nações mais influentes, fascinantes e dinâmicas do planeta. Localizada no leste da Ásia, ela combina uma história milenar contínua com um desenvolvimento tecnológico e econômico que dita os rumos do mundo contemporâneo.


O Encontro do Passado Milenar com o Futuro Ultramoderno

História e Cultura Milenares: Com mais de 4.000 anos de história registrada, a China é o berço de invenções revolucionárias como o papel, a bússola, a pólvora e a imprensa. Sua filosofia baseada no Confucionismo e no Taoismo ainda molda a sociedade e as relações familiares.


Geografia Gigantesca e Diversa: É o terceiro maior país em área territorial do mundo. Sua paisagem varia drasticamente: desde as montanhas geladas do Himalaia (onde fica o Monte Everest) e os desertos áridos de Gobi, até florestas tropicais ao sul e planícies férteis cortadas por rios históricos, como o Rio Yangtzé.


Superpotência Global: Segunda maior economia do planeta, a China passou por uma abertura econômica profunda a partir do final da década de 1970. O país deixou de ser apenas a "fábrica do mundo" para se tornar líder global em inovação, inteligência artificial, trens de alta velocidade, carros elétricos e energia renovável.


Demografia Marcante: Com uma população superior a 1,4 bilhão de pessoas, a China abriga 56 grupos étnicos oficialmente reconhecidos, sendo a etnia Han a esmagadora maioria (cerca de 91%). O Mandarim é o idioma oficial e une essa gigantesca diversidade.


Turismo Extraordinário: Além da icônica Grande Muralha da China, o país atrai milhões de visitantes com tesouros como a Cidade Proibida em Pequim, os Guerreiros de Terracota em Xian, as paisagens cinematográficas de Zhangjiajie (que inspiraram o filme Avatar) e os santuários de preservação do Urso Panda.


O modelo político: Diferente de sua economia altamente conectada ao capitalismo global, o sistema político da China é de partido único, governado de forma centralizada pelo Partido Comunista Chinês (PCC).


A China de hoje é um paradoxo fascinante: um lugar onde templos budistas antigos dividem espaço com arranha-céus futuristas e onde o pagamentos por reconhecimento facial e aplicativos integrados (como o WeChat) já substituíram o dinheiro físico quase por completo.

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Estes são os temas abordados neste post sobre Pequim :

Qual a melhor época para viajar a Pequim?

Principais Atrações de Pequim

Dicas de compras em Pequim

Como se locomover em Pequim

Gastronomia: O que comer em Pequim

Roteiro de 3 dias em Pequim

Transfers e Tours em Pequim

Como chegar em Pequim saindo do Brasil

O melhor lugar para se hospedar em Pequim

Assista vídeo: Dicas de Turismo de Pequim - China


Qual a melhor época para viajar a Pequim?

A melhor época para viajar a Pequim é durante o outono, que vai de setembro a novembro.

Nesse período, a capital chinesa apresenta o clima mais agradável do ano, com dias firmes, céu azul e temperaturas amenas (geralmente entre 10°C e 22°C). Além disso, a paisagem urbana e a Grande Muralha ganham um visual incrível com as cores das folhas de outono.

Outono (Setembro a Novembro) – A Escolha Ideal: Clima perfeito para longas caminhadas ao ar livre. O único cuidado é evitar a primeira semana de outubro (Golden Week), o principal feriado nacional chinês, quando os pontos turísticos ficam extremamente lotados.

Primavera (Março a Maio) – Segunda Melhor Opção: As flores desabrocham e as temperaturas são agradáveis, mas a cidade costuma enfrentar tempestades de vento com areia vindas do Deserto de Gobi e picos de pólen.

Verão (Junho a Agosto) – Evite se puder: O calor é intenso (frequentemente passando dos 35°C), a umidade é alta e é a época mais chuvosa do ano. Os principais monumentos ficam cheios devido às férias escolares.

Inverno (Dezembro a Fevereiro) – Para quem curte frio: Os termômetros despencam para marcas negativas (chegando a -10°C) e o vento é cortante. A vantagem é encontrar a cidade bem menos movimentada e os preços de hospedagem mais baixos.


Dica: Independentemente da estação, evite o Ano Novo Chinês (geralmente entre o fim de janeiro e meados de fevereiro) e a Golden Week (1 a 7 de outubro), pois o país inteiro viaja nesses períodos, inflacionando preços e superlotando as atrações.


Para os cidadãos brasileiros, as regras de visto para a China se tornaram muito mais simples graças a um acordo de reciprocidade.

Isenção de Visto (Até 30 dias)

Brasileiros portadores de passaporte comum não precisam de visto para entrar na China se a viagem for a turismo, negócios, trânsito ou visita familiar, desde que a permanência máxima seja de até 30 dias.

Para usufruir da isenção, basta apresentar na imigração: Passaporte comum com validade mínima de 6 meses.

Passagens de ida e volta (ou de saída da China) confirmadas dentro do prazo de 30 dias. Comprovante de hospedagem (reserva de hotel ou carta-convite).


Certificado Internacional de Vacinação contra a Febre Amarela (exigido para quem sai do Brasil e deve ter sido tomado há pelo menos 10 dias da viagem).

Atenção: Essa isenção de 30 dias não pode ser prorrogada dentro do território chinês.

Quando o Visto Consular ainda é obrigatório?

Você precisará solicitar um visto formal junto à Embaixada ou Consulado da China no Brasil se:O período da sua viagem for superior a 30 dias.

O motivo da viagem for para trabalho remunerado (Visto Z), estudos de longa duração (Visto X) ou jornalismo.

Para esses casos, o processo envolve o preenchimento de um formulário digital no sistema oficial do governo chinês, o envio de documentos para pré-análise e o agendamento presencial para a coleta de impressões digitais.


Regiões Especiais (Hong Kong e Macau)

Se os seus planos de viagem incluírem apenas Hong Kong ou Macau, os brasileiros já contam com isenção de visto automática para turismo por até 90 dias, pois essas Regiões Administrativas Especiais possuem políticas de imigração próprias e independentes da China Continental.


Moeda - Renminbi (RMB)

Idioma - Mandarim

Fuso horário - onze horas à frente do horário de Brasília


Pequim

Pequim ou Beijing, que significa "Capital do Norte") é a capital política, cultural e educacional da China. Com mais de 3.000 anos de história, a metrópole é o coração do país, servindo como centro de poder de dinastias antigas até a era moderna da República Popular da China.


Epicentro Histórico Mundial: Nenhuma outra cidade do mundo abriga tantos patrimônios da humanidade da UNESCO. Entre eles estão a Cidade Proibida (o maior palácio imperial do planeta), o Templo do Céu, o Palácio de Verão de Pequim e a imensa Praça da Paz Celestial (Tiananmen). Além disso, os trechos mais famosos da Grande Muralha da China (como Badaling e Mutianyu) ficam a poucas horas do centro da cidade.


Os Tradicionais Hutongs: Para além dos palácios, a alma da Pequim antiga reside nos hutongs, becos e vielas tradicionais formados por casas de pátio quadrado (siheyuan). Hoje, muitos desses becos foram revitalizados e abrigam cafés descolados, lojas de design e cervejarias artesanais.


Arquitetura Futurista e Negócios: Do outro lado da história está o distrito financeiro (CBD), marcado por arranha-céus arrojados como a sede da TV estatal CCTV (conhecida pelo formato de "calças gigantes") e o imponente China Zun. A cidade também foi a primeira da história a sediar os Jogos Olímpicos de Verão (2008) e de Inverno (2022), deixando marcos visuais como o estádio "Ninho de Pássaro".


Gastronomia de Respeito: Pequim é um polo gastronômico essencial. O prato mais famoso da cidade é o Pato de Pequim (Peking Duck), conhecido por sua pele crocante e carne macia, servido com finas panquecas, molho de feijão doce e pepino.


Polo de Conhecimento: Pequim também abriga as mentes mais brilhantes do país, sendo a sede das duas universidades mais prestigiadas da China: a Universidade de Pequim e a Universidade Tsinghua.


Principais Atrações de Pequim


A Cidade Proibida (Palácio Imperial)

Cidade Proibida ou Palácio Imperial de Pequim

A Cidade Proibida (Palácio Imperial) ou (Zijincheng) está localizada no centro de Pequim, é o maior e mais bem preservado complexo de palácios antigos do mundo.

Construída entre 1406 e 1420 pela Dinastia Ming, ela serviu como o palácio imperial e o centro político da China por quase 500 anos, abrigando 24 imperadores das dinastias Ming e Qing até o fim do império em 1912.

O complexo recebeu o nome de "Proibida" porque nenhum cidadão comum podia entrar em seus domínios sem permissão expressa do imperador — qualquer invasão era punida com a morte. Hoje, o local funciona como o Museu do Palácio, recebendo milhões de turistas anualmente.


O que ver lá dentro?

O palácio é dividido em duas partes principais: o Pátio Externo, onde o imperador exercia seu poder supremo e realizava grandes cerimônias, e o Pátio Interno, as dependências residenciais da família imperial e suas concubinas.

O ponto alto da visitação é o Salão da Harmonia Suprema (Taihedian), a maior e mais imponente estrutura de madeira sobrevivente na China, onde ficava o cobiçado Trono do Dragão.


Dica de Viagem Obrigatória: Os ingressos para a Cidade Proibida são estritamente limitados por dia e esgotam com muita antecedência. Eles devem ser reservados online associados ao número do seu passaporte, que é digitalizado diretamente nas catracas da entrada (o Portão do Meio-Dia).


A Grande Muralha da China

A Grande Muralha da China é uma das maiores obras de engenharia militar da história humana e a atração turística mais icônica do país.

Declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO e uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno, ela começou a ser erguida por volta do século III a.C. pelo primeiro imperador chinês, Qin Shi Huang, para proteger as fronteiras do império contra invasões de povos nômades do norte (como os mongóis).

A estrutura que conhecemos hoje, feita de tijolos e pedras com imponentes torres de vigia, foi majoritariamente reconstruída e expandida durante a Dinastia Ming (1368–1644).


Extensão inacreditável: Se contarmos todas as suas ramificações e trechos construídos ao longo de diferentes dinastias, a muralha se estende por impressionantes 21.196 quilômetros, cortando montanhas, desertos e planícies.

Mito do espaço: Ao contrário do que diz a lenda urbana, a Grande Muralha não pode ser vista a olho nu do espaço ou da Lua (ela é muito estreita e suas cores se misturam com a natureza ao redor).

Cimento histórico: Para colar os tijolos na época da Dinastia Ming, os engenheiros chineses usavam uma mistura de argamassa que incluía farinha de arroz moti (arroz grudento), o que garantiu a resistência milenar da estrutura.


Os Melhores Trechos para Visitar (Saindo de Pequim):

Como a muralha é gigantesca, os turistas costumam visitar seções específicas localizadas nas montanhas ao redor de Pequim (entre 1h e 2h30 de viagem de distância):


Mutianyu: A opção mais recomendada para a maioria dos viajantes. É uma seção totalmente restaurada, cercada por florestas densas, menos lotada que outras partes e conta com infraestrutura moderna, como teleférico para subir e um divertido tobogã para descer a montanha.


Badaling: É o trecho mais famoso, acessível (dá para ir de trem de alta velocidade) e o primeiro a ser restaurado. O lado negativo é que costuma ficar extremamente lotado de excursões locais.


Jinshanling / Simatai: Ideais para quem busca aventura, trilhas desafiadoras e fotografia. Esses trechos são mais selvagens, preservam partes originais (não restauradas) da muralha e oferecem paisagens dramáticas e vazias.


Dica de Viagem: Vá com calçados muito confortáveis e com boa aderência. Mesmo nas seções restauradas, os degraus da muralha são extremamente íngremes, irregulares e escorregadios.


O Templo do Céu

O Templo do Céu (Tiantan), localizado em um imenso parque público no sul de Pequim, é um dos complexos religiosos mais extraordinários e harmonicamente perfeitos da China. Construído em 1420 (junto com a Cidade Proibida), ele era o local sagrado onde os imperadores das dinastias Ming e Qing — considerados os "Filhos do Céu" — realizavam rituais complexos e solenes para pedir colheitas fartas e agradecer pelas graças alcançadas.


Inscrito como Patrimônio Mundial pela UNESCO, o complexo impressiona pelo simbolismo: sua arquitetura é baseada na antiga crença chinesa de que o Céu é redondo e a Terra é quadrada. Por isso, a parte norte do parque tem formato semicircular (o Céu) e a parte sul é retangular (a Terra).


As Principais Estruturas do Complexo:

Salão de Oração pelas Boas Colheitas: É o edifício principal e o grande cartão-postal do templo. É uma impressionante torre circular tripla de madeira, com 38 metros de altura, construída sem usar um único prego ou cimento — toda a estrutura se sustenta por um sistema genial de encaixes de vigas e pilares. Seu telhado azul escuro simboliza a cor do céu.


Abóbada Imperial do Céu: Uma estrutura menor, parecida com o salão principal, cercada pelo famoso Muro do Eco. Devido à acústica perfeita da parede circular lisa, se você sussurrar em uma extremidade do muro, outra pessoa conseguirá ouvir claramente o seu sussurro na extremidade oposta.


Altar do Monte Circular: Uma grande plataforma aberta feita de mármore branco em três níveis concêntricos, dispostos em múltiplos do número 9 (o número imperial). Era o ponto exato onde o imperador rezava diretamente para o Céu no solstício de inverno.


Pela manhã, o local se transforma em um vibrante ponto de encontro de moradores locais, especialmente idosos. É o melhor lugar de Pequim para observar a vida cotidiana chinesa, com pessoas praticando Tai Chi Chuan, dança de salão, caligrafia na água, jogando cartas ou tocando instrumentos tradicionais à sombra de ciprestes centenários.


O Palácio de Verão

O Palácio de Verão (Yiheyuan), localizado em Pequim, é um dos mais impressionantes tesouros da China e um marco do paisagismo clássico chinês. Construído originalmente no século XVIII e mais tarde reconstruído, o complexo servia como um refúgio luxuoso para os imperadores da Dinastia Qing escaparem do calor sufocante da Cidade Proibida.


Harmonia com a Natureza: O palácio é uma obra-prima que combina harmoniosamente a intervenção humana com elementos naturais. Ele é dominado pela Colina da Longevidade e pelo imenso Lago Kunming, que foi moldado artificialmente para imitar os lagos mais famosos do sul da China.

O Grande Corredor: Uma das atrações mais famosas é uma galeria coberta de 728 metros de comprimento, ricamente decorada com mais de 14.000 pinturas que retratam a mitologia, a história e as paisagens chinesas.

O Barco de Mármore: À beira do lago, encontra-se um pavilhão em formato de barco construído em pedra e mármore, encomendado pela imperatriz viúva Cixi, simbolizando a estabilidade do império.


Patrimônio Mundial: Reconhecido pela UNESCO em 1998, o Palácio de Verão é considerado a expressão máxima do design de jardins imperiais chineses, onde a filosofia e a estética se unem em perfeita harmonia.


Praça da Paz Celestial (Tiananmen)

A Praça da Paz Celestial (Tiananmen), localizada no coração de Pequim, é uma das maiores e mais famosas praças públicas do mundo. Com uma área de mais de 400.000 metros quadrados, ela carrega um peso histórico, político e cultural imenso para a China moderna.

Centro Político da China: Foi nesta praça que, em 1º de outubro de 1949, Mao Tsé-Tung proclamou a fundação da República Popular da China. O local continua sendo o cenário dos principais desfiles militares e eventos políticos do país.

A Porta da Paz Celestial: Situada ao norte da praça, esta imponente estrutura com o famoso retrato de Mao serve de entrada para a Cidade Proibida, o antigo palácio imperial.

Grandes Monumentos: Ao redor e no centro da praça encontram-se marcos importantes como o Grande Salão do Povo (o parlamento chinês), o Museu Nacional da China, o Monumento aos Heróis do Povo e o Mausoléu de Mao Tsé-Tung, onde o corpo do líder fica exposto.

Palco de História: Ao longo do século XX e XXI, a praça foi o epicentro de protestos e movimentos sociais cruciais que moldaram o rumo da história chinesa.

Hoje, a praça é um local de forte simbolismo nacionalista, cercado por um esquema de segurança rigoroso, atraindo diariamente milhares de turistas que vão assistir à tradicional cerimônia do hasteamento da bandeira ao amanhecer.


Dicas de compras em Pequim

Pequim é um verdadeiro paraíso para quem ama fazer compras, misturando mercados tradicionais milenares com shopping centers ultra-modernos.


Mercado da Seda (Silk Street) e Mercado de Pérolas (Hongqiao): São os mais famosos entre os turistas. Perfeitos para encontrar de tudo: roupas, calçados, eletrônicos, lembrancinhas, sedas e pérolas.


Rua Wangfujing: Uma das avenidas de pedestres mais famosas de Pequim. É cercada por grandes lojas de departamentos, shoppings modernos e lojas de marcas globais.


Sanlitun (Taikoo Li): O destino certo se você procura por grifes internacionais, moda de alta costura, lojas conceito e um ambiente super jovem e cosmopolita.


Distrito de Arte 798: Se você prefere algo mais alternativo, lá encontrará galerias de arte, lojas de design independente, artesanato local e roupas exclusivas.


Dicas de Compras para o Viajante


A arte de pechinchar: Nos mercados populares (como o da Seda e o de Pérolas), pechinchar não é apenas aceitável, é obrigatório. Os vendedores costumam jogar o preço inicial lá no alto. Não tenha vergonha de oferecer uma fração do valor e negociar com bom humor. Nos shoppings fechados e lojas de marca, os preços são fixos.

Pagamentos Digitais: A China quase não usa dinheiro em espécie ou cartões de crédito internacionais tradicionais. Antes de viajar, baixe e configure o Alipay ou o WeChat Pay no seu celular, vinculando o seu cartão internacional (como cartões globais de conta multimoedas). Eles são aceitos de táxis a grandes shoppings.

Cuidado com as Réplicas: Nos mercados populares, há uma enorme quantidade de produtos de marca falsificados. Fique atento à qualidade e lembre-se das regras de alfândega do seu país de retorno.

Comunicação: Muitos vendedores nos mercados turísticos arranham o inglês (e usam uma calculadora para negociar os preços), mas ter um aplicativo de tradução no celular (como o Google Tradutor com pacote de chinês baixado para uso offline) ajuda muito.


Como se locomover em Pequim

Se locomover por Pequim é surpreendentemente fácil, eficiente e muito barato, graças a um sistema de transporte público ultra-moderno. Como a cidade é gigantesca e o trânsito pode ser caótico, planejar seus trajetos faz toda a diferença.


O Metrô: Sua Melhor Opção

O metrô de Pequim é o meio de transporte mais rápido e eficiente para os turistas.

Vantagens: É extremamente limpo, pontual, cobre praticamente todas as grandes atrações turísticas (como a Cidade Proibida e o Templo do Céu) e toda a sinalização e avisos sonoros estão em chinês e inglês.

Como usar: Você pode comprar bilhetes magnéticos por viagem nas máquinas das estações (que têm opção de idioma em inglês) ou usar o aplicativo Alipay (na função Transport) para passar direto pelas catracas usando o QR Code do celular.


Táxis e Aplicativos de Corrida

Os táxis são muito baratos em Pequim se comparados aos padrões europeus ou americanos, mas há alguns truques para não passar sufoco:

Didi Chuxing: É o "Uber" da China. O aplicativo tem uma versão em inglês excelente, aceita cartões de crédito internacionais e já traduz as mensagens com o motorista automaticamente. É a forma mais segura e prática de pedir um carro.

Táxis comuns: Se pegar um táxi na rua, certifique-se de que o taxímetro está ligado. Importante: A imensa maioria dos taxistas não fala inglês. Tenha sempre o nome e o endereço do seu destino escritos em caracteres chineses (Hanzi) no celular ou em um papel.


Ônibus e Bicicletas Compartilhadas

Ônibus: São baratíssimos e cobrem a cidade inteira, mas as rotas podem ser confusas para quem não domina o idioma. Use aplicativos de mapa (como o Apple Maps ou o Baidu Maps) para te guiar pelas linhas corretas.

Bicicletas: Pequim é uma cidade majoritariamente plana. Pelos aplicativos Alipay ou WeChat, você pode desbloquear as milhares de bicicletas coloridas espalhadas pelas calçadas para trajetos curtos. É divertido e muito prático.


Dicas para o Deslocamento

Aplicativos de Mapas: O Google Maps não funciona bem na China sem uma boa VPN. Para se localizar, o Apple Maps funciona muito bem (em inglês). Se preferir, o app Amap (Gaode) ou Baidu Maps são os mais precisos, embora a interface seja em chinês.

Horário de Pico: Evite o metrô e as principais avenidas entre as 07:30 e 09:30, e entre as 17:00 e 19:30. A cidade ferve nesses horários.

Segurança nas Estações: Todas as estações de metrô exigem que você passe suas bolsas e mochilas por um detector de raio-X antes de entrar. O processo é rápido, mas evite carregar objetos cortantes ou sprays inflamáveis.


Roteiro de 3 dias em Pequim

Dia 1: O Centro Imperial da China

O primeiro dia é dedicado aos cartões-postais mais famosos do país, localizados bem no centro de Pequim.

Manhã: Comece pela monumental Praça da Paz Celestial (Tiananmen). Logo em frente fica a entrada para a Cidade Proibida, o antigo palácio imperial de onde 24 imperadores governaram a China. Reserve pelo menos 3 horas para caminhar por seus pátios e pavilhões.

Almoço: Experimente os restaurantes locais nos arredores da praça ou vá em direção à rua Wangfujing.

Tarde: Suba a colina do Parque Jingshan, localizado logo atrás da saída da Cidade Proibida. Lá de cima, você terá a vista panorâmica mais bonita de todo o complexo do palácio. Depois, caminhe pelos tradicionais Hutongs (ruelas antigas) da região de Nanluoguxiang.

Noite: Jantar especial para provar o autêntico Pato de Pequim (Peking Duck).


Dia 2: A Grande Muralha e as Noites Modernas

Manhã/Tarde: Vá para a Grande Muralha da China. A seção de Mutianyu é a mais recomendada: é incrivelmente bonita, menos cheia que Badaling e conta com teleférico para subir e um divertido tobogã para descer. Como fica a cerca de 1h30 do centro, esse passeio ocupará boa parte do seu dia.

Fim da Tarde: De volta à cidade, passe pelo Parque Olímpico para fotografar a arquitetura futurista do Estádio Ninho de Pássaro e do Cubo D'Água iluminados.

Noite: Jante e relaxe no bairro de Sanlitun, a área mais badalada da cidade, cheia de bares, restaurantes e lojas modernas.


Dia 3: Espiritualidade, Compras e Arte

Manhã: Visite o Templo do Céu, onde os imperadores rezavam por boas colheitas. O parque ao redor é um espetáculo à parte, cheio de moradores locais praticando Tai Chi, jogando cartas e tocando instrumentos tradicionais.

Almoço: Coma algo rápido no Mercado de Pérolas (Hongqiao), que fica bem em frente ao templo.

Tarde: Divida sua tarde entre as compras no Mercado da Seda (Silk Street) ou, se preferir uma pegada mais cultural e alternativa, explore as galerias e cafés do Distrito de Arte 798.

Fim do dia: Termine a viagem assistindo ao pôr do sol no belíssimo Palácio de Verão, o antigo refúgio de férias da realeza, famoso pelo seu imenso lago artificial e jardins deslumbrantes.


Gastronomia: O que comer em Pequim

A gastronomia de Pequim (ou culinária Jing) é rica, reconfortante e cheia de personalidade. Por ter sido o centro do império chinês por séculos, ela mistura a sofisticação dos pratos servidos à realeza com os sabores robustos da comida de rua do norte da China, onde o trigo (massas e pães) ganha mais destaque do que o arroz.


Os Pratos Imperdíveis

Pato de Pequim (Peking Duck / Kǎoyā): O rei da culinária local. O pato é assado até que a carne fique incrivelmente macia e a pele fique dourada e crocante. A forma tradicional de comer é um ritual: você pega uma panqueca fininha, pincela o molho doce de feijão, adiciona fatias do pato, tiras de pepino e de alho-poró, enrola tudo e come com as mãos. É uma explosão de texturas!


Zha Jiang Mian (Macarrão com Molho de Feijão Frito): Considerado o "espaguete de Pequim". É um prato simples e delicioso de macarrão de trigo servido com uma rica cobertura de carne de porco picada e pasta de feijão de soja fermentada, acompanhado por vegetais frescos (como broto de feijão e pepino) que você mistura na hora de comer.


Hot Pot no Estilo de Pequim (Shuàn Yángròu): Diferente do hot pot apimentado de Sichuan, a versão tradicional de Pequim usa uma panela de cobre com uma chaminé no centro. O caldo é mais leve, feito para realçar o sabor de fatias ultrafinas de carne de carneiro (ou boi), que são cozidas rapidamente no caldo fervente e depois mergulhadas em um delicioso molho à base de pasta de gergelim.


Comida de Rua e Petiscos Tradicionais

Jiaozi (Dumplings): Os famosos pasteizinhos chineses cozidos no vapor ou fritos. Em Pequim, os recheios de porco com repolho ou de carne bovina com cebolinha são clássicos absolutos.

Jianbing: O café da manhã dos campeões em Pequim. Trata-se de um crepe fininho feito na chapa com ovo, cebolinha, coentro, um molho levemente adocicado/picante e um pedaço de massa frita super crocante por dentro. É preparado na sua frente em banquinhas de rua.

Tanghulu: O doce mais instagramável de Pequim. São espetinhos de frutas (tradicionalmente o fruto do espinheiro-da-china, que é azedinho) cobertos por uma calda de açúcar dura e cristalizada. Perfeito para rebater os pratos salgados.


Dicas para o Turista

Onde comer: Para uma experiência sofisticada de Pato de Pequim, procure restaurantes renomados como o Da Dong ou o Quanjude. Para os pratos do dia a dia e petiscos, explore a famosa rua de pedestres Nanluoguxiang ou os restaurantes escondidos nos Hutongs (as ruelas antigas).

Beba água engarrafada: Como em quase toda a Ásia, evite tomar água da torneira. Nos restaurantes, o comum é servirem chá quente ou água morna de cortesia.

Nível de pimenta: A comida tradicional de Pequim não é excessivamente apimentada (foca mais nos sabores salgados, no alho e no gergelim). Porém, se você não tolera pimenta, memorize a frase "Bù là" (Não apimentado) na hora de pedir.


Transfers e Tours em Pequim

Transfers em Pequim

Tours em Pequim


Como chegar em Pequim saindo do Brasil

Chegar a Pequim saindo do Brasil é uma verdadeira jornada para o outro lado do mundo. Como não existem voos diretos entre os dois países devido à enorme distância geográfica, a viagem sempre envolve pelo menos uma conexão.

O tempo total de viagem (incluindo as escalas) costuma variar entre 24 e 35 horas, dependendo da rota escolhida.


As Principais Rotas e Companhias Aéreas

As conexões mais comuns para os brasileiros variam de acordo com a região onde a escala é feita:

Via Europa (Sem necessidade de visto de trânsito): É uma das rotas mais populares e confortáveis. Você faz uma escala em um grande aeroporto europeu antes de seguir para a China.

Principais companhias: Air China (geralmente via Madri), Lufthansa (via Frankfurt ou Munique), Air France (via Paris), KLM (via Amsterdã) e Turkish Airlines (via Istambul).


Via Oriente Médio (Conexões modernas e luxuosas): Excelente serviço de bordo e aeroportos de conexão que parecem shoppings.

Principais companhias: Emirates (via Dubai) e Qatar Airways (via Doha).


Via Estados Unidos (Atenção ao Visto): Costuma ter preços competitivos, mas tem uma grande desvantagem: exige o visto americano válido, mesmo que você vá apenas trocar de avião no aeroporto.

Principais companhias: United Airlines, American Airlines e Delta.


Os Aeroportos de Chegada em Pequim

Pequim conta com dois aeroportos internacionais gigantescos e hipermodernos. O seu voo pousará em um deles:


Aeroporto Internacional de Pequim-Capital (PEK): O aeroporto mais antigo e tradicional, localizado a cerca de 32 km a nordeste do centro. É a principal base da Air China e de muitas companhias europeias. O trem expresso (Airport Express) conecta o aeroporto ao metrô da cidade em cerca de 20 minutos.


Aeroporto Internacional de Pequim-Daxing (PKX): Inaugurado recentemente, é uma obra-prima da arquitetura (projetado por Zaha Hadid) em formato de estrela-do-mar. Fica a cerca de 46 km ao sul do centro, mas é conectado por um trem de alta velocidade que chega à cidade em apenas 20 minutos.

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O melhor lugar para se hospedar em Pequim

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Dicas de Turismo de Pequim - China

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